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Não há critério técnico nem para contratar e nem para avaliar a evolução de um trabalho

Não há critério técnico nem para contratar e nem para avaliar a evolução de um trabalho

Trocar de técnico é a saída mais fácil para dirigentes terceirizarem a culpa no Brasil. O resultado não veio? Bota a culpa no treinador e joga a responsabilidade para ele.

Não há critério técnico nem para contratar e nem para avaliar a evolução de um trabalho. Mas há inúmeras falsas certezas em torno do resultado para demitir.

O Palmeiras é hoje exemplo de gestão em inúmeros aspectos. Sua arena é moderna e rentável, sua captação de patrocínios e geração de novas receitas envolvendo o incondicional amor do torcedor são `cases´ de sucesso e sua saúde financeira exala boa forma! Porém, a troca de Eduardo Batista por Cuca mostra que o dinheiro que hoje até sobra no Verdão ainda não comprou a sabedoria necessária para administrar bem o departamento de futebol.

Fui contra a saída de Eduardo Batista. É verdade que a evolução da equipe vinha sendo em um ritmo um pouco mais lento do que o desejado. Mas Eduardo tentava imprimir novas ideias e comportamentos a um time que passava por uma reformulação após o título brasileiro. A simples saída de Gabriel Jesus já representava uma gigantesca mudança de padrão ofensivo. Nem Borja nem Willian podem cumprir as funções que Gabriel tinha. A verticalidade, agressividade e explosão que o hoje atacante do Manchester City tem poucos atletas no mundo possuem.

As próprias chegadas de Felipe Mello e Guerra mostram também uma mudança no jeito de jogar. Felipe vem de uma escola europeia onde se marca por zona com uma obediência praticamente religiosa. E Guerra é um meia cerebral que não dará botes duros no adversário visando uma tomada de bola rápida.

Esses dois jogadores apresentam um perfil que se encaixa no modelo de jogo que consagrou Cuca no ano passado? A resposta é mais do que óbvia: não! Os dirigentes palmeirenses não pensaram que o perfil do elenco montado não se adapta ao jeito que Cuca arma as suas equipes e que uma adaptação dos dois lados (jogadores e treinador) pode levar um tempo que é irrecuperável.

Cuca gosta de marcação individual e não zonal, ataques diretos e objetivos, bola longa, transições (ofensivas e defensivas) rápidas e intensas. Mas o elenco atual foi forjado para outro tipo de jogo. Comprovando que o time do ano passado não existe mais em quase nenhum aspecto dos 14 jogadores que entraram em campo no último sábado contra o São Paulo apenas 6 estavam na conquista do Brasileirão.


Dirigente vê muito rótulo, currículo e conquistas passadas. E vê pouco ideias técnicas e conceitos de jogo. A troca de comando no Palmeiras mostra bem isso. Cuca que se vire para fazer a coisa andar, deve pensar quem comanda.

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