publicidade
O triunfo atleticano poderia ter sido muito mais largo e tranquilo

O triunfo atleticano poderia ter sido muito mais largo e tranquilo

Do UOL, em São Paulo (SP)

Não é exagero afirmar que o Atlético-MG teve, na noite desta quarta-feira, sua melhor atuação na temporada. Velocidade, trocas de posição e marcação implacável foram os ingredientes apresentados pela equipe de Oswaldo de Oliveira, que ainda assim venceu o São Paulo somente por 1 a 0 no Independência. O resultado, dependendo de jogos desta quinta, podem levar o Tricolor de volta à zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

O triunfo atleticano poderia ter sido muito mais largo e tranquilo, mas acabou resumido ao gol de pênalti marcado pelo lateral-esquerdo Fábio Santos. O Galo agora soma duas vitórias seguidas, ambas com Oswaldo no comando, e subiu para a oitava colocação, com 37 pontos. Já os são-paulinos, param com 31 pontos. Foi o primeiro revés após quatro partidas e mais de um mês.

Se o Sport ganhar e Fluminense e Ponte Preta empatarem nesta quinta - enfrentam Vitória, Flamengo e Santos, respectivamente -, o Tricolor de Dorival Júnior regressa à zona de rebaixamento.

Na 28ª rodada, o Atlético-MG visita o Sport, às 17h de domingo, na Ilha do Retiro. No dia anterior e às 21h, o São Paulo recebe o Atlético-PR, mas atuará no Pacaembu, já que o Morumbi está fechado para shows.

Os melhores

A grande atuação atleticana teve como condutor Robinho, o grande nome desta reação dos mineiros no Brasileirão. Depois de fazer os dois gols da vitória sobre o Atlético-PR na rodada passada, o craque criou as melhores chances do Galo diante do São Paulo. Os efeitos desse grande desempenho só não foram maiores porque Sidão mais uma vez se mostrou iluminado para fazer grandes defesas. O goleiro foi quem se salvou em uma noite ruim dos tricolores.

Os piores

Bruno Alves se perdeu com a movimentação de Robinho e cometeu pênalti infantil, que resultou em gol do Atlético-MG. Lucas Fernandes, que ainda não engrenou desde que virou titular, se limitou a toques de lado e só chamou atenção por ter sido o responsável pelo primeiro chute do São Paulo no jogo, aos 24 minutos do primeiro tempo. No Galo, a pior atuação ficou com Fred, que perdeu duas chances claríssimas e desapareceu na etapa final.

Homenagens

O duelo entre mineiros e paulistas contou com um minuto de silêncio antes da bola rolar. O ritual foi dedicado às vítimas de uma creche na cidade de Janaúba, em Minas Gerais, e também à Tia Célia, torcedora símbolo do Atlético. Célia cuidou por 37 anos da entrada de crianças com o time nos jogos do Galo e morreu na semana passada.

Machucado e no banco

Um edema na panturrilha direito causou contratura muscular e tirou Diego Lugano das opções de Dorival Júnior para pegar o Galo. Isso não significa, porém, que o zagueiro tenha ficado fora do jogo. O uruguaio pediu para viajar até Belo Horizonte, chegou nesta quarta-feira junto com Rodrigo Caio, que estava com a seleção brasileira, e se juntou aos companheiros para ficar até no banco de reservas. Tudo para não abandonar os companheiros na luta contra o rebaixamento.

Jejum dos artilheiros

O duelo em Belo Horizonte expôs a fase ruim vivida pelos centroavantes de Atlético-MG e São Paulo. Fred e Lucas Pratto, companheiros até fevereiro deste ano, chegaram a 11 partidas em jejum de gols. Para os dois, é o maior período de seca desde que chegaram - ou voltaram - ao Brasil. Pratto marcou seu último tento contra o Vasco, em 19 de julho, e duas vezes parou em Victor nesta quarta-feira. Fred não marca desde 16 de julho, contra o Atlético-GO, e saiu apagado para dar lugar a Rafael Moura aos 32 minutos.

Entrou ou não entrou? Eis a questão!

Aos 15 minutos, os atleticanos já haviam perdido pelo menos duas chances claras quando Valdivia recebeu cruzamento na direita e jogou para o meio da área. Na confusão, Sidão defendeu duas vezes e, na terceira, jogou o perigo para longe. O problema é que houve dúvidas se a bola já não havia entrado na última intervenção do goleiro tricolor. Os jogadores do Galo reclamaram muito, bem como a torcida no Independência. No segundo tempo, aos 20 minutos, um lance parecido fez os atleticanos pedirem gol, mas ficou clara a ação de Sidão antes de a bola entrar.

Sonho e pesadelo

O primeiro tempo dominado amplamente pelo Atlético-MG foi construído quase todo por um atalho encontrado pelos alvinegros. Bruno Alves, confuso na caça a Robinho, teve atuação muito ruim e foi salvo três vezes pelos companheiros de defesa. O Tricolor saiu no lucro ao resistir na etapa inicial, mas em oito minutos do segundo tempo tudo ruiu. E como? Com Bruno Alves vacilando e cometendo pênalti bobo em Valdivia. Fábio Santos, com precisão, tirou de Sidão e converteu a quinta cobrança dele no Brasileirão.

Sem profecia

Depois de oito partidas atuando os 90 minutos, Hernanes foi substituído somente pela segunda vez no São Paulo. O Profeta, que era a ilha de criatividade do Tricolor no primeiro tempo, voltou mal para o segundo e acabou trocado aos 23 minutos. Ao lado dele saiu Lucas Fernandes, e entraram Maicosuel e Shaylon. Antes, Hernanes só havia sido trocado no revés por 2 a 1 para o Coritiba, em seu segundo jogo.

Foto: André Yanckous/AGIF (Retirada do Portal UOL)

Compartilhe:
Imagem Nuvem de Notificações

Últimas do seu time

  • Tabela

  • BRASILEIRÃO 2017

  • Classificação
    Pontos
  • 1 Cor
    58
  • 2 Grê
    49
  • 3 San
    49
  • 4 Pal
    47
  • 5 Cru
    47
  • Veja tabela completa