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Júlio Gago

Ex-médio-volante do Corinthians
por Marcos Júnior Micheletti/colaborou Elenice Affonso, filha de Julio Gago
 
O paulistano Júlio Gago Affonso faleceu aos 77 anos, em 18 de outubro de 2010 às 6 horas, vítima de câncer. Ele estava internado no Hospital Presidente, no bairro do Tucuruvi, zona norte de São Paulo.
 
Gago foi médio volante do Corinthians entre 1955 e 1958 dos aspirantes, sendo reserva imediato de Roberto Belangero.
 
Nascido na capital paulista em 03 de junho de 1933, no bairro da Água Fria, zona norte, o filho de imigrantes espanhóis começou jogando na várzea, no Grêmio Esportivo Esperança de Tucuruvi.
 
Suas qualidades despertaram o interesse do Corinthians, e a partir de 1953 foi convidado para jogar com memoráveis ídolos da época, como Gylmar dos Santos Neves, Olavo, Goiano, Cláudio Cristovam de Pinho, Luizinho (o Pequeno Polegar), Baltazar e muitos outros.
 
Embora com um futuro promissor pela frente na carreira futebolística, Júlio acabou desistindo do futebol com apenas 25 anos, pois, à época, a remuneração no esporte não era tão satisfatória e sua mãe se preocupava muito com seu futuro, pois ele havia perdido o pai ainda menino.
 
Junto a mais cinco irmãos (Luis, João, Clotilde, Antonio e Mário), criados na rua Ismael Néri, no bairro do Tucuruvi montou uma frota de carros (Chevrolet) na década de 60, trabalhando como chofer de táxi, responsável pela condução de muitas noivas até as igrejas das redondezas.
 
Depois, também com seus irmãos, teve outras atividades comerciais (o Auto Posto de Serviços Flórida de banderia Esso , a Organizações Valparaíso (despachante, loja de automóveis e loja de auto-peças e acessórios) e atualmente está aposentado.
 
Foi casado com a senhora Carmen Caló, com quem teve duas filhas: Elenice e Carmen Lúcia, mães de seus três netos: Paula Fernanda, Ellen Gabriela e João Caetano.
 
Em 2009, quando comemorou seus 76 anos de idade, foi homenageado pela Baobá Produções Artísticas, pelo Corinthians e pela Secretaria de Cultura no Teatro Folha, por ocasião da peça teatral "Oito a zero e os Futebóis do País".
 
Em meados de 2010 começou um tratamento para um melanoma na sola do pé direito. Infelizmente o tumor acabou tomando conta de órgãos vitais, que o levou a óbito.
 
Ellen Gabriela Affonso, neta de Júlio Gago, postou um vídeo no YouTube em homenagem a seu avô no dia 18 de outubro de 2016, que segue abaixo:

Ricardo Garrido escreveu um texto falando sobre Júlio Gago, cujo posto de gasolina que tinha era vizinho ao local de trabalho de seu pai. O primeiro jogo que Ricardo foi assisitir, do Corinthians, em 1984, foi em companhia de seu pai e de Júlio Gago. Na ocasião, Ricardo não sabia que Júlio Gago havia jogado pelo Corinthians, daí a emoção retratada no texto.

Abaixo, na íntegra, o texto de Ricardo Garrido sobre o primeiro jogo que assistiu do Corinthians

Olha como a vida sempre nos surpreende:

Fui ao Pacaembu pra ver o Corinthians pela primeira vez em 1984. Lembro de cada detalhe, do Mentex e do chocolate que comi, das cadeiras numeradas azuis (meu pai escolheu irmos de numerada por receio de levar uma criança ao estádio; na semana seguinte, já estávamos no cimentão com a Fiel). Acompanhava-nos o Seu Júlio, um coroa que era dono do posto de gasolina vizinho ao trabalho do meu pai. Um cara bacana, modesto, piadista, que sempre me tratou com atenção e interesse, especialmente quando eu começava a disputar com ele quem sabia mais das escalações, títulos e resultados do Corinthians na década de 50 (Baltazar, Luizinho, Cláudio, o ataque dos 100 gols, campeão do IV Centenário etc).

Pois bem: ontem, meados de fevereiro de 2016!, estou no telefone com meu pai e ele me pergunta, "lembra do Seu Julio, do posto?" - e me informa de que ele fora jogador do Corinthians na década de 50, reserva do Roberto Belangero, e que tinha acabado de aparecer num daqueles quadros "que fim levou?", do Milton Neves.

O pior é que me lembro claramente de, sei lá, aos 8 ou 9 anos, estar folheando um livro lindo e cheio de fotos sobre o Corinthians (publicado em 1955 - lembro claramente porque sonho com aquele livro), quando meu pai falou "sabia que o Julio jogou no Corinthians?" Eu, claro, não acreditei, achei que era brincadeira e continuei folheando, sob o olhar do cara. Ninguem jamais voltou a tocar no assunto.

Mas é isso aí: descubro, assim, que fui ao estádio pela primeira vez acompanhado por um legítimo jogador do Corinthians.

Mais uma peça do quebra-cabeças. #vaicorinthians

(Aproveitando para mandar um abraço póstumo para o volante Júlio Gago, um abraço vivíssimo para meu pai e um agradecimento ao Milton Neves por manter há décadas esse quadro / momento que relembra personagens do passado do futebol.)

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