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Futebol e cinema, duas paixões mundiais, sempre tiveram seguidores, arrastando multidões seja nos estádios ou mesmo nas salas de cinema.

Futebol e cinema, duas paixões mundiais, sempre tiveram seguidores, arrastando multidões seja nos estádios ou mesmo nas salas de cinema.

Futebol e cinema, duas paixões mundiais, sempre tiveram seguidores, arrastando multidões seja nos estádios ou mesmo nas salas de cinema. No Brasil o ápice das duas artes veio com o Canal 100, que no seu auge (anos 60 e 70) conseguia unir as pessoas para ver uma boa partida de futebol (que passava antes dos filmes) e depois assistir a uma boa produção cinematográfica. E, obviamente, com tanta história, muitos ídolos surgiram. Charles Miller foi quem introduziu o futebol no Brasil, mas quem de fato inventou o esporte em nosso país de forma bem brasileira foi Arthur Friedenreich, mulato de olhos verdes, filho de um alemão e de uma negra. Os irmãos franceses Lumière são considerados os criadores oficiais da sétima arte, mas coube a um inglês chamado Charlie Chaplin que nos filmes usava um bigodinho, tinha uma bengalinha e andava de uma forma engraçada dar de fato um tom artístico à grande tela. Ambos os artistas jamais se conheceram pessoalmente, sendo que provavelmente o ator era conhecido pelo futebolista através do cinema, mas com certeza o Rei da Comédia nunca viu o Rei do Futebol Amador Brasileiro em ação e nem sequer ter ouvido falar dele. A intenção do texto é relembrar a carreira do futebolista brasileiro e do humorista inglês, contemporâneos e incomparáveis na sua respectiva época, que tiveram que provar serem ainda gênios mesmo quando as suas respectivas artes tiveram uma significante mudança nos agitados anos 20 e 30.
Arthur Friedenreich nasceu no dia 18 de julho de 1892 na esquina da Rua Vitória com Rua do Triunfo, São Paulo (SP). O nome grandioso das ruas já era uma prova que Fried estava destinado a grandes êxitos. Seu pai, Oscar Frieedenreich , veio do Rio Grande do Sul animado pelos ventos da liberdade que o novo Brasil lhe proporcionava, já que no dia 13 de maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea e em 15 de novembro de 1889 a Proclamação da República. Casou-se com Matilde, uma ex-escrava, que era tida como muito bela. Dessa união nasceu o seu primeiro filho a quem batizou de Arthur (nome de um famoso rei inglês) com o seu sobrenome alemão, que traduzido em português significa Império da Paz. E o seu destino de fato era construir um império futebolístico, com muitos seguidores, sem a mesma guerra que assolava o continente europeu (1914 a 1918), mas sim através de partidas de futebol.
Quando o paulistano Charles Miller, filho de ingleses e que havia estudado na Inglaterra trouxe em 1894 as primeiras regras de futebol ao Brasil, seu objetivo era introduzir um esporte de união. Apesar dos brasileiros estarem respirando novos ares, a liberdade e a falta de preconceito ainda estavam presentes nas "tão? recentes conquistas. O futebol brasileiro, no seu início, beneficiou as classes mais favorecidas, tanto é que no primeiro campeonato paulista (1902) os clubes eram ricos e seus praticantes estudantes dos mais tradicionais colégios paulistanos. Foi esse futebol que Arthur Friedenreich tentava ocupar o seu espaço. Dono de um estilo de jogo diferenciado, com muita malícia através de lindos dribles, jogadas de pura técnica e chutes de efeito, que o menino mulato e franzino dava show na várzea paulistana, chamando a atenção de todos e, sem ninguém e nem mesmo ele saber, criava a forma de jogar que consagraria o futebol brasileiro como o melhor do mundo.
Mesmo jogando muito bem, o fato de ser mulato seria o principal motivo para que as portas dos clubes se fechassem a ele. Mas o sobrenome alemão pesou e conseguiu ter chances de jogar no Germânia, clube da colônia alemã. Apesar da boa indicação, não se adaptou com os "quase? conterrâneos e pela forma como queriam que jogasse, através de um estilo mais combativo, sendo que o seu jogo era mais artístico. Decidiu ir jogar no Clube Atlético Ypiranga, um time mais humilde, nos mesmos moldes que o recém-fundado Sport Club Corinthians Paulista, que seria o mais popular time do Brasil. Começou a despontar, sendo sempre requisitado nos combinados paulistas que se formavam na época, tornando-se artilheiro do campeonato paulista de 1912 pelo time do Mackenzie. No ano seguinte foi convidado a participar da primeira excursão de uma equipe brasileira para fora do Brasil, jogando pelo time do Americano na Argentina e Uruguai. E em 1914, quando se formou a primeira Seleção Brasileira, fazia parte do escrete. Seu grande ídolo e inspiração era Rubens Salles, com quem jogou junto no time do Brasil e futuramente na mesma equipe. A parceria já deu frutos no seu primeiro ano, sagrando-se campeão da Copa Rocca (competição que envolvia Brasil e Argentina) logo nas primeiras convocações, o primeiro título da vitoriosa Seleção Brasileira. E no final do ano sagrava-se pela segunda vez artilheiro do campeonato paulista pelo Ypiranga, repetindo a dose em 1917.
No primeiro Campeonato Sul-Americano, em 1916 estava convocado e em 1919 (apelidado pelos uruguaios de El Tigre), realizado no Brasil, fez o gol do título contra o time do Uruguai, depois de esplêndida jogada do corintiano Neco. Em 1922, com a competição sendo novamente realizada no Brasil, voltou a ser campeão.
Pelo Selecionado Paulista também foi vitorioso, ganhando o Campeonato Brasileiro de Seleções em 1922/23 e 1926.
Quando pensamos de fato em Arthur Friedenreich, seus feitos são associados principalmente ao Clube Atlético Paulistano. Contratado em 1918, o time era bicampeão paulista e com o maior jogador do Brasil agora, ganhou o seu primeiro tricampeonato, sendo tetra no ano seguinte, feito jamais igualado no estadual mais antigo do Brasil. Foi artilheiro nos dois anos atuando ao lado do seu ídolo Rubens Salles e em 1921 atingiu o seu recorde na competição (33 gols), sendo novamente campeão. Fez do Paulistano o melhor time do país no início dos anos 20. Em 1925 participou da primeira excursão de um time brasileiro à Europa, impressionando os europeus (em especial os franceses) com um estilo de jogo que nunca havia sido visto no Velho Continente, consagrando ele e seus companheiros como os primeiros Reis do Futebol. Foi campeão paulista também nos anos de 1926/27 e 1929. Manteve a artilharia do campeonato paulista de 1927 a 1929. Mas no último ano o Paulistano acabou com as suas atividades no futebol, tornando-se até hoje um clube de esportes amadores.
Em 1930 é fundado o São Paulo da Floresta, com jogadores do extinto Paulistano e da Associação Atlética das Palmeiras (nenhuma ligação com a Sociedade Esportiva Palmeiras). No ano seguinte conquista o único título do novo clube, o campeonato paulista.
Sua única mágoa foi não ter jogado uma Copa do Mundo. Na primeira, em 1930, realizada no Uruguai, uma briga entre paulistas e cariocas impediram a sua convocação. E em 1934, quando tinha mais de 40 anos, mas ainda jogando muito bem, foi lembrado, mas não aceitou, numa polêmica disputa na convocação dos amadores e os profissionais.
Seus grandes rivais nos anos 20 foram Neco (Corinthians), Heitor (Palestra Itália ? atual Palmeiras), Feitiço (São Bento e Santos) e Petronilho de Brito (Independência e Sírio).
Outro grande feito seu, longe do futebol, foi ter sido sargento de um pelotão paulista na Revolução de 1932.
No ano de 1935 o São Paulo da Floresta encerra as suas atividades, com Friedenreich jogando alguns amistosos pelo Santos Futebol Clube e encerrando a sua carreira no Clube de Regatas Flamengo que, segundo ele, foi uma homenagem à torcida carioca, que sempre o respeitou muito.
ARTHUR FRIEDENREICH E O FUTEBOL PROFISSIONAL
Com todas as histórias que foram contadas não há dúvidas em afirmar que Arthur Friedenreich foi o principal jogador brasileiro durante 20 anos, de 1912 a 1932, época em que o futebol ainda era amador. Mas uma grande mudança estava para acontecer no esporte em que ele reinou. Em 1933 surge o profissionalismo no futebol brasileiro, criado principalmente devido ao êxodo de alguns jogadores brasileiros ao exterior. Para um jogador que já tinha mais de 40 anos, tendo vivido praticamente tudo no futebol, seria o momento certo para encerrar a carreira, não tendo mais nada a provar e para que o seu nome não se sujasse aos olhos dos que admiravam a sua vida futebolística, um craque de tanta longevidade e que nunca havia recebido dinheiro pra jogar. Mas Friedenreich, mesmo veterano, ainda jogava muita bola e tinha muita disposição, aceitou o novo desafio. E coube ao maior jogador brasileiro do amadorismo marcar o primeiro gol do profissionalismo no Brasil, em um amistoso da sua equipe, o São Paulo da Floresta, contra o Santos, na Vila Belmiro, no dia 12 de março de 1933.
Como todas as mudanças que acontecem no mundo, por questões de dúvidas e saber se de fato foram o melhor caminho a seguir, geralmente não são aceitas de imediato pelas velhas gerações. O profissionalismo do futebol brasileiro foi um grande exemplo, sendo que a maioria dos antigos craques não se adaptou, dando lugar a novos jogadores como Leônidas da Silva e Domingos da Guia, que vinham do amadorismo, mas por ainda serem novos e com grandes sonhos, acabaram abraçando bem essa nova forma que o futebol brasileiro seria gerido. Arthur Friedenreich, mesmo sendo o símbolo maior do futebol amador, não teve dificuldades no início. Mas sabia que os tempos eram outros, a estrutura era diferente, ficando pela primeira vez no banco de reservas e, com a idade já avançando, resolveu passar o bastão para os seus discípulos, sem jamais apagar o que representou no seu tempo, mesmo não sendo muito lembrado pelas novas gerações.
Faleceu em São Paulo, cidade da qual nasceu, no dia 06 de setembro de 1969.
Charles Spencer Chaplin nasceu no dia 16 de abril de 1889, na cidade de Londres, capital da Inglaterra. Foi batizado com o mesmo nome do pai, que era ator de teatro. Sua mãe (Hannah) também atuava como artista e era judia. De acordo com o judaísmo, é considerado judeu quem nasce de um ventre materno que seja judaico. Portanto, oficialmente, Chaplin era judeu.
Mas sempre preferiu se declarar como um cidadão do mundo. Da mesma forma que Fried (três anos mais novo) viveu uma infância de desafios, na pobreza da cidade londrina, com um pai alcoólatra e a mãe que tinha problemas mentais, que após se separar teve que criar sozinha ele e o irmão Sydney. Apesar de todas as experiências vividas nesse mundo cruel, serviu de inspiração à Chaplin na criação do seu famoso personagem Carlitos, um mendigo que através da sua condição social tinha que superar as injustiças da sociedade da qual convivia.
Por ter sangue artístico nas veias, o destino do pequeno Charles era seguir a carreira do teatro, tarefa nada fácil no mundo do início do século XX. O cinema já existia desde 1895 através da contribuição dos irmãos Lumière, mas ainda não era o destino certo de todos os artistas, pois como tudo que se inicia ainda era visto com incerteza. E quando a trupe teatral da qual participava fez a primeira viagem aos Estados Unidos no início dos anos 10 chamou a atenção pelo seu talento, tendo no final de 1912 a oportunidade de trabalhar em uma companhia cinematográfica, destino que outro participante, conhecido como Stan Laurel, também iria ter, que seria o futuro Magro da famosa dupla O Gordo e o Magro. Mas mesmo tendo optado por tal profissão, Laurel demoraria mais para se destacar, enquanto que Chaplin, já em 1914, teria um início meteórico através do seu engraçadíssimo personagem.
Nos filmes geralmente o seu nome aparecia como Charlie em vez de Charles, muitas vezes confundindo-se qual era de fato o seu verdadeiro nome. Mesmo o Carlitos sendo bem famoso pelo seu estilo de humor, seus primeiros filmes, nos estúdios de Mack Senett, não eram de forma alguma comoventes, mas sim apresentavam um mendigo que era vítima de muito preconceito, mas que sempre se saía bem, fazendo dos seus antagonistas, que o agrediam antes, tornarem-se vítimas suas. Anos depois manteria o mesmo jeito do antológico personagem, mas acrescentando doses de emoção com obras cada vez melhores. Pelo fato dos seus filmes na década de 10 serem mudos, curtas metragens e em preto-e-branco, faziam dele um personagem impagável no seu tempo tanto para a geração da época como as que viriam depois.
Com o sucesso de Carlitos, era um dos atores mais bem pagos de Hollywood, tendo condições de comprar o seu próprio estúdio.
A partir de 1916 começou a dirigir melhores filmes, pois além de ator, também era diretor e produtor, além de ser o compositor de diversas músicas para o seu trabalho. Seus filmes passaram a ser mais longos, com médias metragens, aperfeiçoando-se cada vez mais. Mas foi em 1921, com um maravilhoso longa metragem, que entrou definitivamente para a história do cinema.
Quando descobriu o talento de um menino que se chamava Jackie Coogan, fez dele o seu parceiro para a sua primeira grande obra de fato, O Garoto, rodado no primeiro ano da década de 20. Mesmo preservando elementos do seu personagem Carlitos, o filme é muito belo, mostrando a importância de uma amizade de um garotinho que foi abandonado pela mãe quando bebê, passando a ser criado pelo mendigo, que mesmo vivendo na pobreza não mede esforços para dar ao seu filho de criação todo o amor e carinho de um verdadeiro pai.
Outros curtas e médias metragens continuaram a ser filmados, mas foi no ano de 1925 que realizou a sua segunda grande obra. Em Busca do Ouro é outro belíssimo filme, apresentando todas as dificuldades de Carlitos em um mundo inóspito (Polo Norte), tentando se enquadrar em uma sociedade também preconceituosa, além da tentativa de conquistar o seu grande amor que o ridicularizava pela sua condição social. Junto com um amigo descobriu a tão procurada Mina de Ouro, que no século XIX tanto envolveu garimpeiros que queriam mudar a sua vida. E no final do filme, já rico, aparece em um navio, com a mulher que amava coincidentemente estando na mesma embarcação, tentando escondê-lo, sem saber que ele estava milionário.
Nesses anos 10 e 20 Charlie Chaplin tinha alguns rivais. Destaco nomes como Harold Lloyd e Harry Langdon. Mas, sem sombra de dúvidas, o grande rival de fato foi Buster Keaton. Conhecido como o Rosto de Pedra, já que tinha uma expressão que não se alterava, também fez diversos filmes curtas e alguns longas, destacando-se em definitivo com o filme A General, de 1927.
Todos os nomes citados praticamente se perderam no cinema sonoro, sem jamais repetir o mesmo talento e sucesso de antes. A dupla O Gordo e o Magro (minha preferida de humor), formada por Stan Laurel (Magro) e Oliver Hardy (Gordo), também iniciaram as suas atividades no cinema mudo, tanto individualmente, quanto em dupla (a partir de 1926), mas mesmo tendo feito curtas metragens mudos muito bons, foi no cinema sonoro que os seus personagens fizeram fama, com curtas e longas. Os Irmãos Marx também foram antológicos comediantes, mas o seu primeiro filme foi em 1929, já sendo falado,  pois o diálogo era uma característica marcante do seu humor, principalmente da parte de Grouxo e Chico, já que o irmão Harpo fazia um personagem mudo. E já nos anos 30 e 40 tivemos os famosos Três Patetas e Bud Abbott & Lou Costelo.
O cinema sonoro surgiu em 1927 com o filme O Cantor de Jazz, interpretado por Al Jolson. Era a primeira experiência, já que a obra não contava com muitos diálogos. No ano de 1928 muitos filmes ainda eram mudos. Em 1929 alguns ainda eram, mas outros totalmente sonoros. E no ano de 1930 praticamente filme algum era feito de forma muda, com muitos atores de destaque, não somente na comédia, tendo que encerrar prematuramente a sua carreira, pois em alguns casos a voz original não agradou aos fãs.
Em 1928, ano do falecimento da mãe de Charlie Chaplin, é rodado o filme O Circo, totalmente mudo, com acréscimo apenas das músicas, como nas suas demais obras. Chaplin faz um papel bem ao seu estilo, em um mundo do qual estava acostumado a conviver desde criança. No ano seguinte ganhou um Oscar. Ele não recebia bem a questão dos filmes sonoros, pois achava que manchava o talento do verdadeiro artista. Declarava que Carlitos jamais falaria. Como ele se adaptaria à nova fase? Um grande ator que fez filmes até os anos 50, quando nem se pensava mais em filmes com mímica. É o que veremos a seguir.
CHARLIE CHAPLIN E O CINEMA SONORO
Quando Charlie Chaplin resolveu rodar em 1931 o seu próximo filme, muitos se perguntavam como seria, já que ninguém mais rodava uma obra muda. O cineasta mais conceituado do mundo tinha que se adaptar ao novo cinema, mas a sua genialidade e popularidade era tanta, que tinha condições de ainda manter o mesmo estilo. Ou quase.
O filme Luzes da Cidade é a história de uma garota cega vendedora de flores. Carlitos, o vagabundo, apaixona-se por ela e busca de todas as formas arrumar dinheiro para que ela volte a enxergar. Consegue o dinheiro, mas acaba sendo preso. A moça também se apaixona, sabendo tratar-se de uma boa pessoa, mas imaginando que seja um homem rico. E no final do filme, já enxergando, ri dele quando vê uns meninos zombando-o, mas quando pega em suas mãos, acaba percebendo quem é e vê que a sua visão está boa graças à boa vontade do mendigo herói. Mas o momento mais curioso do filme é no seu início, quando uma estátua está sendo inaugurada em uma praça e o discurso é feito de uma forma bem engraçada, parecendo que estão falando pelo nariz, sem se entender nada, tendo sim a sonoridade que tanto se pedia. Somente um gênio como Charlie Chaplin seria capaz de realizar um filme tão belo e mantendo o mesmo personagem quando não havia mais espaço para tal tipo de papel.
Somente cinco anos depois Charlie Chaplin voltaria a fazer um novo filme. Ele conseguiria ainda manter o seu personagem mudo? De certa forma, sim. Rodou em 1936 o consagrado Tempos Modernos, que apresenta nas telas do cinema a exploração tão presente nas indústrias de trabalho, com Chaplin trabalhando de forma desgastante, tendo que produzir ao máximo. A atriz Paulette Goddard, sua esposa na vida real, tem excelente participação no filme interpretando uma garota órfã que foge dos detetives que queriam levá-la a um internato. Muitos dos personagens falam, mas Paulette e Chaplin só se comunicam por mímica. Mas quase no final do filme, ambos estão se apresentando em uma festa na tentativa de conseguirem trabalho em um restaurante, sendo que Carlitos teria que se apresentar cantando, não conseguia gravar a letra, com a amiga escrevendo em papéis que coloca nas mangas da sua camisa, mas quando ele começa a dançar perde eles, fica sem saber o que fazer e ela pede para ele cantar qualquer coisa, tendo assim a oportunidade de se ouvir pela primeira vez a sua voz, cantando uma música que ninguém entende o que está sendo dito. E no final do filme caminha pela estrada ao lado de Paulette Goddard com o seu famoso andar, deixando bem claro que o personagem Carlitos estava se despedindo em definitivo.
Nos próximos filmes entregou-se em definitivo ao cinema sonoro. O Grande Ditador (1940), Monsieur Verdoux (1947) e Luzes da Ribalta (1952) foram bem aceitos pela crítica. E ainda teve uma rápida participação no filme A Condessa de Hong Kong (1967).
Mas com todos os elogios feitos e mesmo demonstrando ser capaz de atuar bem nos novos tempos, sua imagem será sempre associada aos seus inesquecíveis filmes mudos, fazendo dele um dos maiores (senão o maior) nomes da história da sétima arte, recebendo nos anos 70 duas estatuetas do Oscar por sua contribuição ao cinema.
Faleceu na cidade de Vevey (Suíça), no dia 25 de dezembro de 1977, em pleno Natal.
Arthur Friedenreich a Charlie Spencer Chaplin, ícones dos anos 20 e 30, que alegraram as pessoas que admiravam os seus respectivos trabalhos, dos quais foram executados com um talento incomum. Artistas por natureza e imortais pelo conjunto da obra.
Imagem: @CowboySL













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