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Santos e Atlético-PR se enfrentaram nas oitavas de final da Libertadores deste ano

Santos e Atlético-PR se enfrentaram nas oitavas de final da Libertadores deste ano

Napoleão de Almeida e Samir Carvalho
Do UOL, em Santos (SP)

Santos e Atlético-PR se reencontram neste sábado, às 21h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, após travarem duelos decisivos nas oitavas de final da Copa Libertadores da América. Pouco mais de um mês depois do último encontro, quando a equipe santista eliminou o Furacão, o cenário é bem diferente em ambos os clubes.

O Santos, favorito naquele confronto, entra em campo em clima de velório neste sábado. O time foi eliminado pelo Barcelona-EQU de forma inesperada, em plena Vila Belmiro, e ainda não assimilou o golpe. Diretoria e elenco já não falam a mesma língua e a luta é para não cair em "depressão" e afundar na tabela do Campeonato Brasileiro.

"É velório. Saímos de cabeça baixa. Não em relação ao jogo porque não fomos inferiores. Fica por aí e começa a achar problemas onde não existe. O que resolve é fechar de novo e procurar o melhor. Voltar à Libertadores é o melhor que o Santos pode fazer. Vamos juntar todo mundo e quem for santista vai ajudar a gente. Vamos tentar retribuir e representar a camisa do Santos como sempre procuramos fazer. Tivemos conversa agora há pouco. A melhor coisa quando se decepciona é ter a próxima oportunidade. Teremos aqui o Atlético-PR. É a oportunidade para sairmos disso. Melhor jeito de apagar o resultado que deixou marcas e magoou muito", afirmou Levir Culpi.

Desta forma, o Santos se espelha no adversário deste sábado para se classificar para a Libertadores de 2018. O Atlético mostrou ter a receita para reagir depois de uma eliminação na competição continental. Até mesmo na derrota para o clube paulista no dia de 10 de agosto, o Furacão já apresentou um jogo mais consistente, o que o recolocou na briga por uma vaga no G6. "Foi um jogo que ficou para trás. Talvez o nosso melhor desempenho no ano. Fizemos uma grande partida e mesmo assim não conseguimos a vitória. Ficam as boas sensações. Precisamos nos aproximar do grupo da frente", analisou o zagueiro Paulo André.

"Fizemos um bom jogo e não ganhamos. Eu acho que o futebol é estado anímico. O mais importante é que façamos um bom jogo, para que tenhamos mais possibilidades de ganhar", entendeu o técnico Fabiano Soares, que também falou sobre o clima de pressão no Santos: "Dentro do vestiário eles vão se unir mais e logicamente querem reverter essa situação com a torcida. Todos que estamos no futebol já passamos por isso, se dá um extra para reverter".

Soares é o símbolo da mudança no Atlético, que teve ainda as contratações do volante Esteban Pavez e do lateral-esquerdo Fabrício, a reintegração do atacante Felipe Gedoz e a recuperação do meia Guilherme. Com o técnico – que não estava no clube no jogo de ida pela Libertadores, derrota por 3 a 2 – o time fez 14 jogos, 13 deles no Brasileirão. Somou 16 pontos e saiu da 14ª para a oitava posição, a três pontos da vaga continental.

Será também o quarto encontro entre os times no ano. "Dos três jogos que nós fizemos, essa vai ser a primeira vez em que o Santos vai ter de sair pro jogo e buscar o gol. Quando eles vieram aqui na Arena, ficaram atrás, nós perdemos uma bola no meio-campo, sofremos o contra-ataque. Primeiro jogo da Libertadores também muito parecido, eles ficaram esperando. E desta vez não, eles têm de sair pro jogo. Talvez isso mude um pouquinho a característica do jogo", imaginou Paulo André.

Santos segue com desfalques e deve ter surpresa

Para o duelo contra o Atlético-PR, Levir Culpi segue sem contar com os lesionados Lucas Lima, Renato e Victor Ferraz, além de Leandro Donizete, suspenso. Jean Mota é a primeira opção para substituir Donizete. No entanto, o volante Matheus Jesus também disputa a posição com ele e pode enfim fazer a sua estreia com a camisa santista após dois meses de clube.

"É parecido claro (time que jogou contra o Barcelona). Surpresa nenhuma. Talvez", despistou.

Atlético pode ter formação ideal

Pela primeira vez no ano, o Atlético pode ter sua formação ideal no ataque, com o tridente formado por Felipe Gedoz, Nikão e Guilherme – e mais um centroavante fixo a escolher. "Os três estão aptos, são grandes jogadores, muito criativos. Logicamente que não vou dizer, mas há uma possibilidade muito alta deles jogarem", despistou Fabiano Soares.

O técnico não terá Thiago Heleno, que será substituído na defesa por Wanderson, e ainda reservou mistério para uma vaga no meio-campo, entre Lucho González e Matheus Rossetto.

Foto: Daniel Vorley/AGIF (retirada do Portal UOL)

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