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Carlos Alberto Parreira

Técnico de futebol
por Marcos Júnior
 
Carlos Alberto Gomes Parreira, o Carlos Alberto Parreira, ou simplesmente Parreira, é um dos técnicos de futebol mais importantes da história do futebol brasileiro em todos os tempos, além de ser reconhecido internacionalmente.
 
Nascido no Rio de Janeiro, em 27 de fevereiro de 1943, ficou órfão de pai aos dois anos de idade.
 
De família humilde, passou sua infância no subúrbio carioca de Magalhães Bastos. Aos quinze anos, motivado pelas lindas imagens da preparação feita por Paulo Amaral, da Seleção Brasileira na Copa de 1958, na Suécia, que via no "Canal 100", exibido nos cinemas, traçou como objetivo que se tornaria preparador físico.
Realizou seu sonho de menino, formando-se em 1966, pela Escola Nacional de Educação Física e Desportos, do Rio de Janeiro e começou sua carreira como preparador físico no São Cristóvão, do Rio de Janeiro, mesma função em que atuou no Fluminense, em meados dos anos 60.
 
Na Copa do México, em 1970, foi o preparador físico da Seleção Brasileira e contribuiu muito na observação dos adversários futuros da seleção na competição, demonstrando, desde o início de sua atividade profissional, uma grande vocação para os esquemas táticos.
Voltou à Seleção Brasileira em 1983, substituindo Telê Santana, após a derrota deste no jogo frente à Itália na Copa de 1982.
 
Em 14 jogos, em 1983, a Seleção Brasileira venceu apenas cinco partidas, empatou sete e perdeu duas. O desempenho não convenceu e no final do ano acabou sendo dispensado, sendo substituído por Edu Coimbra no ano seguinte.
Como treinador da Seleção Brasileira, na Copa de 1994, nos Estados Unidos, levou a equipe capitaneada por Dunga ao título, vencendo a Itália de Roberto Baggio na disputa por pênaltis.
 
Tem a impressionante marca de ter classificado quatro seleções diferentes para cinco copas do mundo (Kuwait, em 1982; Emirados Árabes, em 1990; Brasil, em 1994 e 2006;  e Arábia Saudita em 1998).
 
No Brasil, teve passagens por Fluminense  (campeão brasileiro de 1984 e de 1999 - nesta oportunidade pela série C), Bragantino, São Paulo, Atlético Mineiro, Santos, Internacional e Corinthians (campeão brasileiro e do Rio-São Paulo, ambos de 2002).
 
No exterior, esteve à frente do Valência (Espanha), Fenerbahçe (Turquia) e New York MetroStars (Estados Unidos).
 
Viveu um momento ruim em sua carreira na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, quando a Seleção Brasileira foi eliminada nas quartas-de-final pela França por 1 a 0, gol de Henry.
 
Entre 2006 e 2008 dirigiu a Seleção da África do Sul, mas, alegando motivos particulares, deixou o comando técnico da equipe, sendo substituído por outro brasileiro, o também carioca Joel Santana, indicado pelo próprio Parreira.
 
Com a demissão de Joel Santana, em outubro de 2009, Parreira foi convidado novamente para dirigir a Seleção da África do Sul e aceitou comandar o selecionado para a Copa de 2010, na própria África do Sul.
 
A seleção sul-africana fez parte do Grupo A, junto da França, do Uruguai e do México. Na estreia, empate em 1 a 1 contra os mexicanos. Depois, derrota para o Uruguai, por 3 a 0 e na última partida, venceu a França por 2 a 1. Terminou em terceiro lugar, atrás do Uruguai e do México, fora portanto das oitavas-de-final.
 
Após a partida contra a França, foi cumprimentar o técnico Raymond Domenech, que se recusou a retribuir à gentileza do brasileiro.
 
Amante das artes, dedica-se, à pintura nas horas em que não está envolvido com o futebol. A natureza é o motivo mais retratado por Carlos Alberto Parreira.
Poliglota, de cultura extensa, Parreira também publicou um livro: "Formando Equipes Vencedoras", da Editora Best Seller, em 2006.
 
Casado com Leila Parreira, é pai de Vanessa e Danielle e vovô da querida Letícia.
 
Em dezembro de 2010 anunciou que não trabalharia mais como treinador de futebol, e em 29 de novembro de 2012 foi anunciado para o cargo de coordenador técnico da Seleção Brasileira, compondo a comissão ao lado de Luiz Felipe Scolari, que assumiu após a demissão de Mano Menezes, seis dias antes.
 
Ao lado de Felipão, Parreira conquistou o primeiro título para Seleção de forma invicta, organizado pela Fifa, a Copa das Confederações, no dia 30 de junho de 2013. Mas o rendimento da dupla não foi o mesmo na Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, e ambos deixaram o cargo em 14 de julho, após a humilhante derrota para a Alemanha, por  7 a 1 na semifinal, e o seguido tropeço diante da Holanda, por 3 a 0, na disputa do terceiro lugar.
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    Títulos:

    Copa dos Estados Unidos, de 1994, pela Seleção Brasileira

    Copa das Confederações, de 2013, pela Seleção Brasileira

    Campeonatos Brasileiros:

    Pelo Fluminense, em 1984 (Série A) e em 1999 (Série C)
    Pelo Corinthians, em 2002

    Torneio Rio-São Paulo:

    Pelo Corinthians, em 2002

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