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Gylmar dos Santos Neves

Ex-goleiro do Jabaquara, Corinthians e Santos
Gylmar, o Gylmar dos Santos Neves, um dos melhores goleiros da história do futebol brasileiro, faleceu no dia 25 de agosto de 2013, no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral e um infarto sofrido no dia 23 de agosto de 2013.

O "Goleiro Maior" deixou a esposa Raquel Izar Neves (falecida no dia 22 de março de 2016) e dois filhos, Marcelo Izar Neves e Rogério Izar Neves. 
 
Nascido no dia 22 de agosto de 1930, em Santos (SP), começou a carreira no Jabaquara (SP) em 51. Brilhou no Corinthians, de 51 a 61, e no Santos, de 62 a 69. Sem dúvida, um dos mais vitoriosos goleiros do nosso país.

Os principais títulos foram: mundiais pela Seleção Brasileira em 58 e 62, Libertadores e Mundial Interclubes pelo Santos em 62 e 63, e o IV Centenário pelo Corinthians em 54.

Depois de encerrar a carreira de jogador em 69, ele teve uma grande agência de veículos, que ficava na zona leste da capital paulista.

No dia 23 de agosto de 2013 sofreu um infarto e foi internado no Hospital Sírio Libanês, no bairro da Bela Vista, zona central de São Paulo, mas não resistiu as decorrência do infarto e do AVC, sofrido em 2000.

Segundo o "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte, Gilmar disputou 395 jogos pelo alvinegro entre os anos de 1951 e 1961. Foram 243 vitórias, 75 empates e 77 derrotas e ele sofreu 527 gols e conquistou os títulos paulistas de 1951, 52 e 54 e o Rio-São Paulo de 1954.

Pela Seleção Brasileira

Gylmar dos Santos Neves realizou 103 partidas (73 vitórias, 15 empates e 15 derrotas) e sofreu 104 gols, como consta no livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.
 
Em 17 de março de 2013, Milton Neves publicou em sua página dominical no jornal "Agora São Paulo e também no Portal Terceiro Tempo, um texto homenageando Gylmar, intitulado "O sogro, o amor e o maior gol de Gylmar, o goleiro maior". Segue abaixo, na íntegra:
 
Nagib Izar, sogro "na marra" de Gylmar dos Santos Neves, jamais aceitou o namoro, noivado e muito menos o casamento de sua única filha, Raquel, com o então goleiro-galã do Corinthians.
 
Mas o amor falou mais alto, casaram-se, nasceram três filhos e por 17 anos (!!!) o radical "Seo" Nagib nunca mais falou com a filha a partir de 1954, com o genro (seria a primeira vez) e nem conheceu os três netos.
 
Ignorou até o casamento na igreja e a festa de comemoração em 1960.

Mas, dia 25 de outubro de 1971, de repente, Nagib ligou para sua filha Raquel
para que todos passassem o dia com ele e com sua esposa Najla, no bairro do Paraíso, em São Paulo.

Foram, almoçaram, brincaram, se abraçaram como se nada tivesse acontecido naqueles 17 anos e foram embora no final de tarde.

Lá pelas 11 da noite Raquel recebe telefonema da mãe Najla. "Seo" Nagib Izar tinha acabado de morrer de infarto! Foi premonição, remorso ou coincidência"

Enterro realizado, no Araçá, em 26 de outubro de 1971, família consternada, dona Najla Curi Izar desesperada, com o saudoso cunhado de Gylmar, Ricardo Izar, ex-deputado federal, e o irmão Roberto, impressionados com a premonição do pai.

A família então passou a cuidar do inventário do que deixou o empresário Nagib Izar, dono de fábrica de cartonagem (papel, papelão e embalagens), no bairro do Tatuapé.

Marcou-se uma reunião de todos na sede da empresa com a presença de advogados, contadores e de um tabelião. Mas a reunião emperrou porque um enorme cofre, da época da Segunda Guerra Mundial, ninguém conseguia abrir.

E lá dentro estava toda a vida econômico-financeira do patriarca.  Chamaram os mais competentes e famosos "cofreiros" de São Paulo e nada! Três deles fracassaram depois de horas e deixaram a sala.

O que fazer?

Enquanto todos discutiam até mesmo a possibilidade de uma pequena explosão do cofre, Gylmar, mais afastado do grupo por ser discreto e "apenas" cunhado, ficou de costas para o cofre e aleatoriamente girava o seu relógio de controle.

Girou umas sete ou oito vezes, sempre depois apertando a maçaneta e de repente o cofre se abriu!!!!

Sem querer, lotericamente e de costas, Gylmar acertou a combinação. Foi algo sobrenatural.

Espanto e emoção na sala de reunião, procedeu-se então a verificação do conteúdo guardado como documentos, inventário, escrituras e investimentos de "Seo" Nagib Izar.

Ao que a fiel secretária do então turrão sogro de Gylmar se antecipou e apanhou as muitas pastas que ocupavam quase a metade do cofre. Estendeu-as na enorme mesa de reunião e ninguém conseguiu conter as lágrimas.

Pois ali estavam catalogadas e colecionadas todas as fotos do namoro (a partir de 1954), noivado (em 1958) e casamento (em 1960) de sua filha Raquel com o famoso Gylmar, bem como as capas de revistas e fotos dos três netos.

E dona Baije, a secretária, contou que por 17 anos (!!!) "Seo" Nagib Izar, ao chegar logo cedinho para o trabalho, TODO DIA, ficava por uma hora folheando suas pastas, vendo página por página e foto por foto da família da filha.

As páginas estavam todas puídas na parte de baixo que Nagib diariamente manuseava e manuseou por anos e anos a fio.

Ou seja, o radical, turrão e "imperturbável" Nagib Izar resistiu o quanto pôde para mostrar que era contra o casamento de sua única filha com um "simples jogador de futebol" porque "esse pessoal nunca dá boa coisa".

E como deu, hein?

Gylmar grande atleta e grande caráter, era cobiçado nos anos 50 por 10 de cada 10 mulheres do Brasil, mas apaixonou-se em poucos olhares por Raquel em piscina de um hotel de Águas de Lindóia onde o Corinthians estava concentrado e paulistanos ricos passavam férias.

Vendo que a filha estava muito "acesa" e ligada no goleiro famoso, fechou a conta e abreviou sua estada de férias e levou toda a família de volta para São Paulo.
E o amor continua vencendo.

Gylmar, aos 82 anos, vitima de um AVC há 10 anos, está em cadeira de rodas, não fala, mas ouve, vê e entende tudo.

E está feliz da vida porque Raquel filha de "Seo" Izar, está sempre ao seu lado não largando dele nunca da mesma forma que Gylmar nunca largava a bola na meta do Corinthians, Santos e Seleção Brasileira.
 
Clique aqui e ouça a história de Gylmar dos Santos Neves e seu sogro na voz de Milton Neves no dia 10 de março de 2013 na Rádio Bandeirantes:

 
"Meu ídolo"
 
E então, de repente... ali estava ele, na minha frente, em carne e osso, como a materializar um sonho acalentado há exatos 45 anos, desde os idos de 1961, quando eu, um menino de 6 anos vindo ao mundo como Edson, zangava com meu pai por não ter me dado o nome dele: Gilmar, que eu nem sequer imaginava ser com "y".

Era o mesmo do vulto negro a se impor com galhardia e coragem à frente da meta santista e que eu admirava grudado no alambrado atrás do gol de entrada do Pacaembu, num célebre Santos 2 x 1 Palmeiras em 1962, quando levei uns "cascudos" do meu pai em pleno estádio, um palmeirense inveterado e extremamente irritado por ter seu herdeiro "virado a casaca" e admirar um time que, segundo ele, "só tinha o crioulo Pelé" (que naquele dia cedeu seu lugar para o outro, o "Pelé branco" Almir).

Não adiantava argumentar naquela hora, que eu nem sabia da existência do tal "Pelé", negro ou branco, mas sobre o verdadeiro fascínio de ter estado, pelo menos naquele dia, "longe perto" do meu ídolo e de quem seguiria anônimo, os passos de sua maravilhosa carreira. Até quem sabe, um dia, encontrá-lo e dizer tudo o que sentia sobre ele e a sua influência em meu comportamento ao longo da vida.

Pois esse dia inesquecível chegou numa tarde fria de junho de 2006. E ao me deparar com o seu semblante abatido, em uma cadeira de rodas, meu coração de menino se recusou terminantemente a interpretar a cena como uma dura e cruel derrota que a doença - seu adversário implacável - lhe havia imposto, sem ao menos ter-lhe dado a mínima chance de que praticasse mais uma de suas brilhantes e surpreendentes defesas. Para mim, naquele instante, era como se ele estivesse no banco, na reserva de Laércio ou Cláudio, esperando o momento oportuno de voltar, depois de uma séria e longa contusão.

Entreguei-lhe então o meu presente simbólico, um par de luvas, não mais as de goleiro, pois delas ele já não mais precisava - havia cumprido a sua nobre missão - mas daquelas que pudessem servir para aquecer suas mãos nos dias frios daquele inverno. Junto, uma carta, narrando a minha odisséia até, finalmente, encontrá-lo. Mostrei-lhe uma foto minha "fazendo uma ponte" em um gol de um campo de várzea. Exibi com orgulho meus dedos tortos, como os dele (marcas indeléveis da árdua missão do goleiro); tive a honra de visitar a sua sala de troféus e tirei por fim uma foto que exibo com orgulho para todos que me são caros, perpetuando o momento mágico do encontro com o único ídolo da minha vida.

Nunca mais pude vê-lo, embora tenha a enorme e incontida vontade de visitá-lo todas as semanas e ajudá-lo em tudo o que fosse preciso; mas, me contento em enviar cartas ou pequenas lembranças (de preferência, filmes de astros antigos de Hollywood - a sua paixão) em dias que julgo especiais para ele, como o do aniversário, o do goleiro e o de Natal.

Guardarei para sempre a lembrança desse momento e, quando encerrar o meu ciclo biológico e a minha existência cumprir-se partirei em paz, pois ter estado ao lado do meu querido Gylmar dos Santos Neves foi, sem dúvida, uma das grandes realizações e conquistas de toda a minha vida."

Ainda sobre Gylmar, o site Terceiro Tempo recebeu no dia 24 de junho de 2008 o seguinte e-mail:

"De: Edson Liberti
Enviada em: terça-feira, 24 de junho de 2008 19:18
Para: miltonneves
Assunto: Re: RES: Gylmar
Milton, caríssimo:
Sábado passei a tarde com o meu grande ídolo, Gylmar; em anexo, uma foto desse dia maravilhoso (o paletó que estou vestindo, ganhei dele!).
Porém, escrevo também para perguntar se você sabe de alguma comemoração, principalmente no Santos, preparada para homenagear os campeões mundiais de 1958 (Zito, Pelé, Pepe e, por que não, o Gylmar, né?) - está tudo tão parado. Amigo, é lastimável que se deixe passar esse momento tão importante, sem maiores alardes, esquecendo-se de reverenciar neste mês de junho, o cinquentenário da conquista dessas verdadeiras "entidades" tão importantes para nós, brasileiros, carentíssimos de heróis. Falando nisso, o nosso herói da camisa 1 (camisa 3, na copa de 58), embora amparado por seus filhos e, principalmente, pela sua amada esposa Raquel, está literalmente "fazendo das tripas coração" (como os demais de seu tempo) a fim de se manter, no convívio com a doença que o acometeu em 2000 - para se ter uma idéia, o seu plano de saúde está por volta dos R$ 7.000,00 mensais !!!! - não seria esse um bom momento para se cobrar dos dirigentes máximos de nosso futebol, como gratidão pela conquista, pelo menos a garantia de um plano de saúde,a fim de dignificar-lhes a existência?
No mais, continuo sempre acompanhando o seu programa e, fazendo o possível (no momento, mais o impossível), para torcer pelo peixe, que um dia, foi a base da Seleção. Que saudade louca desse tempo - como diria Ataulfo Alves, "eu era feliz, e não sabia".
Abraços do amigo
Edson Liberti"

"De: Edson Liberti
Enviada em: sexta-feira, 11 de setembro de 2009 18:51
Para: Milton Neves
Assunto: Gylmar dos Santos Neves
"Mirto", o que acha do texto anexo?
Forte abraço.
P.S.: e as últimas fotos que enviei, você as publicou?
Carta aberta ao meu ídolo Gylmar
Define-se ídolo como "uma pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo". Talvez, pelo fato de ser "excessivo", sempre somos aconselhados a não cultivá-los.
No entanto, no meu caso, justamente devido a esse respeito excessivo para com a sua imagem é que venho hoje aqui, após uma longa espera, para confessar-lhe com a alma em júbilo de um menino e, ao mesmo tempo, com a maturidade de um homem feito, que muito do que sou e consegui na vida, devo a você, meu grande ídolo.
Sempre me espelhando em seu caráter e profissionalismo, aprendi desde criança, a não me deixar levar pelas ilusões inebriantes das vitórias por já saber, como você bem ensinou com suas atitudes ao longo de sua brilhante carreira, que as derrotas - e com elas, as mais amargas decepções - estão à espreita para entrar em cena a qualquer momento de nossas vidas e que diante delas, devemos ter a frieza, a determinação e a sabedoria, para transformá-las em novas conquistas. Uma tarefa árdua, cíclica, como a própria vida; como o goleiro - a expressão máxima desse paradigma - que você tanto soube ser.
Assim como eu, inúmeros meninos de minha geração que aprenderam a admirá-lo devem agradecer a Deus a sua existência, pois, tenho a mais profunda convicção de que você foi um anjo que Ele enviou aqui para a terra, para nos ensinar a honrar a dádiva de termos sido criados à Sua imagem e semelhança!
Com o respeito e a admiração de sempre,
Edson Aparecido Liberti"

O Portal Terceiro Tempo recebeu no dia 9 de outubro de 2012 de Edson Liberti (ealibert@icb.usp.br) o e-mail abaixo:

"O amor pelo grande goleiro. Edson Aparecido Liberti canta seu carinho por Gylmar"
Caro Gylmar:
Para mim, de todas as datas comemorativas que conhecemos, sem dúvidas estabelecidas como uma tentativa de chamar as pessoas à confraternização, a do aniversário é a mais importante. Sempre tive essa convicção, por acreditar que é a única data que é só nossa; não depende da lembrança e de presentes de ninguém para que nesse dia tão especial, entre outras coisas, aproveitemos para fazer uma profunda reflexão sobre o que realmente somos, o que realizamos, o que aprendemos e, principalmente, no que podemos melhorar para tornar o nosso dia a dia cada vez mais feliz - mesmo com as agruras e os percalços que a vida nos impõe. Com isso, o presente não é só nosso, mas também de todos os que conosco convivem, pois, ao nos verem mais felizes, se empenham em melhorar também, fazendo reinar a harmonia, sempre desejada (e quase nunca alcançada) pelo ser humano.
Portanto, meu caro amigo, é meu desejo que nesse seu dia, a tão almejada paz esteja sempre convosco, e que essa sua expressão de alegria da foto, se perpetue por muitos e muitos aniversários, para que todos que o amam, agradeçam o raiar de cada dia de suas vidas.
Com o respeito e a admiração de sempre.
Edson Aparecido Liberti.
(22/08/2012)

No dia 30 de abril de 2013, Edson Ap. Liberti enviou o texto abaixo sobre o goleiro Gylmar dos Santos Neves 
Gilmar à sombra de Gylmar

A festa era dos campeões. Mundiais de futebol. E lá estavam eles; chegavam aos poucos, taciturnos; um pouco incomodados com o assédio. Compreensível, pois para a maioria deles, desde há muito os holofotes e flashes já não mais os iluminavam. Exibiam em seus corpos as marcas indeléveis esculpidas pelo tempo, e ao se depararem com um dos seus, logo se descontraiam e externavam em seus sorrisos, a alma de crianças felizes com aquele encontro.
Mágico. Juntavam-se em pequenos grupos, e mesmo sem ouvir-lhes as conversas, não era difícil imaginar o teor: a bola rolando na memória de um passado longínquo daqueles que o destino se incumbiu de transformar em heróis; mitos nacionais autênticos.
Certamente reconstruíam jogadas fantásticas de um Pepe, Clodoaldo ou Coutinho; dribles desconcertantes de um Rivelino, Edu ou de um tal Pelé; desarmes e passes precisos de um Dino Sani, Zito, Mengálvio ou Cafú; defesas magistrais de um Ado, Zetti, Gilmar Rinaldi e do nosso goleiro maior " Gylmar " sim, aquele com "y".
Não, não foi possível encontrá-lo junto aos da sua casta; a doença implacável o privou de tão sublime convívio. Embora muitas fotos estampadas em painéis naquele local de congraçamento o exibissem em sua fase áurea, ele ali estava vivo somente em meu pensamento, guardado no fundo do meu coração de menino a reverenciar o eterno ídolo. Sentia-me feliz por tê-lo; triste por não vê-lo tomando parte na festa que também era dele.
E foi assim que, na ânsia de trazê-lo à lembrança de todos, para que de alguma forma fosse digna e justamente eternizado naquela tarde inesquecível, foi feita a foto de Gilmar Rinaldi sob as bênçãos de Gylmar dos Santos Neves...

Em 27 de agosto de 2013 recebemos uma mensagem por e-mail de Edson Aparecido Liberti, que segue abaixo, na íntegra:

Gylmar não está mais entre nós. Não, não chorem nem lamentem, pois ele partiu em nobre missão, indo juntar-se a Djalma Santos, De Sordi, Mauro, Orlando, Garrincha, Vavá, Didi e tantos outros companheiros de glórias aqui vividas, para fazer brilhar ainda mais no firmamento, a nossa Seleção Brasileira de Estrelas. Na realidade, pouco antes de embarcar nesse glorioso vôo, confessou-me que não estava muito disposto a atender a mais essa convocação - sentia-se meio "fora de forma", e com medo de lesionar-se facilmente. Afinal, desde há muito não sabia mais o que era ficar debaixo dos três paus daquela meta imensa, que tanto soube defender.
Mas, sabendo que o médico Hilton Gosling, o preparador físico Paulo Amaral e o massagista Mário Américo também estão por lá, e cioso de sua profissão como sempre foi, resolveu atender aos insistentes pedidos dos eternos amigos, ansiosos e algo inseguros para a estréia da nossa seleção no Campeonato das Galáxias.
É que Castilho, seu fiel suplente, anda meio deprimido, e Barbosa, mesmo no Céu, ainda carrega na alma o peso daquele fatídico gol da final da Copa de 1950! Ademais, resignou-se ele, agora com Feola dividindo com Aymoré Moreira no comando do nosso Escrete dos Sonhos, esse campeonato será uma "barbada". Não tinha mesmo o porquê não atender a esse derradeiro chamado. E lá foi ele sem seu já tão combalido corpo, sem luvas e joelheiras para incomodá-lo em suas atuações celestiais.
Só imaginando assim é que encontro forças para aplacar, em parte, tanta saudade; aceitar que todos aqui da Terra - inclusive nossos ídolos - um dia encerram o ciclo biológico e cumprem a sua existência. Como lenitivo para o vazio em que mergulha minha alma, resta-me pedir a Deus que com sua infinita bondade, me conceda a graça de um dia poder postar-me atrás do gol do Estádio do Firmamento, e tornar a admirar o vulto negro a se impor com galhardia e coragem à frente da meta do nosso Escrete dos Sonhos. Como nos idos de minha infância, grudado no alambrado do gol de entrada do Pacaembu, em 1962.
Por isso, meu amado Gylmar, quando você estiver atuando, sempre que puder, não se esqueça de olhar atrás do gol. Certamente um dia, você irá me encontrar pendurado no alambrado, maravilhado com as suas defesas... pela eternidade.
Descanse em Paz meu amado ídolo, e até breve.
Com o respeito e a admiração de sempre.
Edson Aparecido Liberti

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    Segundo o "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte, Gilmar disputou 395 jogos pelo alvinegro entre os anos de 1951 e 1961. Foram 243 vitórias, 75 empates e 77 derrotas e ele sofreu 527 gols e conquistou os títulos paulistas de 1951, 52 e 54 e o Rio-São Paulo de 1954.

    Pela Seleção Brasileira:

    Gylmar dos Santos Neves realizou 103 partidas (73 vitórias, 15 empates e 15 derrotas) e sofreu 104 gols, como consta no livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.
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