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O atleta foi uma das apostas da diretoria na montagem do elenco após a tragédia em Medellín

O atleta foi uma das apostas da diretoria na montagem do elenco após a tragédia em Medellín

Daniel Fasolin, em Chapecó (SC)
Colaboração para o UOL

O ano de 217 para Reinaldo tem sido muito bom. Titular absoluto da posição na Chapecoense, o lateral esquerdo falou com exclusividade ao UOL Esporte sobre a boa fase, os momentos difíceis no São Paulo e sobre a união do elenco do time catarinense. O atleta foi uma das apostas da diretoria na montagem do elenco após a tragédia em Medellín.

Com passagens também por Sport e Ponte Preta, jogador de 27 anos já participou de 18 jogos da Chapecoense em 2017, atuando por 1.620 minutos. Até agora, Reinaldo marcou dois gols com a camisa da Chape, o primeiro contra o Zulia na Venezuela, pela estreia na Libertadores, e o segundo diante do Atlético Nacional, na última terça, pela primeira partida da Recopa Sul-Americana.

Confira a entrevista de Reinaldo:

Chegada na Chapecoense

Nossa, foi sensacional, uma coisa que eu não imaginava. Não só para mim, como para os meus companheiros. Isso é muito importante para a gente, para a gente desenvolver um bom futebol dentro de campo.

Adaptação à cidade

Já estou bem adaptado e minha família também. Venho de cidade pequena do interior de Alagoas. Eu comecei na Penapolense e lá tinha um porte parecido com aqui. Nós estamos gostando muito da cidade e também das pessoas daqui. Uma cidade que acolhe muito bem. Estou feliz aqui.

Visão da Chapecoense

Eu comecei a acompanhar naquela campanha da Série B (de 2013). Quando acabou o primeiro turno daquele campeonato, eu e todo mundo já sabia que a Chape iria subir. Isso foi surpreendente, mas quando o Caramelo (ex-companheiro de São paulo e uma das vítimas da tragédia) falava muito bem daqui, de como as pessoas são tratadas e da seriedade do clube. É uma história muito bonita, de um time muito aguerrido e que era difícil jogar aqui. É esse espírito que nós temos que ter. É o mínimo que tenho que fazer. Lutar e ter muita garra.

A Chapecoense

Aqui é uma família dentro e fora de campo. Seu Plínio (presidente) viaja com a gente e ele já tem uma certa idade. É muito bom ter ele lado a lado com a gente. Ele nos conta muitas histórias e também nos ensina muito. Nossa família vai ficar ainda mais unida.

Entrosamento do elenco

Parece que estamos jogando juntos há 3 anos. Todo mundo conversa com todo mundo, dentro de campo há a cobrança, mas sabemos que tudo fica ali. Eu me surpreendi e achei que íamos demorar mais para termos um entrosamento dentro e fora do campo, mas estamos muito unidos. Fora de campo a amizade prevalece. Durante esse tempo, eu nunca vi um grupo assim, todo mundo em busca do mesmo objetivo e é um dos melhores grupos que já trabalhei.

Críticas no São Paulo

No São Paulo tinha muitas críticas, não passamos por bons momentos lá, mas eu absorvia para que isso não me abatesse e eu sabia do meu potencial. Na Ponte (Preta), eu fui bem e isso me deixou muito feliz. Aqui estou muito bem também, não só pelos gols, mas também por tudo que tenho ajudado no campo. Eu ainda não estou na melhor fase da minha vida, pois eu quero evoluir muito, quero aprender muita coisa e o melhor momento da minha carreira está por vir e espero que seja aqui.

Foto: UOL

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