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Dorival Júnior

Ex-volante do Palmeiras e treinador
por Rogério Micheletti e Marcelo Rozenberg

Dorival Silvestre Júnior, o bom técnico e ex-jogador Dorival Júnior, nasceu em Araraquara no dia 25 de abril de 1962. Casado, tem três filhos, dois homens e uma mulher.

No dia 9 de julho de 2015, acertou seu retorno ao Santos, clube pelo qual teve uma passagem de muito sucesso em 2010. E depois de longo tempo e grandes campanhas, no dia 4 de junho de 2017, não resistiu a pressão de uma série de resultados insatisfatórios e foi demitido.
 
O Jogador

Júnior começou a carreira na Ferroviária. Chegou a passar pelo Marília antes de chamar a atenção quando esteve no São José, no Paulistão de 88. O time da Águia da Vale tinha como técnico Emerson Leão, que depois o indicaria para o Coritiba (no mesmo ano) e para o Palmeiras (no ano seguinte).

Júnior não foi o único bom reforço palmeirense para o ano de 1989. Além do volante, chegaram ao Parque Antártica o meia Neto, o atacante Careca Bianchesi, o lateral-direito Édson Boaro, o ponta-esquerda Paulinho Carioca, o ponta-direita Mauricinho, o atacante Buião, o lateral-esquerdo Abelardo e o quarto-zagueiro Darío Pereyra.

Todos os reforços tinham a missão de acabar com o jejum de títulos, que durava desde 1976. O Palmeiras, do técnico Leão, fez excelente campanha na primeira fase do Paulistão, mas caiu em Bragança Paulista, antes mesmo da semifinal.

Com a camisa palmeirense, entre os anos de 1989 e 1992, Júnior, que era um bom marcador, disputou 157 partidas (74 vitórias, 52 empates e 31 derrotas) e marcou quatro gols, segundo mostra o "Almanaque do Palmeiras", de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

Depois do Palmeiras, o meio-campista defendeu o Guarani, o Grêmio, o Figueirense, o Sport Recife, o Botafogo de Ribeirão Preto, entre outras equipes.

O técnico

Tornou-se treinador em 2003, após ter trabalhado como auxiliar técnico de Luiz Carlos Ferreira e Muricy Ramalho. Desde então dirigiu Figueirense, Fortaleza, Criciúma, Juventude-RS, Sport, Avaí e São Caetano, onde conquistou o vice-campeonato paulista em 2007. A boa campanha o credenciou a assumir o Cruzeiro em 8 de maio daquele ano. No Brasileirão, ele levou a Raposa à zona de classificação à Libertadores. Mesmo assim, foi dispensado pelos irmãos Perrella.

"De certa maneira, fiquei surpreso. Algumas equipes tinham me procurado, mas respeitei o Cruzeiro, porque a situação se encaminhava para a renovação", falou Júnior, o Dorival Júnior.

Em seguida, o Coritiba o contratou para dirigir a equipe na temporada 2008. No Coxa, o sobrinho do lendário Dudu levou o título paranaense. Em dezembro do mesmo ano, o ex-volante deixou o clube do Alto da Glória apesar de uma campanha regular no Brasileirão. Logo depois, assumiu o Vasco da Gama com a missão de reconduzir o tradicional time carioca à elite do futebol brasileiro em 2009.

Dorival cumpriu o objetivo traçado em São Januário e, em dezembro, fechou com o Santos, de onde foi demitido nove meses depois, após barrar o atacante Neymar de um clássico com o Corinthians. No Peixe, foi campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista de 2010.

Em 25 de setembro de 2010 foi anunciado como novo treinador do Atlético-MG, em substituição a Vanderlei Luxemburgo, demitido pela diretoria do Galo. Após 50 jogos no comando do Alvi-negro das alterosas e péssima campanha no Campeonato Brasileiro de 2011, foi demitido pelo presidente Alexandre Kalil em 07 de agosto de 2011. Ele teve um aproveitamento de 57% dos pontos  dirigindo o Atlético-MG em 50 jogos, com 25 vitórias, dez empates e 15 derrotas.
 
No dia 12 de agosto de 2011, acertou sua ida para o Sport Club Internacional, que havia demitido Paulo Roberto Falcão no mês anterior. Conquistou seu primeiro título pelo Inter em 13 de maio de 2012, após derrotar o Caxias por 2 a 1, no Beira-Rio. No entanto, contando com um belo elenco em suas mãos, os resultados de Dorival Júnior no comando técnico do Inter não convenciam nem a torcida e nem a diretoria colorada. E, após uma derrota no Brasileirão diante do Atlético-MG, por 3 a 1, foi desligado do cargo, no dia 20 de julho de 2012.

Ficou desempregado apenas cinco dias, quando, em 25 de julho de 2012, foi anunciado como técnico do Clube de Regatas Flamengo. Fez um bom trabalho, mas insatisfatório para o então diretor de futebol Paulo Pelaipe, que o demitiu após derrota para o Resende por 3 a 2, no dia 16 de março de 2013, na estreia da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca.

Após alguns meses longe da beira dos gramados, acertou seu retorno para o Vasco da Gama, no dia 10 de julho de 2013, com o intuito de recuperar o bom futebol do Cruzmaltino no Campeonato Brasileiro, onde permaneceu até o dia 28 de outubro de 2013, um dia após derrota de virada por 2 a 1 para a Ponte Preta, deixando o clube carioca com 33 pontos no Campeonato Brasileiro, na zona do rebaixamento, na 18ª colocação.
 
Sem clube, aceitou outro desafio no dia 11 de novembro de 2013, ao ser contratado pelo então desesperado Fluminense, que ocupava a 17ª colocação do Campeonato Brasileiro e tentava escapar do descenso. Os cinco jogos que disputou não foram suficientes para uma reação e sem sucesso à frente da equipe o levaram a cair com o Tricolor. Porém, por uma determinação do STJD, o Flu permaneceu na primeira divisão devido a perda de alguns pontos da Portuguesa, que caiu para a Série B.
 
No dia 3 de setembro de 2014, Dorival Júnior foi anunciado como técnico do Palmeiras, permanecendo no clube até 08 de dezembro de 2014, dia em que foi demitido.
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    Pelo Palmeiras (como jogador):
     
    Defendeu a equipe alviverde em 157 partidas, sendo 74 vitórias, 32 empates e 31 derrotas. Marcou quatro gols.
    Fonte: Almanaque do Palmeiras, de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti.
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