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Hudson deve ter a sua situação definida nos próximos dias. Foto: Washington Alves/Cruzeiro

Hudson deve ter a sua situação definida nos próximos dias. Foto: Washington Alves/Cruzeiro

O São Paulo ficou bastante irritado com o assédio do Cruzeiro a Lucas Pratto. Sem consultar o clube paulista, os mineiros entraram em contato com o estafe do atacante argentino para fazer uma proposta. O jogador recusou a oferta e o Tricolor estuda qual medida vai tomar. Mesmo com esse mal-estar entre os dois clubes, a negociação para que Hudson, emprestado pelo São Paulo ao Cruzeiro, permaneça em Minas Gerais, ainda pode ser concretizada nos próximos dias.

Após o acerto com o empresário do jogador, Luciano Couto, os mineiros buscam um acordo com os paulistas para sacramentar a manutenção do atleta na Toca da Raposa II. Haverá uma conversa até a próxima segunda-feira para que o volante acerte a sequência em Belo Horizonte. A ideia é que ele fique na equipe por mais três temporadas, restando somente um ajuste em relação ao pagamento da multa rescisória ao São Paulo. Caso o depósito seja feito, não há motivo para os paulistas reclamarem.

Sem dinheiro em caixa, o clube mineiro deve desembolsar o montante imposto em cláusula - 1,5 milhão de euros (R$ 5,72 mi) - e a tendência é que seja feito em quatro parcelas idênticas de 375 mil euros (R$ 1,43 mi). "Estamos aguardando o procurador. E até segunda devemos resolver", disse o vice-presidente de futebol Itair Machado ao UOL Esporte.

Apesar de estar perto de acertar com o Cruzeiro, Hudson mantém boa relação a diretoria do São Paulo e não veria problema de voltar ao Morumbi. Caso o Tricolor não acerte a renovação do acordo com Jucilei, também será necessária a contratação de um volante e, desta maneira, Hudson poderia ser uma opção se não fechar com o Cruzeiro.

Ação na Fifa

Por outro lado, como o São Paulo ficou bastante irritado com a proposta do Cruzeiro para Lucas Pratto, o clube até estuda a possibilidade de acionar a Fifa por aliciamento. Essa não seria a primeira vez que o Tricolor teria tal conduta ao se ver ameaçado dessa forma em uma negociação.

Neste ano, por exemplo, o clube pressionou o Real Madrid por conta do meia Augusto Galván. No caso, os espanhóis tentaram aliciar o jovem de 18 anos, que estava em fim de contrato, e entraram em contato com a agente dele, Daisy Brandino.

Além do Real, outros clubes também tentaram usar tal estratégia, como o Manchester City e o Hamburgo. Por isso, o São Paulo chegou a notificar a Fifa. Para evitar problemas, em março, o Real desembolsou 1 milhão de euros (R$ 3,8 milhões), com a possibilidade de gastar mais 2 milhões de euros de acordo com metas estipuladas para selar a transferência.

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