Alan Mineiro fez gol da vitória da Ferroviária: salários pagos pelo Corinthians

Alan Mineiro fez gol da vitória da Ferroviária: salários pagos pelo Corinthians

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

A impossibilidade de bloquear o uso de jogadores emprestados faz o Corinthians sofrer em 2017. No último domingo, pela terceira vez no Campeonato Paulista, um atleta cedido pelo clube fez o goleiro Cássio de vítima: Alan Mineiro, no rebote de um pênalti, decretou a vitória da Ferroviária.

Além dele, o garoto Claudinho, em Corinthians 0 x 2 Santo André, e o atacante Lucca, em Ponte Preta 1 x 1 Corinthians, também fizeram os próprios clubes de origem como vítima dentro desse Paulistão. O efeito na classificação do torneio é direto e "custou" 4 pontos à equipe de Fábio Carille.

Juntos, os três jogadores custam mais de R$ 3 milhões por ano aos cofres do Corinthians, que se não bastasse ter emprestados possui ainda assim um elenco numeroso, com 40 atletas atualmente integrados no dia a dia.

No caso de Alan Mineiro, a Ferroviária não arca com nenhum real para pagar os salários. Há pouco mais de um ano, o Corinthians pagou algo em torno de R$ 1 milhão para comprar o meia, que tinha direitos repartidos, justamente, entre Bragantino e a própria Ferroviária.

Já no caso de Lucca, o Corinthians paga os valores excedentes ao teto salarial da Ponte Preta, que é de aproximadamente R$ 100 mil mensais - a equipe de Campinas também tem o zagueiro Yago, outro custeado pelos cofres corintianos e que jogou no confronto das duas equipes. Para adquirir Lucca há menos de um ano, o Corinthians também precisou fazer um aporte, que no caso foi de R$ 4,5 milhões aproximadamente.

Adquirido depois do fim de seu contrato com o Santos, o garoto Claudinho, de 20 anos, selou a vitória do Santo André em Itaquera, na segunda rodada do Paulista. Os salários dele, que não foi aproveitado por Tite em 2016, são divididos entre Corinthians e a própria equipe do ABC. O vínculo firmado pelos corintianos com ele é válido até 2021.

Considerado quase uma premissa durante a gestão Mário Gobbi, o bloqueio a jogadores emprestados para não enfrentarem o próprio clube foi barrado pela CBF no ano passado. Só em fevereiro, quando Claudinho, Lucca e Alan Mineiro já tinham sido cedidos, essa regra foi retirada de circulação pela entidade.

Foto: CÉLIO MESSIAS/ESTADÃO CONTEÚDO

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