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No último domingo, diante do Atlético-MG, ele ficou pela primeira vez no banco de reservas com o time titular atuando

No último domingo, diante do Atlético-MG, ele ficou pela primeira vez no banco de reservas com o time titular atuando

Danilo Lavieri
Do UOL, em São Paulo

Felipe Melo vive o momento mais complicado desde a sua chegada ao Palmeiras. A mudança da condição do volante não diz respeito necessariamente a uma queda técnica. O problema é que a ideia de jogo de Cuca restringe as áreas em que o atleta pode atuar.

No último domingo, diante do Atlético-MG, ele ficou pela primeira vez no banco de reservas com o time titular atuando. Contra a Chapecoense, o camisa 30 também ficou sentado durante os 90 minutos, mas, na ocasião, a escalação era alternativa.

O principal ponto diz respeito à mobilidade de Felipe Melo, já que Cuca considera o volante mais lento que seus concorrentes. Por isso, o recuou o máximo que pôde até colocar o meio-campista na zaga, no segundo tempo do jogo contra o Internacional, pela Copa do Brasil.

Seu principal concorrente é Thiago Santos, que foi muito elogiado pelo técnico no empate com o Atlético-MG. Thiago permite que Tchê Tchê e Guerra joguem com menos responsabilidade defensiva. Além disso, com a configuração do jogo de domingo, os laterais escolhidos podem ter mais características ofensivas, como é o caso de Egídio e Mayke.

Com a mudança, Cuca viu uma equipe com mais fluidez no meio-campo. Ele declarou na coletiva de imprensa que vê o Palmeiras recuperando o seu estilo e encheu o concorrente de Melo de elogios.

"O Thiago dá uma consistência grande de cobertura por ambos os lados. Ele tem muito vigor físico e evoluiu muito no passe. A gente gosta muito e confia. E podemos jogar com os laterais mais ofensivos por causa da característica do Thiago. A gente adiantou o Guerra e o Tchê Tchê, porque precisam ter menos preocupação defensiva", explicou.

Fora de campo, Felipe Melo também mudou sua atuação. Bem menos procurado pela imprensa, o atleta passou a falar em entrevistas com mais raridade e deixou de ser "a cara" do Palmeiras. Com Eduardo Baptista, o volante exercia bastante seu papel de liderança e era o que mais vinha a público para falar, seja nas derrotas e nas vitórias.

A onda de "ousadura", como o próprio gosta de falar, passou a ser bem menos frequente. A mudança também tem, claro, relação com a suspensão do atleta na Libertadores. Por não poder atuar por mais quatro jogos na competição sul-americana, o ele passou a ser um ponto de interrogação para Cuca nos confrontos mais importante do ano.

A mudança causa certo temor na torcida e na diretoria. Felipe Melo não encara a reserva com naturalidade e, na sexta-feira, até deixou o treino antes dos demais jogadores, segundos após a atividade acabar. Durante o jogo contra o Atlético-MG, era o único dos reservas que não vestia o uniforme completo.

Cuca sabe do problema, mas aposta no profissionalismo do ex-volante da seleção brasileira para não ter problemas.

"O Felipe é profissional. Ele serve a Sociedade Esportiva Palmeiras da melhor forma e, quando a gente entender que seja necessário, a gente vai utilizar. Ele o Zé, o Fabiano, o Jean... Os jogadores que saíram e isso é natural do profissionalismo. Claro que eu converso com alguns em algumas situações e explico porque estou tirando. Mas quem vai para fora precisa recuperar a titularidade e quem está dentro precisa se manter", analisou.

"Não me preocupo com o salário dos jogadores. Se eu me preocupasse, não escalava quem eu escalei", finalizou.

O próximo jogo do Palmeiras está marcado para 19h30 de quarta-feira, no Couto Pereira, contra o Coritiba. Sem Mina, Borja e Guerra, que servirão suas seleções, o time precisa vencer para não chegar ao quarto jogo sem vencer no Brasileirão.

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