Empresário chama Bernardo de `171´ e cobra R$ 40 mil após confusão em favela

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Do UOL, no Rio de Janeiro

Empresário do ramo alimentício, Andrews Moraes criticou duramente o meia Bernardo, que se envolveu em uma confusão e foi torturado no Complexo da Maré na última semana. Segundo o comerciante do bairro da Ilha do Governador, o jogador do Vasco pediu R$ 40 mil emprestados em janeiro de 2012 e não quitou o débito até o momento.

"Ele chegou até a mim por um amigo em comum, que sabia que eu tinha esse dinheiro na conta e que sou amigo de vários jogadores. Ele veio, pediu o dinheiro e chorou por 10 minutos na minha frente. Nós fomos até o banco e ele assinou os cheques na frente do meu gerente. Quando chegou a época de me pagar, ele não atendeu mais o telefone. Na Ilha do Governador, o Bernardo tem fama de devedor, já deveu R$ 1 mil a DJ e queria aplicar um golpe de estelionato. É 171?, afirmou Andrews à Rádio Globo.

O empresário afirmou ter sido alvo de gozações pelo calote e assegurou a busca na Justiça para ser ressarcido pelo atleta do clube de São Januário.

"Foi feita a denúncia na Delegacia da Barra e lá o Bernardo responde por estelionato. Ele foi intimado a depor sobre esse caso e agora os cheques estão nas mãos da Polícia. Cansei, vamos entrar com a ação. Infelizmente, o Bernardo é um caso perdido e, se o Vasco e os empresários não tomarem atitude, veremos um circo dos horrores acontecer?, encerrou.

O nome do jogador ocupa o noticiário com intensidade desde a última sexta-feira. Bernardo vai prestar depoimento na 21ª DP (Bonsucesso) nos próximos dias. Na ocasião, ele terá de esclarecer as informações levantadas pelos envolvidos na investigação. No relatório da Polícia, o meia do Vasco foi amarrado, torturado e atingido por socos e pontapés. Ele teria se relacionado com a mulher de um dos líderes do tráfico no Complexo da Maré, Marcelo Santos das Dores, conhecido como Menor P. A mulher que se envolveu com Bernardo é Dayana Rodrigues, uma das namoradas do bandido.

De acordo com as primeiras informações dos agentes policias, Bernardo foi salvo pelo lateral Wellington Silva, do Fluminense, nascido e criado na comunidade. Ele pediu aos traficantes para que não matassem o companheiro, alegando que a retaliação seria pior, visto que o local ainda não conta com uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). O volante Charles, do Palmeiras, também estava presente.

Porém, Bernardo revelou a amigos que o jogador do Fluminense só apareceu no local após o desfecho do caso. O meia vascaíno descartou ter passado por um período de espancamento, mas confirmou que foi colocado em um carro pelos bandidos e sofreu tortura psicológica. O atleta foi ameaçado de morte e levou tapas no rosto. Ele está fora do Rio de Janeiro, passa bem e não apresenta sinais físicos de violência. Entretanto, está bastante assustado e teme retornar ao local de residência por causa de represálias.

Dayana levou cinco tiros nas pernas de acordo com os policiais. Dois disparos atingiram a mulher de raspão. Ela foi internada no hospital Souza Aguiar. Aquiles de Abreu Rodrigues, de 56 anos, pai da jovem, negou o relacionamento dela com Bernardo. O aposentado chamou o jogador de "covarde? e "safado? por ter confirmado a suposta mentira do envolvimento com Dayana frente aos bandidos do Complexo da Maré.

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