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Givanildo

Ex-volante do Santa Cruz e Corinthians

por Raphael Cavaco e Rogério Micheletti

Nascido em 1948 em Olinda, Givanildo José de Oliveira foi ótimo volante que ganhou destaque no Santa Cruz. Lá, era líder do time pentacampeão estadual entre 1969 e 1973. 

No dia 2 de julho de 2017, Giva foi anunciado como técnico do Santa Cruz. Sendo a sexta passagem do treinador no comando do clube. 

Carreira

Seu futebol despertou o interesse do Corinthians para a disputa do Campeonato Brasileiro de 1976, época em que viveu o auge da carreira.

Na ocasião foi vice-campeão nacional inédito pelo clube alvinegro e jogou como titular aquela histórica semifinal da invasão corintiana contra o Fluminense, em pleno Maracanã.

Também fez parte da equipe que acabou com o longo jejum de 22 anos sem títulos, ao conquistar o Paulistão de 1977 em cima da Ponte Preta.

A boa passagem no Parque São Jorge lhe rendeu, além da alcunha "Cabeça de Navio", convocações à seleção brasileira. Ainda em 1976, o ex-marcador ergueu o caneco do Torneio Bicentenário dos Estados Unidos com a escrete canarinho, deixando Falcão no banco.

Com saudades da terra natal, Givanildo deixou São Paulo e voltou para o time do Santa Cruz, onde ganhou mais um bicampeonato pernambucano (1978/79). Depois, teve discreta atuação pelo Fluminense e transferiu-se para o rival Sport. No Leão da Ilha, ganhou os troféus estaduais de 1981 e 1982.

Após pendurar as chuteiras, o ex-jogador virou técnico e comandou várias equipes do Norte e Nordeste, entre elas Paysandu, Santa Cruz e Sport, sendo considerado o "Rei dos Acessos". Recentemente, realizou vitorioso trabalho à frente do Santa Cruz, em 2005, e ao Sport, em 2006, dois times que saíram da Série B para a Série A. Foi contratado para comandar o Atlético Paranaense em 2006, em substituição ao ex-craque alemão Lothar Matthaus.

Depois passou pelo Sport e retornou ao Santa Cruz. Em 2007, ele foi trabalhar no Vitória. No ano seguinte, Givanildo assumiu o Vila Nova-GO e quase levou a equipe de Goiânia, que contava com Túlio Maravilha, à Série A.

Em 2009, o ex-volante assumiu o Mogi Mirim nas quatro últimas rodadas do Campeonato Paulista e conseguiu livrar a equipe presidida pelo amigo Rivaldo do rebaixamento.

No ano seguinte, recebeu a missão de comandar o Sport na Série B, mas foi demitido logo na quarta rodada depois de perder para o Icasa por 2 a 1, na Ilha do Retiro.

Em outubro de 2010, Givanildo assumiu a Ponte Preta-SP, que até então não fazia uma boa campanha na Série B do Campeonato Brasileiro.

No dia 16 de maio de 2011, Paulo Comelli foi demitido do Remo e Givanildo Oliveira foi anunciado como técnico do clube, para o restante do Parazão 2011. Em agosto do mesmo ano, após Antônio Lopes pedir demissão do cargo, Givanildo assumiu o América-MG. Após uma sequência ruim de resultados do Coelho, Givanildo foi desligado do cargo, em 5 de agosto de 2012.

Em agosto de 2012, já com a carreira de técnico em progressão, assumiu o comando do Paysandu, do Pará, onde permaneceu até 28 de julho de 2013, um dia após a derrota de sua equipe para o ABC de Natal, por 3 a 0.

Após um período sem trabalhar, foi anunciado como técnico do Treze Futebol Clube, em 5 de maio de 2014. Porém, permaneceu pouco tempo no clube paraibano. É que no dia 17 de setembro, acertou com sua antiga paixão, o América-MG. Lá, conquistou o acesso à Série A do Brasileirão em 2015 e o Campeonato Mineiro de 2016. Todavia, os resultados negativos no início do Brasileirão foram o sufciente para a diretoria o demitir no dia 3 de junho de 2016.

No dia 9 de setembro de 2016 Givanildo foi anunciado como técnico do Náutico, mas foi demitido no dia 2 de dezembro do mesmo ano, após não conseguir uma vaga na Série A do Brasileirão 2017.

Em 17 de fevereiro de 2017 foi anunciado como novo técnico do Ceará, cargo que ocupou até 16 de junho do mesmo ano, quando foi demitido.

Emoção

O torcedor do Santa Cruz tem grande carinho por Givanildo. E nem mesmo quando o técnico dirige uma equipe adversária, no estádio do Arruda, ele fica sem ser aplaudido pela torcida do Tricolor Coral. "É muito bom receber esse carinho. É sinal que o trabalho aqui foi bem feito. Se não fosse, eu seria vaiado", comentou Givanildo, antes de Santa Cruz 1x2 Atlético Paranaense, no dia 14 de maio de 2006.
 
Elogios

O técnico Givanildo de Oliveira serve de exemplo para treinadores da nova geração. Zinho, ex-atacante do Sport e da Portuguesa, nos anos 90, diz que o Givanildo foi um dos melhores técnicos que viu. "Tive a felicidade de trabalhar com o Givanildo no Sport. Ele é um grande técnico e eu, que estou começando, procuro me espelhar nele e em outros grandes treinadores que tive", declarou Zinho, logo após ter conquistado o campeonato paraíbano de 2007 como técnico do Nacional de Patos.
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    Pelo Corinthians:

    Atuou em 52 jogos, sendo  28 vitórias, 9 empates e 15 derrotas. Marcou dois gols. Fonte:  Almanaque do Corinthians, de Celso Dario Unzelte

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