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Badeco

Ex-volante da Portuguesa, Corinthians e América-RJ
Ivan Manoel de Oliveira, o Badeco, ex-volante do Corinthians, América do Rio, Portuguesa, Comercial de Campo Grande e Juventude, nos anos 60 e 70, é delegado da Polícia Federal aposentado, é presidente da Cooperativa Craques de Sempre, Difusor de Esportes da Prefeitura de São Paulo e mora em São Paulo (SP) no bairro da Horto Florestal, zona norte.
 
Também trabalhou em projetos para crianças carentes da Secretaria Municipal de Esportes, - Mais Esporte no Segundo Tempo -, ao lado de outros ex-jogadores, como Basílio, Ataliba, Coutinho, Flávio Minuano, Mengálvio e Gilberto Sorriso.
O principal momento da carreira profissional de Badeco aconteceu em 1973, quando conquistou o título paulista pela Lusa. Naquele ano, o caneco foi dividido com o Santos, após uma presepada do ex-árbitro Armando Marques, que se confundiu na decisão por pênaltis.
 
Durante 14 anos como jogador profissional (64 a 78), Badeco se notabilizou por ser um volante clássico de toque refinado. Não conseguiu defender a Seleção Brasileira pois na época haviam outros grandes jogadores na posição, como Clodoaldo, um dos destaques do grupo tricampeão do mundo.
 
Casado com Odete Ramos de Oliveira e pai de três filhos (Édson Roberto, Marcelo Fabiano e Elvis Ricardo), o ex-volante, que nasceu no dia 15 de março de 1945 e tem como maior xodó as netas Natália, Gabriela e Luiza, não descarta a possibilidade de iniciar a carreira de treinador, já que, segundo ele, o futebol está em seu sangue.
 
- Eu comecei a carreira de treinador nos juniores na Portuguesa em 1981. Fui auxiliar-técnico do Mário Travaglini também na Portuguesa. Depois me transferi para o Bragantino. Em 1982 comecei a atuar na Polícia Federal e me afastei do futebol. Em 1998 retornei para dirigir os juniores e aspirantes da Portuguesa.
 
Em seguida trabalhei no Osasco(SP), Maringá (PR) e Grêmio Mauaense (SP).
 
Foto: Marcos Júnior/Portal TT
 
Fonte: matéria de José Eduardo Savóia, publicada no Jornal da Tarde de 4 de outubro de 2004.

Passagem rápida pelo Timão

Badeco fez mais sucesso mesmo com as camisas do América do Rio e da Portuguesa, mas chegou a vestir a corintiana. O ex-volante defendeu o Timão em apenas dois jogos e não marcou nenhum gol. Ele jogou pelo alvinegro em amistosos. O primeiro foi na vitória sobre o Bragantino, por 4 a 0, no dia 21 de setembro de 1967. E o segundo, seis dias depois, no empate com o Paulista, por 1 a 1, no dia 27 de setembro de 1967.

Assédio moral


Em 1953, quando era aluno do grupo escolar alemão Germano Timm da loira e linda Joinville (SC), onde nasceu, Badeco foi vítima de violento assédio moral de profundo constrangimento. Sentado em sua carteira e atento à aula, assim como outros 30 alunos, sendo dois negros, ele e o amigo Nori (Norival de Almeida)_ e 28 meninas e meninos branco, a maioria loiros e de olhos azuis_, o menino Ivan, hoje apelidado de Badeco, foi inesperadamente expulso da sala de aula, juntamente com o amigo Nori, outro único negro da classe. O motivo? É que, de costas para a sala de aula, a austera professora de origem alemã escrevia na lousa e, de repente, ouviu-se um barulhento pum.
Foi apenas um pum e mesmo sem saber quem tinha sido, já que estava de costas, a professora resolveu me expulsar da sala juntamente com o Nori. Como ela poderia saber quem tinha sido? Eram 30 alunos na sala! Mesmo assim, a senhora disse: Pra fora você e você. E uma menina ainda a indagou. Professora, só foi um pum, por que dois são expulsos da sala? E a professora respondeu: É que eles (Badeco e Nori) fizeram ao mesmo tempo. E o curioso é que os dois únicos meninos negros sentavam-se nos extremos da sala de aula, portanto bem distantes um do outro. Como poderiam ter tamanho entrosamento? Nem Pelé e Coutinho! A história pegou muito mal na escola e na cidade e a professora foi obrigada a se retratar no dia seguinte.
Os diretores do grupo escolar também pediram desculpas às famílias. Nunca me esqueci disso, conta Badeco.

Lusa 1973

Veja, na foto acima, Badeco em sua época de Lusa com a faixa de campeão, depois da final do Paulistão de 1973 contra o Santos. A partida, após 120 minutos, foi para os pênaltis. À época, o árbitro Armando Marques errou na contagem dos pênaltis e decretou o Santos campeão. A Portuguesa, mesmo constatando o erro, deixou o campo. Reclamou depois e acabou dividindo o título estadual de 1973 com o Santos FC.
 
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