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O auxiliar santista é uma espécie de aposta da diretoria para o futuro

O auxiliar santista é uma espécie de aposta da diretoria para o futuro

Samir Carvalho
Do UOL, em Santos (SP)

O ex-meia Elano comandando o time do banco de reservas será o principal atrativo para o torcedor do Santos no duelo contra o Botafogo, nesta quarta-feira, às 21h (de Brasília), no Pacaembu, válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

Elano exerce atualmente a função de auxiliar fixo do Santos e comandará o time de forma interina diante dos cariocas. Anunciado como novo técnico do clube, Levir Culpi deve assumir já no duelo contra o Atlético-PR, no próximo fim de semana, em Curitiba.

O auxiliar santista é uma espécie de aposta da diretoria para o futuro. Muito próximo do presidente Modesto Roma e outros cartolas, Elano ganhou fama de "expert" em futebol até antes de encerrar a carreira de atleta por causa de seus discursos ao lado dos dirigentes.

Agora, o ex-meia pretende deixar boa imprensa na prática e assumir o papel de "homem de confiança" de Levir. Com Dorival Júnior, Elano não tinha muito espaço, pois o ex-treinador do Santos centralizava a função de auxiliar para o seu filho, Lucas Silvestre.

Na primeira atividade como treinador, Elano demonstrou autoridade. "Ressuscitou" o coletivo, abolido por Dorival Júnior, posicionou os atletas, cobrou velocidade na transição entre defesa e ataque, e disparou até broncas.

"Esse lado meu de diretoria e de jogadores. Os dois lados me conhecem, da minha sinceridade. Nunca passei a mão na cabeça de ninguém. Eu tenho liberdade para entrar no vestiário, não entro porque não faço parte do ambiente. Se eu tiver que entrar para conversar e chamar para jantar, eu vou entrar. Não vou deixar de cobrar o Renato porque sou amigo há 20 anos", afirmou Elano.

Elano não se intimidou em modificar o time que era utilizado por Dorival Júnior. Foram quatro mudanças no total, incluindo o meia Vecchio, que não jogou uma partida sequer neste ano. O argentino foi afastado duas vezes por Dorival Júnior e, inclusive, não foi inscrito no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores da América.

Além de Vecchio no lugar de Vladimir Hernández, Elano também acabou com as improvisações na escalação ao colocar Matheus Ribeiro na vaga de Copete na lateral-esquerda. Kayke no lugar de Ricardo Oliveira, que sente dores no tornozelo esquerdo, e Arthur Gomes no lugar de Bruno Henrique, suspenso, foram as outras alterações do auxiliar.

"Não posso abrir mão de muitas coisas boas que o Dorival fez, mas sou um cara de personalidade. Não sou o treinador do Santos o ano inteiro, mas nesse momento eu sou e tenho que colocar o que eu acho que vai ser bom, ainda mais conhecendo o grupo. Toda a situação ou movimento, se não ganha, é prejudicial. O que serve para o jogo é o que estou fazendo, é o que eu acho. Se vier outro treinador, ele terá a sua maneira e eu colocarei os pontos positivos e negativos para ele", disse.
Botafogo jogará repleto de desfalques

O Botafogo chega ao Pacaembu repleto de desfalques. Camilo não jogará com dores nos ombros. Além do camisa 10, o Alvinegro também não terá o goleiro Gatito Fernández, que defende a seleção paraguaia, Bruno Silva, suspenso por três cartões amarelos, Victor Luis, que teve um problema no joelho esquerdo contra o Flamengo, e Guilherme, que não se recuperou de lesão. Isso sem contar Airton, que fraturou a tíbia.

Jefferson e Montillo estão liberados pelo departamento médico. O camisa 7 foi liberado e volta a ser relacionado após dois meses. O goleiro, por outro lado, ainda fará mais alguns jogos-treinos para voltar aos gramados. Lindoso, recuperado de lesão, vai para o jogo.

Foto: Divulgação/Santos

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