Com um gol e uma assistência do argentino, a equipe tricolor derrotou o Palmeiras pelo placar de 2 a 0

Com um gol e uma assistência do argentino, a equipe tricolor derrotou o Palmeiras pelo placar de 2 a 0

José Edgar de Matos
Do UOL, em São Paulo

Os dois maiores investimentos de São Paulo e Palmeiras viveram distintas noites neste sábado. Enquanto Miguel Borja esquentou o banco de reservas durante quase 75 minutos, Lucas Pratto decidiu. Com um gol e uma assistência do argentino, a equipe tricolor derrotou o Palmeiras pelo placar de 2 a 0, no Morumbi, aumentou o tabu de 15 anos invicto sobre o rival em casa e embalou o segundo triunfo consecutivo no Campeonato Brasileiro.

Em um jogo no qual as duas defesas se sobressaíram durante a maior parte do tempo, o clássico acabou decidido por duas vias: a inspiração de Pratto e a noite infeliz de Fernando Prass. Primeiramente, Lucas Pratto recebeu passe de Marinho e mostrou oportunismo ao arrematar no canto de Prass para abrir o placar com 17min da etapa final. O erro do goleiro abateu o Palmeiras.

Cinco minutos depois, Jean perdeu pênalti e desperdiçou a grande chance do empate. A partir de então, Cuca colocou Borja e Róger Guedes a fim de mudar o ritmo de jogo, mas o São Paulo seguiu com o domínio. No fim, Luiz Araújo ampliou após novo erro de Fernando Prass e garantiu o resultado.

O acerto de um e o errou de outro deixam o São Paulo em confortável situação na tabela do brasileiro, ainda mais para uma equipe que flertava com a crise. São seis pontos em três rodadas e a vice-liderança ao final deste sábado. O Palmeiras, por outro lado, perde a segunda consecutiva e permanece com três pontos somados, ainda da goleada na estreia contra o Vasco (4 a 0).

Para tentar embalar de vez no Campeonato Brasileiro, o São Paulo precisará buscar o resultado positivo fora de casa. No próximo domingo, a partir das 16h (de Brasília), a equipe de Rogério Ceni encara a Ponte Preta, em Campinas. O Palmeiras, sob a necessidade de se reabilitar, entra em campo na mesma data e horário para receber o Atlético-MG, no Allianz Parque.

Quem foi bem: Luiz Araújo

Companheiro de Lucas Pratto no setor mais ofensivo do São Paulo neste sábado, Luiz Araújo foi quem mais deu trabalho para o trio de zaga palmeirense. Pela ponta esquerda, levou vantagem em velocidade no duelo particular com Yerry Mina. No fim, o camisa 31 consagrou a atuação destacada com um gol, após assistência de Lucas Pratto.

Quem foi mal: Fernando Prass

O goleiro palmeirense viveu um clássico para se esquecer. Fernando Prass viu o arremate de Lucas Pratto passar ao lado da trave que protegia no primeiro gol. No segundo tento são-paulino, arremate de Luiz Araújo passou embaixo do experiente jogador.

Investimento que vale nos clássicos

No retorno imediato dos grandes investimentos feitos no futebol brasileiro, o São Paulo leva a vantagem sobre o Palmeiras. Enquanto Borja peca pela irregularidade, Lucas Pratto decide clássicos. São dois gols em clássicos – o primeiro ocorreu na semifinal do Paulistão contra o Corinthians, em Itaquera – e nove com a camisa tricolor, contra seis do colombiano, que testemunhou a maior parte do duelo do banco de reservas.

São Paulo e a saída pela esquerda

O São Paulo apostou em um duelo particular para abrir a defesa adversária: Luiz Araújo contra Yerry Mina. A formação palmeirense com três zagueiros permitiu ao atacante explorar a velocidade para atacar diretamente o defensor colombiano; por ali, o clube do Morumbi concentrou o jogo ofensivo, ainda mais em uma noite tímida do peruano Cueva. Pela ponta, a equipe da casa encontrou a saída para superar o esquema armado por Cuca.

Palmeiras sem Borja

Principal investimento do Palmeiras para a temporada [R$ 35 milhões], Miguel Borja acabou preterido por Cuca para o jogo deste sábado. Em fase irregular, o colombiano deu lugar ao embalado Willian, artilheiro palmeirense na temporada com nove gols. A troca trouxe uma maior mobilidade e poder de recomposição ao atual campeão brasileiro, acuado pela verticalidade do São Paulo – principalmente com Luiz Araújo e Junior Tavares pelo lado esquerdo. O camisa 9 entrou aos 30min e pouco contribuiu para uma tentativa de reação.

Rogério Ceni volta às raízes

Boa parte da vencedora trajetória de Rogério Ceni como jogador no São Paulo ocorreu com três zagueiros protegendo a sua meta. Diante do Palmeiras, o agora treinador apostou novamente neste tipo de formação para parar o ataque adversário. No entanto, ao contrário do Palmeiras, que possuía a referência de Pratto, a equipe da casa lidava com um ataque muito mais móvel, com Willian e Dudu. O posicionamento, desta forma, mostrou lacunas, especialmente pela direita, setor no qual Mayke atacava.

Cuca poupa e inova no Morumbi

O Palmeiras entrou para o clássico deste sábado com uma formação alternativa. Sem Edu Dracena e Zé Roberto, liberados da concentração horas antes do confronto – ambos apresentaram desgaste físico -, o treinador promoveu uma alteração tática para encara o São Paulo. Felipe Melo retornou ao time para assumir uma função de zagueiro, em trio com Mina e Juninho. Jean, por outro lado, acabou deslocado para o meio com a estreia de Mayke, o ala pela direita no Morumbi.

Pênalti para fora

Seis minutos depois de o São Paulo abrir o placar, o Palmeiras teve uma grande chance para empatar o jogo no Morumbi. Jean sofreu para dentro da área ao ser deslocado por Jucilei. O próprio palmeirense se encarregou da cobrança, mas chutou para fora, à esquerda de Renan Ribeiro.

Insultos desde cedo

O lateral esquerdo Michel Bastos viveu uma noite de perseguição no Morumbi. Ex-jogador do São Paulo, o camisa 15 palmeirense encontrou uma recepção hostil desde o aquecimento. Mal encerradas as vaias ao time no momento da entrada em campo, o público presente tratou de direcionar xingamentos ao experiente jogador alviverde. A cada toque na bola durante o clássico, mais reações hostis por parte dos são-paulinos.

Lance polêmico e bronca de Ceni

No começo do segundo tempo, o São Paulo pediu pênalti após a bola bater na mão de Felipe Melo em disputa de bola com Cícero. No lance, o jogador do Palmeiras levanta os braços depois de pressão exercida pelo são-paulino. O árbitro Anderson Daronco parou o jogo e marcou falta para o Palmeiras. À beira do campo, Ceni gesticulou bastante com o auxiliar. Minutos depois, o juiz chamou a atenção do treinador.

 

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