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Givanildo

Ex-volante do Santa Cruz e Corinthians

por Raphael Cavaco e Rogério Micheletti

Nascido em 1948 em Olinda, Givanildo José de Oliveira foi ótimo volante que ganhou destaque no Santa Cruz. Lá, era líder do time pentacampeão estadual entre 1969 e 1973. 

No dia 9 de setembro de 2016 Givanildo foi anunciado como técnico do Náutico, mas foi demitido no dia 2 de dezembro do mesmo ano, após não conseguir uma vaga na Série A do Brasileirão 2017.

Em 17 de fevereiro de 2017 foi anunciado como novo técnico do Ceará, cargo que ocupou até 16 de junho do mesmo ano, quando foi demitido.

Carreira

Seu futebol despertou o interesse do Corinthians para a disputa do Campeonato Brasileiro de 1976, época em que viveu o auge da carreira.

Na ocasião foi vice-campeão nacional inédito pelo clube alvinegro e jogou como titular aquela histórica semifinal da invasão corintiana contra o Fluminense, em pleno Maracanã.

Também fez parte da equipe que acabou com o longo jejum de 22 anos sem títulos, ao conquistar o Paulistão de 1977 em cima da Ponte Preta.

A boa passagem no Parque São Jorge lhe rendeu, além da alcunha "Cabeça de Navio", convocações à seleção brasileira. Ainda em 1976, o ex-marcador ergueu o caneco do Torneio Bicentenário dos Estados Unidos com a escrete canarinho, deixando Falcão no banco.

Com saudades da terra natal, Givanildo deixou São Paulo e voltou para o time do Santa Cruz, onde ganhou mais um bicampeonato pernambucano (1978/79). Depois, teve discreta atuação pelo Fluminense e transferiu-se para o rival Sport. No Leão da Ilha, ganhou os troféus estaduais de 1981 e 1982.

Após pendurar as chuteiras, o ex-jogador virou técnico e comandou várias equipes do Norte e Nordeste, entre elas Paysandu, Santa Cruz e Sport, sendo considerado o "Rei dos Acessos". Recentemente, realizou vitorioso trabalho à frente do Santa Cruz, em 2005, e ao Sport, em 2006, dois times que saíram da Série B para a Série A. Foi contratado para comandar o Atlético Paranaense em 2006, em substituição ao ex-craque alemão Lothar Matthaus.

Depois passou pelo Sport e retornou ao Santa Cruz. Em 2007, ele foi trabalhar no Vitória. No ano seguinte, Givanildo assumiu o Vila Nova-GO e quase levou a equipe de Goiânia, que contava com Túlio Maravilha, à Série A.

Em 2009, o ex-volante assumiu o Mogi Mirim nas quatro últimas rodadas do Campeonato Paulista e conseguiu livrar a equipe presidida pelo amigo Rivaldo do rebaixamento.

No ano seguinte, recebeu a missão de comandar o Sport na Série B, mas foi demitido logo na quarta rodada depois de perder para o Icasa por 2 a 1, na Ilha do Retiro.

Em outubro de 2010, Givanildo assumiu a Ponte Preta-SP, que até então não fazia uma boa campanha na Série B do Campeonato Brasileiro.

No dia 16 de maio de 2011, Paulo Comelli foi demitido do Remo e Givanildo Oliveira foi anunciado como técnico do clube, para o restante do Parazão 2011. Em agosto do mesmo ano, após Antônio Lopes pedir demissão do cargo, Givanildo assumiu o América-MG. Após uma sequência ruim de resultados do Coelho, Givanildo foi desligado do cargo, em 5 de agosto de 2012.

Em agosto de 2012, já com a carreira de técnico em progressão, assumiu o comando do Paysandu, do Pará, onde permaneceu até 28 de julho de 2013, um dia após a derrota de sua equipe para o ABC de Natal, por 3 a 0.

Após um período sem trabalhar, foi anunciado como técnico do Treze Futebol Clube, em 5 de maio de 2014. Porém, permaneceu pouco tempo no clube paraibano. É que no dia 17 de setembro, acertou com sua antiga paixão, o América-MG. Lá, conquistou o acesso à Série A do Brasileirão em 2015 e o Campeonato Mineiro de 2016. Todavia, os resultados negativos no início do Brasileirão foram o sufciente para a diretoria o demitir no dia 3 de junho de 2016.

Emoção

O torcedor do Santa Cruz tem grande carinho por Givanildo. E nem mesmo quando o técnico dirige uma equipe adversária, no estádio do Arruda, ele fica sem ser aplaudido pela torcida do Tricolor Coral. "É muito bom receber esse carinho. É sinal que o trabalho aqui foi bem feito. Se não fosse, eu seria vaiado", comentou Givanildo, antes de Santa Cruz 1x2 Atlético Paranaense, no dia 14 de maio de 2006.
 
Elogios

O técnico Givanildo de Oliveira serve de exemplo para treinadores da nova geração. Zinho, ex-atacante do Sport e da Portuguesa, nos anos 90, diz que o Givanildo foi um dos melhores técnicos que viu. "Tive a felicidade de trabalhar com o Givanildo no Sport. Ele é um grande técnico e eu, que estou começando, procuro me espelhar nele e em outros grandes treinadores que tive", declarou Zinho, logo após ter conquistado o campeonato paraíbano de 2007 como técnico do Nacional de Patos.
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    Pelo Corinthians:

    Atuou em 52 jogos, sendo  28 vitórias, 9 empates e 15 derrotas. Marcou dois gols. Fonte:  Almanaque do Corinthians, de Celso Dario Unzelte

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