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Jorge Campos

Ex-atacante do Bahia, Vitória e Atlético Mineiro

Jorge Alberto Miranda Campos, o ex-atacante Jorge Campos, defendeu em sua carreira Bahia, Vitória (BA), Atlético (MG), Ponte Preta e Sport (PE), entre outros clubes do futebol brasileiro. Quando deixou o tricolor da boa terra para defender o Galo, foi lembrado em várias partes do Brasil devido ao elevado valor da transação.
Foi um grande goleador. Até hoje é idolatrado pela torcida do Bahia por conta de suas atuações nos anos 70, quando o clube conquistou por sete vezes consecutivas o campeonato regional. Atualmente reside em Salvador, onde trabalha como comerciante.
Por Marcelo Rozenberg

Matéria publicada no UOL Esporte em 11 de agosto de 2018:

Ídolos em necessidade financeira festejam ajuda do Bahia: "gratidão"

Presidente Guilherme Bellintani é o idealizador do projeto Dignidade aos Ídolos

Marcello De Vico e Vanderlei Lima
Do UOL, em Santos e São Paulo

Gratidão. O sentimento resume o recente projeto desenvolvido pelo Bahia, denominado "Dignidade aos Ídolos". Nele, ídolos tricolores que passam por graves problemas financeiros receberão uma ajuda do próprio clube. O programa, aprovado por unanimidade pelo Conselho Deliberativo, oferecerá auxílio – de um até três salários mínimos por mês – a ex-jogadores em dificuldade extrema. "Uma forma de devolver um pouco a eles o tanto que fizeram pelo Bahia".

A última frase é de Vitor Ferraz, vice-presidente do Bahia, que explicou ao UOL Esporte detalhes do projeto – inclusive citando que a ideia foi do presidente Guilherme Bellintani, que já havia conversado com a reportagem sobre o programa tricolor. Depois de eleitos, em dezembro de 2017, ambos deram vida ao programa que foi uma das promessas da campanha eleitoral.

"Foi uma ideia que surgiu no período de campanha eleitoral aqui do clube. A gente entendia a necessidade de a gente valorizar a história do clube, valorizar as pessoas que ajudaram a construir um clube tão tradicional quanto o Bahia, que ajudaram nas suas conquistas. E conhecendo um pouco dessa dificuldade pela qual passa muitos dos nossos ídolos que tanto orgulharam e honraram a nossa camisa, o presidente Guilherme Bellintani teve a ideia de a gente trabalhar com algum tipo de apoio àqueles ídolos que estivessem passando por uma situação de maiores dificuldades, e aí surgiu o programa de Dignidade ao ídolo", conta Vitor.

"Quando nós fomos eleitos, levamos a ideia ao Conselho Deliberativo, que abraçou a ideia prontamente e criou a regulamentação para que não se banalizasse a ideia do ídolo e, assim, o plano não fosse utilizado de maneira indevida, que realmente fosse um plano para auxiliar pessoas que tiveram feliz relevância prestada ao clube e que realmente tivesse passando por uma questão de dificuldade, pela qual o clube entendesse que caberia algum tipo de ajuda", diz.


COMO O BENEFICIADO É DEFINIDO?

O benefício para cada ex-jogador dependerá de uma aprovação do Conselho Deliberativo do Bahia, que avaliará dois itens em questão: a sua condição de ídolo e a sua real necessidade financeira: "Claro que tem um caráter subjetivo. O ídolo pode ser uma pessoa que, como atleta, conquistou muitos títulos pelo clube ou que não necessariamente conquistou, mas que teve uma história que engrandeceu o clube, que honrou muito as tradições do clube. Aí entra o espaço da subjetividade, uma análise de como se deu a história desse atleta dentro do clube".

Confirmado e aprovado o status de ídolo, o clube precisará atestar a situação financeira extrema do ídolo, e não apenas desconfortável, para então definir qual será a ajuda que ele receberá: de um, dois ou três salários mínimos.

QUEM SÃO OS PRIMEIROS BENEFICIADOS?

O Bahia chegou a cinco nomes para o início do projeto, com suas respectivas ajudas: Zanata, Jorge Campos e Alberto Leguelé, que receberão um salário mínimo, Naldinho, que tem problema na coluna e diabetes e vai ter direito a dois salários mínimos, e Maílson, inspiração para o projeto e que foi diagnosticado com uma doença degenerativa - receber três salários.

"Esses foram os cinco primeiros contemplados e que vai fazer com que o Bahia tenha uma despesa mensal inicialmente de 8 mil reais. Esse dinheiro vai sair do orçamento do clube mesmo", esclareceu Vitor Ferraz.

SAIBA SOBRE CADA UM DELES

 

Jorge Campos, ex-ponta-direita, 64 anos

Prata da casa do Bahia, Jorge Campos defendeu o time tricolor de 1972 e 1977 e conquistou cinco títulos estaduais. Hoje aposentado, ele também receberá um salário mínimo para ajudar nas contas.
"Este presidente atual me surpreendeu, porque os outros não fizeram nada. E a ajuda veio a calhar. Bela atitude do presidente e de cada conselheiro, que escolheram os ídolos. O Bahia é um exemplo, e os outros clubes devem seguir isso. Tem outros jogadores precisando", disse Jorge Campos, para depois falar sobre a sua atual situação financeira.

"Eu consegui guardar dinheiro. Eu comprei um apartamento em Belo Horizonte, comprei apartamento aqui e a loja, mas eu não sou rico e vivo hoje dentro do possível. A saúde está controlada aqui", completou.

(Foto: Jorge Campos (esq.) e Alberto Leguelé (dir.) - arquivo pessoal de Jorge Campos)

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