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Didi, o Folha-Seca

Ex-meia do Botafogo e Fluminense
por Rogério Micheletti
 
Waldir Pereira, o Didi, morreu aos 71 anos, no Hospital Público Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, dia 12 de maio de 2001, dois dias após sofrer cirurgias para retirada de parte do intestino e da vesícula.

Nascido em 08 de outubro de 1929, na cidade de Campos-RJ, marcou 237 gols, 21 deles pela Seleção Brasileira.

Meia habilidoso, ele começou a carreira no Americano (RJ) e depois atuou no Lençoense (SP), Madureira (RJ), Fluminense (RJ), Botafogo (RJ), Real Madrid (Espanha) e São Paulo.

Didi ficou famoso nos mundiais de 1958 e 1962, nos quais o Brasil foi campeão. Em clubes, o Princípe Etíope, como era conhecido, destacou-se com a camisa do Fluminense, entre 1947 e 1956, e Botafogo, de 1956 a 1958 e de 1961 a 1962.

O escritor, dramaturgo e jornalista, além de torcedor do tricolor das Laranjeiras Nelson Rodrigues apelidou Didi, de Príncipe Etíope, por causa da sua elegância dentro de campo. O filósofo da bola Neném Prancha também elogiou o elegante atleta. "Quem o vê (Didi) andando pela rua, mesmo sem saber quem é, diz logo: este crioulo é algum troço na vida", afirmou o ex-roupeiro do Botafogo.

Didi só não brilhou no Real Madrid, em 1959. Boicotado pelo ciumento Alfredo Di Stéfano, o dono do time. Didi não foi o mesmo e retornou ao Botafogo um ano depois.

Uma das jogadas mais brilhantes de Didi, o chute bem colocado, foi batizado como "folha-seca". Ele jogou pelo São Paulo em 1963 e encerrou a carreira no ano seguinte, em 64, depois de disputar o Carioca pelo Botafogo.
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    Pelo São Paulo:

    Atuou em apenas quatro jogos, sendo uma  vitória, três derrotas. Não marcou gols.
    Fonte: Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa.

    Pela Seleção Brasileira:

    Atuou em 73 jogos, sendo 52 vitórias, 12 empates e nove derrotas. Marcou 21 gols.
    Fonte: Seleção Brasileira - 90 Anos - 1914 - 2004

    Os principais títulos conquistados por Didi foram os mundiais de 58 e 62 e os cariocas de 51 (Fluminense) e 57, 61 e 62 (Botafogo), além da Taça Rio de 52 (Fluminense). Depois de pendurar as chuteiras, Didi ainda foi técnico e dirigiu algumas vezes o Botafogo, equipes do Peru e a Seleção Peruana na Copa de 70, o Fenerbahce (Turquia) e times da Arábia Saudita.

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