Santos terá 14 dias de folga até voltar a enfrentar o Santa Fe pela Copa LIbertadores

Santos terá 14 dias de folga até voltar a enfrentar o Santa Fe pela Copa LIbertadores

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

O recomeço do Santos e do próprio técnico Dorival Júnior à frente do clube, após a eliminação precoce no Campeonato Paulista, passa pelo confronto diante do Santa Fe-COL, na próxima quarta-feira (19), pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América.

O comandante santista espera conseguir um bom resultado em solo colombiano para afastar os riscos de demissão e iniciar uma espécie de segunda temporada da equipe no ano.

Após o jogo, o Santos só volta a jogar em 4 de maio contra o mesmo adversário, desta vez em casa. Serão 14 dias sem nenhum jogo, tempo incomum de preparação. Dorival espera utilizar o período, principalmente, para corrigir falhas, recuperar alguns jogadores e realizar trabalhos específicos.

O sistema defensivo do Santos, por exemplo, foi muito criticado durante o Estadual. O zagueiro Cleber, principal contratação, pouco jogou e terminou a competição como reserva de Lucas Veríssimo.

Durante o Paulista, o treinador testou a formação com somente um zagueiro de origem e um volante atuando na função para melhorar a transição entre defesa e meio de campo. A opção foi criticada por sua vulnerabilidade e acabou abortada, mas pode ser trabalhada novamente.

O treinador ainda lamentou o fato de durante toda a temporada não ter conseguido contar com todos os jogadores à disposição, a exceção foi justamente o último jogo, que culminou com a queda do Paulista nas quartas de final. Agora, terá um longo período para entrosar o time considerado ideal.

O período é semelhante ao de quando assumiu, em julho de 2015. Dorival teve algumas semanas livres seguidas de trabalho para ajustar a equipe. Na ocasião, promoveu Zeca, de saída do clube, à titularidade absoluta da lateral esquerda. Além disso, promoveu alterações no meio de campo e trabalhos táticos que fizeram a equipe se destacar pelo ataque letal, formado por Ricardo Oliveira, Geuvânio e Gabriel Barbosa. O Santos ocupava o grupo dos quatro rebaixados e passou a disputar uma vaga para a Libertadores.

Já para esse primeiro confronto, o treinador teve mais de uma semana com relação ao jogo com a Ponte Preta para preparar a equipe.

Dorival sofre pressão nos bastidores e pode até perder o seu emprego em caso de resultado negativo. Publicamente, o presidente Modesto Roma Júnior assegurou a sua permanência alegando não ser possível ganhar títulos com um técnico "ping-pong".

Na Libertadores, o Santos lidera o Grupo 2, com quatro pontos. O rival vem logo na sequência, com três. Dependendo dos resultados, a equipe pode terminar fora da zona de classificação.

Foto: Ivan Storti/ Santos FC

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