Geraldo Blota, o GB

Ex-repórter esportivo

Geraldo Blota, o GB, fiel escudeiro de Joseval Peixoto na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo nos anos 60 e 70, morreu no dia 15 de janeiro de 2009, vítima de um câncer de reto.

Ele estava internado no Hospital Paulistano, em São Paulo. Seu corpo também foi velado e sepultado na capital paulista.
Clique aqui e ouça entrevista de Milton Neves com Geraldo Blota, o saudoso GB, um dos maiores repórteres do radio esportivo em todos os tempos.

Aposentado como jornalista e funcionário público, GB morava em Ribeirão Bonito (SP), sua cidade natal, mas mantinha sua residência paulistana, na zona sul da capital, mais precisamente no bairro do Jardim Prudência.
Irmão do célebre e saudoso Blota Júnior e maior corintiano do mundo, Geraldo Blota parou com o microfone em 1992, mas marcou época nas rádios Jovem Pan e Tupi e nas TVs Record e Gazeta.
Na Gazeta, foi titular por anos e anos da inesquecível mesa redonda "Futebol é com 11", às segundas-feiras no canal 11, ao lado de Milton Peruzzi, José Italiano, Dalmo Pessoa, Peirão de Castro, José Silveira, Paulo Victor e João Batista dentre tanta gente boa.

Foi o primeiro repórter a entrevistar Pelé, logo após o Rei marcar o milésimo gol, de pênalti, contra o Vasco da Gama do goleiro argentino  Andrada.

Nascido no dia 25 de outubro de 1925, o querido GB, que foi também vereador em São Paulo, deixou seis filhos, cinco netos (sendo dois deles filhos do saudoso pugilista João Henrique com sua filha Dagmar) e dois bisnetos.

 Ainda sobre Geraldo Blota, veja o e-mail enviado pelo maravilhoso Mário Lopomo no dia 15 de janeiro de 2009.


"De: Mario Lopomo [mailto:mlopomo@uol.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 14:55
Para: "Undisclosed-Recipient:;"@smtp.uol.com.br
Assunto: Fw: Geraldo Blota
Geraldo Blota.
Quando se fala de Geraldo Blota ele é lembrado como repórter esportivo. Não sei a partir de quando ele entrou para o radio esportivo. Sei que nos anos 1950, ele tinha um programa muito ouvido pela radio Record aos domingos pela manhã.
Era a Alegria dos bairros, a cada domingo ele ia para um bairro diferente geralmente ocupando um cinema e apresentava sei lá por quantas horas, sua voz vibrante que agüentava bastante.
Geraldo Blota, era aquele cara que não gostava de fazer um a coisa só. Parece que tinha minhoca na cabeça que fazia ele virar para varias coisas. Foi também compositor de carnaval, não sei quantas musicas ele fez.
Mas em 1957 ele compôs certamente em parceria com alguém, ou quem sabe sozinho, uma musica que fez muito sucesso. O titulo era. Jarro da Saudade, que foi gravado pela Carmem Costa.
IAIA, CADÊ O JARRO / O JARRO QUE EU PLANTEI A FLOR / EU VOU TE CONTAR UM CASO / EU QUEBREI O JARRO
E MATEI A FLOR / QUE MALDADE ... QUE MALDADE! / VOÇÊ BEM SABIA / NO JARRO DE BARRO / EU PLANTEI A
SAUDADE! / QUE MALDADE... QUE MALDADE! / VOÇÊ BEM SABIA / NO JARRO DE BARRO / EU PLANTEI A SAUDADE!
Nos anos 1960, ele trabalhando na Joven-pan, ele apresentava um programa de variedades onde ele fazia um sorteio usando um dado para que o ouvinte acertasse o numero de um a seis que era o que tinha do dado.
Quem jogava o dado que ficava num copo, e depois virado na mesa, era seu assistente o, Casquinha, um palhaço, que sempre aparecia na televisão. Um dia uma mulher duvidou da honestidade dele, dizendo:
- Como é que podemos saber se realmente o dado deu numero seis como agora?
Não estamos vendo. O radio não exibe imagens. Geraldo Blota, ficou furioso: Senhora:
- Porque acha que eu seria tão leviano assim! Isso aqui é uma brincadeira.
Porque motivo teria eu que enganar meus ouvintes? Se o ouvinte é a razão da permanência do programa no ar.
Ouvinte como à senhora eu dispenso. Por favor, mude de estação.
Geraldo costumava falar maravilhas de sua esposa dona Haidê. Mulher que eu conheci em 1970, quando ela ia, no controle geral da radio bandeirantes que fazia, o pool de transmissão com a Jovem-Pan e Nacional, naquele mundial.
Devido as dificuldades de comunicação com o México, dona Haidê falava com ele pela linha direta
que Emidio da Paz Liborio fazia a ligação. Havia muita amabilidade entre o casal. Ela, viajou primeiro do que ele, que tinha um carinho muito grande por ela, na certa estão juntos novamente.
Como repórter esportivo foi ele o primeiro a entrar em campo quando Pelé marcou o gol de numero mil.
No programa esportivo da Radio Gazeta, disparada do esporte, ele era a figura de destaque. Briguento, até mesmo com o chefe Milton Peruzzi.
Candidatou-se a vereador pela cidade de São Paulo em 1972, ficando como suplente, e quando assumiu sua cadeira na vereança paulistana, ficou furioso por não ter direito a um carro fornecido pela casa. Não sei se conseguiu, mas fez uma tremenda gritaria e soltou algumas palavras mais ásperas.
Assim era Geraldo Blota, não escondia a cara.
Participava das brincadeiras, mas as vezes ficava nervoso, quando José Italiano gravava seu ronco durante as dorminhocas que dava na sala de esporte. Para que a gravação não fosse ao ar, ele enchia a fita de palavrões.
Esse radio era fabuloso, quanta coisa gostosa ele mostrou, inclusive algo sobre Geraldo Blota.
Mais um empobrecimento, ele sofreu.
Mário Lopomo

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