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Alvinegro completa hoje 105 anos

Alvinegro completa hoje 105 anos

Há 105 anos nascia um dos mais tradicionais e folclóricos clubes do futebol brasileiro. E, na recheada história do Sport Club Corinthians Paulista, não faltam fatos curiosos que, com o decorrer do tempo, acabaram sendo esquecidos por grande parte dos amantes do esporte bretão. Sendo assim, para celebrar o 105º aniversário do Timão, o Portal Terceiro Tempo listou algumas curiosidades pouco exploradas nas homenagens realizadas ao clube do Parque São Jorge.

Como fontes de pesquisa, foram usados o "Almanaque do Timão", de Celso Dario Unzelte, o "Guia dos Curiosos", do jornalista Marcelo Duarte, além da seção "Que Fim Levou?", do também jornalista e apresentador Milton Neves.

Os outros nomes cotados para batizar o Sport Club Corinthians Paulista

O nome Corinthians não era unanimidade entre os fundadores do clube. Alguns queriam que a agremiação se chamasse Santos Dumont, em homenagem ao aeronauta e inventor brasileiro, enquanto outros queriam batizá-lo de Carlos Gomes, compositor brasileiro de sucesso. Mas, e você, torcedor corintiano. Já pensou se algum desses nomes fosse escolhido? Já se imaginou no estádio cantando "Vai pra cima deles, Dumont!", ou "Carlão eô"?

União da Lapa: o primeiro algoz da história do Timão

O Corinthians foi derrotado na partida em que debutou no futebol. O algoz, que bateu o Timão por 1 a 0 em 10 de setembro de 1910 foi o União da Lapa Futebol Clube. À época, o bairro da zona oeste paulistana era o que tinha as equipes mais desenvolvidas da cidade. O ULFC participou daquilo que hoje se considera a primeira divisão do Campeonato Paulista por duas vezes: em 1916, quando foi vice-campeão, e em 1928. Na liga secundária, foram sete participações: em 1917, 1919, 1920, 1926, 1927, 1929 e 1930. O clube, que tinha o seu uniforme nas cores azul e branco, foi fundado em 1908 e extinto na década de 30.

A primeira glória não foi no futebol, mas foi no Parque Antártica

Antes de começar a figurar entre as principais agremiações do futebol paulista, o Corinthians começou a ganhar destaque entre a população da cidade de São Paulo com outro esporte: o pedestrianismo. Foi no dia 29 de dezembro de 1912, quando os atletas Batista Boni, João Collina e André Lepre venceram a Unione Vigiatore Italiani, corrida de revezamento de 10km, que foi disputada nas redondezas do Parque Antártica, onde hoje se encontram as obras da Arena Palestra. Foi o primeiro troféu conquistado pelo clube. É desta data, também, o registro mais antigo que se tem do primeiro escudo do Timão, que era formado apenas pelas letras C e P.

A primeira casa própria

Antes do Parque São Jorge e muito antes da Arena Corinthians, o Timão teve uma outra casa própria. Em 17 de março de 1918, o Corinthians inaugurava o estádio da Ponte Grande, em um amistoso contra o Palestra Itália, que terminou empatado em 3 a 3.  O campo, que foi construído em sistema de mutirão pelos próprios jogadores, ficava onde hoje se encontra a Ponte das Bandeiras. O timão mandou seus jogos por lá até o ano de 1927.

Largando o uniforme alvinegro e vestindo a amarelinha. Mas a mudança não deu muita sorte...

O Corinthians faz parte do seleto grupo de times que representaram, por completo, a Seleção Brasileira. Junto com o Alvinegro, Palmeiras, Atlético-MG e Internacional já cederam todos seus atletas para o time canarinho. No entanto, a equipe do Parque São Jorge foi a única que não conquistou um resultado positivo, perdendo o confronto pelo placar de 2 a 0.

O amistoso foi contra o Arsenal, em Londres, no dia 16 de novembro de 1965. A equipe brasileira foi a campo com Marcial, Galhardo, Eduardo, Clóvis, Édson, Dino Sani, Rivellino, Marcos, Flávio, Ney Oliveira e Geraldo José. O treinador era Oswaldo Brandão. A agremiação inglesa jogou com Anthony Burns, Donald Howe, Peter Storey, William Neil, David Court, Francis McLintock, Alan Skirton, Jonathan Sammels, Joseph Baker, George Eastham e George Armstrong. O técnico era Billy Wrigth. Os gols foram marcados por Jonathan Sammels.

Fila de títulos e de técnicos

Se você pensa que hoje em dia se troca de técnico como se troca de roupa, não sabe como o Timão mudou de comandante no período do jejum de títulos expressivos, de 1954 a 1977. Ao todo, foram 28 treinadores em apenas 23 anos. Veja a lista dos que sentaram no banco de reservas do Corinthians neste espaço de tempo: Albino Lotito (2 jogos), Alfredo Ramos (43 jogos), Aymoré Moreira (55 jogos), Baltazar (34 jogos), Oswaldo Brandão (442 jogos), Cabeção (1 jogo), Cláudio (79 jogos), Del Debbio (175 jogos), Dino Pavão (2 jogos), Dino Sani (121 jogos), Duque (113 jogos), Filpo Nunes (34 jogos), Fleitas Solich (70 jogos), Francisco Sarno (28 jogos), Jim Lopes (25 jogos), João Avelino (11 jogos), João Lima, 15 jogos, Luizinho (31 jogos), Lula (35 jogos), Martim Francisco (36 jogos), Milton Buzetto (62 jogos), Nogueira (4 jogos), Paulo Amaral (26 jogos), Rato (263 jogos), Roberto Belangero (24 jogos), Sylvio Pirillo (124 jogos), Yustrich (62 jogos), Zezé Moreira (58 jogos).

O velho e o moço

O atleta mais jovem a realizar uma partida com o time principal do Corinthians foi o atacante Jô. Foi no duelo vencido por 1 a 0 pelo Alvinegro contra o Guarani, no dia 19 de julho de 2003. À época, João Alves de Assis Silva tinha 16 anos, três meses e 26 dias de vida.

Já o jogador mais velho a defender a camisa do Timão foi o ídolo Luizinho, o Pequeno Polegar. Foi em um amistoso interestadual contra o Coritiba, realizado no Pacaembu, no dia 25 de janeiro de 1996, vencido pelo time da casa por 2 a 1. Luizinho, que estava para completar 66 anos, jogou os primeiros minutos do confronto, até dar lugar ao estreante da noite, Edmundo, que recebeu a camisa 8 das mãos do eterno ídolo da Fiel. Com esta apresentação, Luizinho completou 606 partidas pelo Corinthians.

Imagem: Túlio Nassif

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