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Atualmente é muito difícil entrevistar jogadores e torcedores que acompanharam o futebol das décadas de 30 e 40, pois boa parte dos que presenciaram o esporte bretão na época, não lembram tão bem ou não estão mais vivos para dar o seu testemunho.

Atualmente é muito difícil entrevistar jogadores e torcedores que acompanharam o futebol das décadas de 30 e 40, pois boa parte dos que presenciaram o esporte bretão na época, não lembram tão bem ou não estão mais vivos para dar o seu testemunho.

Atualmente é muito difícil entrevistar jogadores e torcedores que acompanharam o futebol das décadas de 30 e 40, pois boa parte dos que presenciaram o esporte bretão na época, não lembram tão bem ou não estão mais vivos para dar o seu testemunho.
O jornalista Luiz Ernesto Kawall nasceu na cidade de São Paulo no dia 11 de junho de 1927 e está com 86 anos. De família são paulina, desde o final dos anos 30 já acompanhava futebol, ouvindo pelo rádio as transmissões das Copas do Mundo de 1938 e 1950, quando a Seleção Brasileira ainda não era campeã do mundo, mas assistiu em campo exibições de fabulosos craques, que jogavam um futebol de ouro. Seu maior ídolo foi Leônidas da Silva, de quem acompanhou toda a sua carreira no São Paulo Futebol Clube, sendo atualmente representante e divulgador do Diamante Negro. Conheceu-o nos anos 40 e acompanhou ele, assim como sua mulher Albertina, até sua morte, um extraordinário esportista. Coincidindo com o mês que se comemoraria o centenário do nascimento do Leônidas, Kawall comentará sobre as proezas do craque, dos times que atuava e do futebol que se praticava no Brasil no seu tempo de jogador, em especial o paulista.
O desenho de Leônidas executando a bicicleta é de um projeto e Kawall e Spacca para a Copa do Mundo de 2014, enviada para o São Paulo Futebol Clube, a Federação Paulista de Futebol, o Prefeito Municipal, o Governador do Estado e o Ministro dos Esportes. Homenageia Leônidas da Silva e todos os jogadores das Copas do Mundo disputadas pelo Brasil desde 1930.
MAURÍCIO SABARÁ: Sr. Luiz Ernesto Kawall, relembre o seu primeiro contato com o futebol, seja jogando ou no próprio estádio.
LUIZ ERNESTO KAWALL: Foi no Colégio S. Luiz, S. Paulo, jogando na turma dos Médios, como jogador, como médio (ala) direito, e ou zagueiro. Eram os anos 40.
MAURÍCIO SABARÁ: O que a Copa do Mundo de 1938 significou no seu aprendizado? E como foi descobrir quem era Leônidas da Silva, na época jogador do Flamengo?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Como brasileiro, aos 11 anos, na Praça do Patriarca, S.P. , em dia de jogo do Brasil, na Copa do Mundo de 1938, vendo uma senhora negra, idosa, ajoelhada, gritava alto, "Leônidas, Leônidas, Leônidas?.
MAURÍCIO SABARÁ: É possível comparar a importância de Leônidas da Silva na Copa do Mundo de 1938, na França com a participação de Jesse Owens nas Olimpíadas de 1936, em Berlim (Alemanha)? Mesmo um se destacando no futebol e o outro em atletismo, ambos eram negros e mostraram aos europeus a qualidade que a raça tem nos esportes. Coincidentemente os dois nasceram em setembro de 1913 (Leônidas no dia 06 e Owens no dia 12) e estariam completando 100 anos se estivessem vivos.
LUIZ ERNESTO KAWALL: Sim, Leônidas da Silva, sua importância para o Brasil, pode ser comparado a outros campeões mundiais, de outros países, em especial, negros como Jesse Owens, nas Olimpíadas de 1936, Joe Louis, no pugilismo, campeões do mundo, também negros, e outros. No Brasil, a aparição meteórica e ascensão de Leônidas, no futebol, e na sociedade, elevou o negro como indivíduo e como raça, como escreveram sociólogos, e em especial, pioneiramente, o jornalista Mário Filho (Rio), "O Negro no Futebol Brasileiro?.
MAURÍCIO SABARÁ: Quando o Pacaembu foi inaugurado em 1940, o senhor esteve presente nos dois jogos de abertura, na goleada de 6 a 2 que o Palestra Itália aplicou no Coritiba e na vitória de 4 a 2 do Corinthians sobre o Atlético Mineiro. Comente dessas duas partidas na inauguração do maior estádio do Brasil dos anos 40.
LUIZ ERNESTO KAWALL: Guardo da inauguração do Pacaembu, uma festa popular e cívica, durante 2 dias ? um sábado à tarde e na manhã de domingo, em 1940, o aplauso de todo o estádio à delegação do SPFC, o clube mais aplaudido entre todos! Daí nasceu, por Tomás Mazzoni, de "A Gazeta Esportiva?, o apelido do tricolor como, entre todos os clubes de S. Paulo, "o mais querido?.
MAURÍCIO SABARÁ: De 1936 a 1942, Corinthians e Palestra Itália dominavam o futebol paulista, vencendo todos os campeonatos paulistas. Qual é a sua lembrança de nomes corintianos como Servílio e Teleco, além da famosa linha média campeã de 1941, formada por Jango, Brandão e Dino? E relembre também dos grandes times do Palestra, que tinha nas suas fileiras jogadores como Jurandyr, Oberdan Cattani, Junqueira,  Eduardo Lima, Pipi, Carnera, Romeu e Og Moreira (primeiro jogador negro a jogar no Parque Antárctica).
LUIZ ERNESTO KAWALL: Lembro sim, nos anos 40, do Corinthians, a famosa linha média, Jango, Brandão e Dino e craques como Jurandir (goleiro); Teleco, centro-avante que fazia gols de virada, sensacionais, vindo do Paraná, irmão de King, goleiro do S. Paulo F. C., e Servílio, negro alto, driblador emérito. Do Palestra, um beque fantástico, Junqueira, que mereceu estátua no Parque Antártica. Og, negro, ótimo centro médio, 1º negro a jogar no Palestra, acho que vindo do Rio, e os ala esquerda Lima e Pipi, que faziam o diabo em campo. Não me esqueci do goleiro Oberdan, o beque Carnera, Da Cunto, médio, Gijo, também goleiro. E principalmente, Romeu, o velho Romeu Pellicciari, da Copa do Mundo de 1938, usando gorrinho e dando dribles chamados de "Passo de Ganso?, à semelhança como faria Rivelino, anos depois, com o seu "estilingue?.
MAURÍCIO SABARÁ: O Palestra tinha um jogador argentino que se chamava Juan Raúl Echevarrieta. Certa vez ele fez um gol que o senhor considera como um dos mais fantásticos que viu. Poderia descrever como foi?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Echevarrieta, argentino, "El Terrible?, alto, forte, jogava como as pernas ensebadas; entre 1939-1942, fez 125 gols no Palestra; num jogo, no Pacaembu, recebeu uma bola alta, à direita do campo, fora da área; cercado, deu um bicão para cima, bem alto, e correu para a área; chegou junto com os beques e ao goleiro, pulou... cabeceou seu próprio centro...  E fez o gol! Foi campeão paulista em 1940 e 1942.
Outro jogador argentino muito bom era o ponta-esquerda Beristain, que jogava na Portuguesa Santista. Ele driblava em cima da linha lateral e cruzava de trivela. Um show!
MAURÍCIO SABARÁ: No dia 24 de maio de 1942 Leônidas da Silva faz a sua estreia pelo São Paulo em um espetacular empate de 3 a 3 com o Corinthians, partida válida pelo Campeonato Paulista. Dizem que foi o maior público da história do estádio, com mais de 74 mil presentes. Já que o senhor estava lá, o que representou esse jogo na sua vida, com os lances do clássico?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Lembro a estreia de Leônidas, em 1942, com o Pacaembu cheíssimo, tinha gente até em cima das marquises! O "Diamante Negro? mal pegou na bola, amarrado pelo centro-médio corintiano, Brandão. Dizia-se em S. Paulo, dia seguinte, que depois do jogo, Brandão fora preso! Por quê?! "Pusera um diamante no bolso?...
MAURÍCIO SABARÁ: Leônidas da Silva, além de todas as suas qualidades como craque, ficou marcado pela jogada da bicicleta. O senhor o assistiu executando três vezes o lance, na primeira contra o Palestra Itália em 1942 (com narração fantástica de Geraldo José de Almeida), Portuguesa de Desportos e Juventus (a famosa foto de 1948). Como o Leônidas executava esse lance acrobático?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Leônidas também era o "Magia? e o "Homem Borracha?, alem do "Diamante Negro?. Vi as três bicicletas que citou, no Pacaembu. Soube agora, no Museu do Futebol, que houve uma 4ª, contra o Ipiranga. Era assim: a bola vinha alta, 2 a 3 metros de altura. Leônidas de costas para o gol... ele subia, de costas, as 2 pernas levantadas. A esquerda fazia um movimento, subia e descia. A direita subia e chutava, contra o gol. Se era gol, era gol de bicicleta, genial! Era lindo, comovia o estádio. As bicicletas de outros jogadores, que já assisti, são menores, menos altas, às vezes meia bicicleta... Aliás, num filme de Mário Audrá, conhecido como Suzana e o Presidente, Leônidas é personagem e joga. E fez um gol de bicicleta, como descrevi. O boneco do SPFC, no Memorial Tricolor, é um Leônidas mal feito, dando a bicicleta com a perna esquerda. Errado e ridículo.
MAURÍCIO SABARÁ: Chegando ao São Paulo, a equipe formou uma grande linha de ataque, composta por Luizinho, Waldemar de Brito, Leônidas, Remo e Pardal. A segunda, a mais famosa, jogavam Luizinho, Sastre, Leônidas, Remo e Teixeirinha. Eram dois ataques infernais. Como jogavam?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Exato. Luizinho, Waldemar (Sastre), Leônidas, Remo e Pardal (Teixeirinha). Era infernal, esse ataque. Futebol antigo, 1,2,3,5. O ataque do SPFC era magistral, o time tinha uma tabela: 4 x 1. E o centroavante era o ...Leônidas. Inesquecível. Histórico. 5 campeonatos ganhos, em 7. Isso diz tudo.
MAURÍCIO SABARÁ: O Diamante Negro foi considerado o melhor jogador brasileiro da década de 30. Na seguinte o nome mais lembrado sempre é Zizinho. No Botafogo surgia um grande centroavante conhecido como Heleno de Freitas, que foi homenageado com o apelido de Diamante Branco. Dos três que citei o senhor considera que Leônidas tenha sido o melhor?
LUIZ ERNESTO KAWALL:  Leônidas (anos 30/40), Pelé (50/60) e Fried (10/20) teriam sido os maiores jogadores do Brasil, em todos os tempos. Hoje, poderíamos colocar também Carlos Alberto, Brandão,Domingos da Guia, Sastre, Yeso Amalfi, Gilmar, Cláudio, Luizinho, Roberto Belangero, Dino Sani, Manga, Newton Santos, Zito, Didi, Raí, Julinho, TIM, Falcão, Ademir da Guia, Bauer, Ademir de Menezes, Zizinho, Canhoteiro, Garrincha, Pagão, Ademir da Guia, Tostão, Dirceu Lopes, Romário, Ronaldo, Roberto Carlos, Djalma Santos, Neymar, como extraordinários jogadores que vi jogar. A minha seleção brasileira, de todos os tempos, seria esta: Gilmar; Djalma Santos; Mauro; Newton Santos; Bauer; Zito; Ademir da Guia; Garrincha; Didi; Leônidas; Pelé. A única dúvida seria entre Djalma Santos e ou Carlos Alberto Torres.
MAURÍCIO SABARÁ: Como centroavante, o futebol de Leônidas estava no mesmo patamar dos argentinos Pedernera e Di Stefano?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Leônidas foi melhor, talvez, que Pedernera e Di Stefano, mas não vi estes dois jogarem.
MAURÍCIO SABARÁ: Em 1944 o Corinthians contrata Domingos da Guia, ídolo do Flamengo e companheiro de Leônidas no time e nas Seleções Carioca e Brasileira na década de 30. Aconteceram grandes duelos entre os dois? O Divino Mestre jogou bem no time corintiano?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Domingos da Guia era fantástico e jogou bem, no Corinthians, mas estava em fim de carreira. Teve azar por que o time do Corinthians tinha um médio direito, bem ruim, Palmer. Domingos e Leônidas vi só uma vez se enfrentarem. Só trocaram gentilezas, não houve duelo, infelizmente. Seria... extraordinário!
MAURÍCIO SABARÁ: Quem foi o grande marcador de Leônidas?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Foi Sordi, do Juventus. Leônidas e Sordi se enfrentavam às turras, desde o começo de cada jogo. Saía faísca entre o brutamonte Sordi e o baixinho Leônidas, com joelhadas e cusparadas.
MAURÍCIO SABARÁ: Na década de 40, mesmo a Seleção Brasileira tendo à disposição uma grande geração, com jogadores do quilate de Tesourinha, Zizinho, Heleno de Freitas, Jair Rosa Pinto e Ademir de Menezes, ainda havia espaço para Leônidas? Diferente dos anos 30, quando era titular absoluto, seus poucos jogos foram mais por implicância do treinador Flávio Costa?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Havia espaço sim. Mas Leônidas era sempre vetado por Flávio Costa, que mais tarde se arrependeu em não convocá-lo.

MAURÍCIO SABARÁ: A linha média do São Paulo, formada por Bauer, Ruy e Noronha, foi a melhor que o senhor viu jogar? Caso tenha sido, explique como ela jogava.

LUIZ ERNESTO KAWALL: Bauer jogava na ala direita, corria na defesa e atacava, chutava bem em gol. Fez muitos, chutando de fora da área. Foi chamado "o Monstro do Maracanã? em 1950. Ruy era carioca, duro, diligente, um craque. E Noronha, o "Cobrinha?, era bom marcador. Quando tinha escanteio a favor do S. Paulo, ia pra área, cabeceava bem, fez muitos gols. Bauer, Ruy e Noronha, "a? linha média nota 10 do futebol brasileiro.
MAURÍCIO SABARÁ: Em São Paulo quem foi o grande rival do time de Leônidas, o Corinthians ou o Palmeiras?
LUIZ ERNESTO KAWALL: O Palmeiras (Palestra)
MAURÍCIO SABARÁ: Durante os anos 40, o São Paulo foi o maior campeão paulista, vencendo em 1943, 1945/46 e 1948/49. Dizem que o time que mais rivalizava era o do Vasco da Gama, com o seu famoso Expresso da Vitória. No Rio Grande do Sul o melhor time era o Internacional de Tesourinha. Em Minas Gerais o Atlético se destacava com time conhecido como Galo Forte e Vingador. E no Paraná os atleticanos, com a equipe do Furacão de Jackson, dominavam. É possível fazer um paralelo dos times citados com o São Paulo Futebol Clube?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Todos citados, bons times. O São Paulo FC jogava estudando o time contrário, no 1º tempo, e no 2º arrasava.
MAURÍCIO SABARÁ: Com mais de 35 anos e ainda jogando um futebol fantástico, Leônidas foi bicampeão paulista em 1948/49, mas já sabia que estava prestes a encerrar a carreira. Sua não convocação para o Campeonato Sul-Americano de 1949 e da Copa do Mundo de 1950, ambos os torneios realizados no Brasil, foi uma injustiça? Com ele em campo, pela técnica e vontade de vencer, o resultado da final da Copa, contra os uruguaios, poderia ter sido diferente, com o Brasil sendo campeão do mundo?
LUIZ ERNESTO KAWALL:  Se Leônidas tivesse jogado a Copa de 50, o Brasil seria campeão. O Diamante teria enfrentado os uruguaios com garra, arte e liderança em campo... e gols.
MAURÍCIO SABARÁ: Leônidas ou Pelé? Explique o porquê de ter escolhido um ou outro?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Leônidas era craque. Pelé é gênio. Palavras do próprio Leônidas.
MAURÍCIO SABARÁ: Quando o senhor se formou em jornalismo, no ano de 1951, pensou em seguir a carreira no futebol, uma das suas maiores paixões?
LUIZ ERNESTO KAWALL: Fui trabalhar logo como chefe de Redação da "Tribuna da Imprensa?, em S. Paulo, jornal de Carlos Lacerda. Fazia Política, Geral, Cultura, Esporte... Cobri jogos, no Pacaembu, de 1951 a 1964. Antes, fiz reportagens esportivas, sendo filiado à ACEESP desde 1946. Tinha credencial do Pacaembu. Fui amigo de vários cronistas esportivos e fiz reportagens com Pelé, em 1958, quando trabalhava em RP na McCann Ericson. Entrevistei-o várias vezes e fui (e sou) amigo também de Pelé.
MAURÍCIO SABARÁ: O senhor é um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som. Conte sobre esse trabalho. E, retornando ao Leônidas, relembre do presente que recebeu dele.
LUIZ ERNESTO KAWALL: O presente de Leônidas foi a gravação do gol de bicicleta, na voz de Geraldo José de Almeida, no Pacaembu, 1942, contra o Palestra, que foi doado ao Museu da Imagem e do Som em sua inauguração, no governo de Abreu Sodré. Esta gravação eu difundi, através de CD de preservação de vozes, produzido pela Vozoteca LEK. Fui encarregado pelo governador Sodré de organizar o MIS SP em 1969. O conselho foi formado por Paulo Emilio Sales Gomes, Francisco Almeida Sales, Avelino Ginjo, Sergio Vasconcelos, Ricardo Cravo Albim, eu e Rudá de Andrade, que ficou presidente. Lá está entre milhares de gravações a famosa narração de Geraldo José de Almeida do gol de bicicleta de Leônidas.
MAURÍCIO SABARÁ: Como foi a maior batalha da vida de Leônidas da Silva, a luta contra a sua doença?
LUIZ ERNESTO KAWALL: A batalha pela saúde de Leônidas foi difícil... Alzheimer. Era muito triste vê-lo no Sanatório de Granja Viana, onde, alias, era bem tratado. Numa festa para internados, de Natal, Leônidas assistia quieto, ao lado de Albertina. De repente, Lucho Gatica cantou um bolero. Acho que "Quiças, quiças, quiças?, e Leônidas.. cantou, musica e letra. E emocionou a todos. Vi-o depois, morto, na câmara mortuária e o acompanhei até o Cemitério do Morumbi, coração apertado. Um brasileiro, tão notável como Kubitschek, Niemeyer, Portinari, Rondon, Vilas Boas, Villa Lobos, Eleazar de Carvalho, Santos Dumont,  Paulo Afonso, Glauber. Guimarães Rosa, Zilda Arns, meus, nosso heróis.
PS: Para saber mais, leia o livro "Diamante Eterno? de André Ribeiro (a orelha é minha), ou, veja entrevistas do Leônidas, ao Milton Neves, Jovem Pan, MIS e Museu do Futebol.  LEK
Imagem: @CowboySL


Luiz Ernesto Kawall

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