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Amyr Klink

Velejador, escritor e palestrante
por Diogo Miloni
 
Amyr Khan Klink, mais conhecido como Amyr Klink, é um grande velejador brasileiro, que também se destaca como escritor e palestrante. Acumula, em mais de 30 anos nesta atividade, mais de 2.500 palestras por 13 países. Poliglota, faz suas palestras em quatro idiomas: português, inglês, francês e espanhol.
 
Natural da capital paulista, o filho de pai libanês e mãe sueca nasceu em 25 de setembro de 1955 e desde criança viajava com sua família para a histórica cidade de Paraty, quase na divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo. Foi no litoral carioca, aos dez anos de idade, que Klink comprou sua primeira canoa, batizada de Max. Com 23 anos, se aventurou em uma arriscada viagemde moto até o Chile, sua primeira aventura internacional.
 
Foi o passo inicial de muitíssimas aventuras mundo afora: em 1983, começou a travessia solitária a remo do Atlântico Sul, que terminou em setembro de 1984, na Bahia, e foi retratada no best seller "Cem dias entre o Céu e o Mar".
 
Dois anos depois, Amyr Klink realizou a primeira de quinze viagens à Antártica, destino comum em seus caminhos. Construiu diversos barcos e bateu inúmeros recordes de dias velejando.
 
Em 1990, Klink inaugurou o Museu do Mar, na cidade catarinense de São Francisco do Sul. Ao todo, suas viagens renderam seis livros até 2016, sempre com belas histórias de suas aventuras e com palavras de quem passou grande parte de sua vida em contato pleno com a natureza.
 
Amyr Klink é casado com a fotógrafa e escritora Marina Bandeira Klink desde 1996. O casal tem três filhas: as gêmeas Tamara e Laura, e a caçula Marininha.

Clique aqui e acesse o site de Amyr Klink.
 
Marina Klink, esposa de Amyr, tem um blog sobre café, o "1 Café e a Conta". Clique aqui e acesse. 
 
Em 20 de agosto de 2017, depois de 33 anos, Milton Neves voltou a entrevistar Amyr Klink. Foi um encontro histórico na Rádio Bandeirantes. Amyr esteve presente nos estúdio da rádio do Morumbi. Veja a matéria aqui.

ABAIXO, ÁUDIO DA PARTICIPAÇÃO DE AMYR KLINK NO "DOMINGO ESPORTIVO" DA RÁDIO BANDEIRANTES EM 20 DE AGOSTO DE 2018

LIVROS PUBLICADOS

"CEM DIAS ENTRE CÉU E MAR" - 1984
"PARATII ENTRE DOIS POLOS" - 1992
"AS JANELAS DO PARATII" - 1994
"MAR SEM FIM" - 2000
"LINHA D´ÁGUA - ENTRE ESTALEIROS E HOMENS DO MAR" - 2006
"NÃO HÁ TEMPO A PERDER" - 2016
 
PALESTRA EM SÃO PAULO
 
Em 09 agosto de 2017, Amyr Klink participou de uma palestra e sessão de autógrafos na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, em São Paulo. CLIQUE AQUI e veja a cobertura completa, com fotos, de Marcos Micheletti, do Portal Terceiro Tempo.
 
ABAIXO, TEXTO DO JORNALISTA MARCOS JÚNIOR MICHELETTI PUBLICADO EM 11 DE AGOSTO DE 2017 NO PORTAL TERCEIRO TEMPO, SOBRE AMYR KLINK:
 
AS BOAS INFLUÊNCIAS DE AMYR KLINK
(por Marcos Júnior Micheletti)

Li todos os livros de Amyr Klink. Assisti a muitas entrevistas e também documentários.

Na última quarta-feira (9) o vi pessoalmente, em palestra promovida pelo pessoal do Sarau Conversar, que aconteceu na Livraria Martins Fontes, pertinho da redação do Portal Terceiro Tempo, na Paulista.

Quem me conhece razoavelmente sabe da minha paixão por automobilismo. Gosto de quase todo tipo de corrida de automóveis.

Seria lógico que eu tivesse um ídolo das pistas. Ledo engano.

É claro que tenho uma lista bem grande de pilotos que considero absolutamente espetaculares, mas não admiro nenhum deles tanto quanto ao navegador Amyr Klink.

Aprendi, com tudo que li sobre ele, que nenhuma de suas viagens foram aventuras, mas empreitadas meticulosamente planejadas, porque navegar é preciso, não no sentido de necessidade, mas de perfeição, algo que não se coaduna com erros, como disse o genial Fernando Pessoa.

Um sujeito que construiu e constrói seus próprios barcos, seja o valente IAT, com o qual cruzou o Atlântico a remo, da Namíbia ao Brasil, ou o Paratii, com o qual ficou 22 meses entre a Antártica e o Ártico, a mim ele me parece muito mais talentoso que um sujeito que se senta no melhor cockpit de um carro de Fórmula 1 e ganha um, dois, três, quatro, cinco ou sete títulos mundiais.

Nenhum piloto de carros lidou tão bem com adversidades hídricas quanto o navegador Amyr, que veio da África até o Brasil enfrentando ondas de até 15 metros... 

E para quem acha que um navegador não possa trazer lições para alguém que vive em uma cidade, as experiências de suas viagens podem se encaixar perfeitamente para quem vive só, por exemplo, afinal ele precisava fazer absolutamente tudo, desde derreter neve para a água do banho e cozinhar,  até produzir a energia para poder falar no rádio. Sem uma diarista, entenda-se...

E, quando fiquei ao seu lado, depois da palestra, fazendo fotos dele em sua sessão de autógrafos para a matéria que publiquei no Portal Terceiro Tempo (aqui), confirmei algo que desconfiava: o sentimento de gratidão de seus leitores.

Ouvi frases como "obrigado, você mudou minha vida, hoje sou velejador por sua causa", ou "comecei a andar de bicicleta pelo mundo por sua influência".

Diferente dos descartáveis`influenciadores digitais´que circulam por aí, gente que tem um séquito de aparvalhados com suas peripécias (tem até religioso posando de comandante de barco...), Amyr cativa leitores sem estardalhaço, de forma tranquila como as águas da praia de Jurumirim, gente que prefere usar os dedos para virar calmamente as folhas de um livro ao invés de usá-los de forma nervosa na tela do celular...

ABAIXO, VÍDEO DA TV FOLHA COM AMYR KLINK EM 2014, SOBRE OS 30 ANOS DE SUA TRAVESSIA DA ÁFRICA AO BRASIL NO PARATI, BARCO A REMO

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