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Matéria do jornalista Maurício Sabará sobre o maior clássico paulista

Matéria do jornalista Maurício Sabará sobre o maior clássico paulista

Hoje iniciarei a série “clássicos de todos os tempos”. Para realizar tão árduo trabalho, manterei a base dos principais jogadores, aqueles que mais de identificaram com a camisa que vestiram, mas modificando a formação do jeito mais atual possível, optando por escalar três jogadores no meio de campo e mais três no ataque. E geralmente terá um ponta fixo e um lateral ofensivo do outro lado.  Um detalhe que ainda preservarei é a obrigatoriedade de ter três recordistas na equipe titular. Quem tem mais anos de clube, maior número de partidas disputadas e o goleador principal, além de outros fatos marcantes.  No meu caso, continuarei a questão de não repetir o jogador, para que se possa ter uma idéia de um campeonato. Determinado futebolista foi muito importante em mais de um time, mas levarei em conta onde se destacou melhor.  Começarei com os times paulistas.

O Sport Club Corinthians Paulista, fundado em São Paulo no dia 01 de setembro de 1910, completará 107 anos em 2017. Marcado pelas origens humildes e por ser conhecido como um time de raça, claro que tais características são interessantes. Mas craques não faltarão em seu time de todos os tempos.

No gol optei por Ronaldo, pois além de ser o goleiro com mais partidas pelo Corinthians (terceiro no total de jogadores), era prata da casa e muito identificado com o clube. Cabeção, seu reserva, também foi revelado no terrão, é o arqueiro com mais anos no time profissional, além de ter feito um belo trabalho posterior nas equipes. Gilmar também foi lendário, mas considero-o também muito identificado com o Santos. E Cássio também está entre os maiores, de quem entendo estar na lista dos 5.

Pela lateral-direita está o grande Zé Maria, corinthianíssimo e muito importante para os triunfos do time na década de 70, saindo de uma difícil fila de 22 anos sem o título paulista. Idário, seu reserva, também foi um gigante, símbolo da raça corinthiana do vitorioso time dos anos 50.

Na zaga improvisei dois grandes jogadores que se destacaram mais como centro-médios (volantes), mas que já atuaram em tal setor devido às suas características defensivas. Amilcar Barbuy foi tão importante quanto Neco no período que esteve no Corinthians e primeiro jogador do time que atuou pela Seleção Brasileira. E Brandão foi muito marcante em sua passagem de mais de dez anos, sendo ao lado de Lopes o primeiro jogador corinthiano que participou de uma Copa do Mundo. Os reservas são Grané e Del Debbio, que formara com o goleiro Tuffy o histórico trio-final, sendo Pedro Grané o zagueiro que mais gols anotou com a camisa corinthiana e Armando Del Debbio o jogador com mais títulos paulistas.

Pelo lado esquerdo está o incomparável Wladimir, com brilhante passagem pelo time e até o recordista total em número de jogos. Seu reserva é o Olavo, que durante muitos anos mantinha o recorde de partidas consecutivas que só foram superadas pelo titular.

Diferente dos outros times, meu meio de campo não terá um volante fixo, mas sei que todos já exerceram a marcação, então não ficaria tão desguarnecido assim. Além dos seis jogadores do meio ao ataque serem os que tem busto no Parque São Jorge, o que lhes dá uma eternidade com a camisa corinthiana. Rivellino é considerado por muitos o melhor jogador que o Corinthians já teve, jogando muito em seus dez anos, mas infelizmente faltou o tão cobiçado título paulista. Sócrates foi o líder da Democracia Corinthiana e o jogador mais original que o time teve, com o seu futebol e inteligência diferentes. E o Neco foi uma bandeira alvinegra, muito importante nos primeiros anos para o Corinthians iniciar o seu crescimento. Roberto Belangero foi um excepcional volante, muito clássico e técnico, bem destaco nos triunfos dos anos 50. Danilo, símbolo do grande período recente, é o reserva ideal do Doutor, pela técnica, classe e calma. E Neto, que se pronuncia quase igual ao titular, foi o principal pelo primeiro título brasileiro.

E o ataque é formado pelos inesquecíveis Cláudio, Luizinho e Baltazar, principais responsáveis pelo período mais vitorioso, dos anos 50. O primeiro era um líder, incomparável cobrador de faltas e grande responsável pelos cruzamentos para o Cabecinha de Ouro, segundo maior goleador de todos os tempos. E o Pequeno Polegar, incorrigível driblador, talvez o mais querido jogador de todas as épocas. Marcelinho, ídolo maior dos últimos 25 anos, é o reserva ideal, pelas características de jogo semelhantes. Servílio e Teleco também se encaixaram bem, pois o primeiro era o Bailarino e o segundo outro terrível artilheiro, terceiro maior e com a melhor média.

CORINTHIANS (1910 A 2017) Titular: Ronaldo, Zé Maria, Amilcar, Brandão e Wladimir; Roberto Rivellino, Sócrates e Neco; Cláudio, Luizinho e Baltazar. Técnico - Tite.  Reserva: Cabeção, Idário, Grané, Del Debbio e Olavo; Roberto Belangero, Danilo e Neto; Marcelinho Carioca, Servílio e Teleco.  Mais anos: Neco - 17 (1913 a 1930) Mais partidas: Wladimir - 805 (1972 a 1986 e 1987/1988) Mais gols: Cláudio - 306 (1944 a 1958)

A Sociedade Esportiva Palmeiras, fundada em São Paulo no dia 26 de agosto de 1914, completará 103 anos em 2017. Marcada pelas origens italianas, mudei o nome de Palestra para Palmeiras na Segunda Guerra, se abrasileirando depois, formando fortes equipes, como as duas Academias e no período da Era Parmalat.

O goleiro Marcos se tornou o principal nome palmeirense nos últimos 20 anos, muito identificado e grande responsável pelo título da Libertadores de 1999. Conseguiu desbancar o lendário Oberdan Cattani (ambos tem busto no Parque Antárctica), muito palestrino e também com marcante passagem. Nomes como Valdir e Leão também ficaram de fora, com o primeiro sendo bem destacado na Academia dos anos 60 o segundo na da década de 70, sendo o arqueiro com mais jogos (segundo no geral), mas que passou por outros times, inclusive no maior rival (sendo campeão), o que fez com que perdesse “um pouco” o seu espaço.

Muitos questionarão a ausência de Djalma Santos, mas ele estará na minha Portuguesa de Desportos. Improvisei o grande zagueiro Junqueira na lateral-direita, primeiro jogador a receber um busto no Parque Antárctica. Optei por Bianco na reserva, que veio do Corinthians, mas que marcou mais no Palestra e autor do primeiro gol pelo clube.

A dupla de zaga está representada pelo zagueiro-artilheiro Luís Pereira e Waldemar Fiúme, que também tem a sua estátua no clube e durante muitos anos o recordista de temporadas. Na reserva aparecem o Valdemar Carabina (muitos jogos pelo time) e Alfredo Mostarda, que formou com o titular Luís Pereira a zaga da segunda Academia, algo que Vágner Bacharel também faria nos anos 80, mais técnico que Alfredo, mas, diferente dele, não ganhou títulos.

Pelo lado esquerdo aparece o Geraldo Scotto, que fez parte da primeira Academia. E na sua reserva está o Zeca, que jogou na segunda. A ausência de Roberto Carlos será sentida, com ele estando futuramente no meu Real Madrid, melhor fase da sua carreira.

Dudu e Ademir da Guia não poderiam estar fora, pois formaram o maior meio de campo palmeirense de todos os tempos, que tanto contribuíram pelos triunfos das duas Academias, além de tantas outras qualidades. Encaixei na meia-direita o virtuoso Romeu Pellicciari, principal jogador dos anos 30, que fez parte do único Tricampeonato Paulista e outros feitos de destaque. César Sampaio é o nome ideal pra ser reserva de Dudu, um volante de suma importância na década de 90, época da Parmalat. Leivinha também é uma boa alternativa, um dos maiores cabeceadores brasileiros. E Jair Rosa Pinto viveu no time a melhor fase da sua carreira, com grande destaque no início dos anos 50, época das Três Coroas.

Na ponta-direita acontecerá o mesmo caso de Djalma Santos, com muitos perguntando sobre Julinho Botelho, que está na minha Lusa de todas as épocas. Eduardo Lima é um grande nome, várias vezes campeão paulista nos anos 40 e também presente nos títulos entre 1950 e 1951, jogando 16 anos no time titular. Heitor Marcelino é o maior goleador da história do clube, ídolo incontestável nos primeiros anos. E César Maluco é o segundo maior goleador de todos os tempos e primeiro com o nome Palmeiras. Edu Bala foi um ponteiro direito muito importante pelo sucesso da segunda Academia. Evair fez um gol inesquecível para os palmeirenses em 1993 e talvez o principal ídolo dos primeiros tempos da Parmalat. E Rodrigues, que está como ponteiro esquerdo (sua posição) na reserva de César, formou uma forte ala-esquerda com Jair, talvez a maior da história do clube.

PALMEIRAS (1914 A 2017) Titular: Marcos, Junqueira, Luís Pereira, Fiúme e Geraldo Scotto; Dudu, Romeu e Ademir da Guia; Eduardo Lima, Heitor e César. Técnico - Oswaldo Brandão.  Reserva: Oberdan, Bianco, Valdemar Carabina, Alfredo e Zeca; César Sampaio, Leivinha e Jair Rosa Pinto; Edu Bala, Evair e Rodrigues.   Mais anos: Marcos - 20 (1992 a 2012) Mais partidas: Ademir da Guia - 901 (1961 a 1977) Mais gols: Heitor - 284 (1916 a 1932)

Tite para o Corinthians e Oswaldo Brandão para o Palmeiras são nomes memoráveis na função de treinador. Lembrando que Brandão tem uma grande história no Corinthians, recordista de partidas por ambos. Mas Tite se identificou muito no time corinthiano, conseguindo a proeza de superar o Velho Mestre.

Imagem: Reprodução Google

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