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Zico e Senna tiveram grande envolvimento com a Terra do Sol Nascente

Zico e Senna tiveram grande envolvimento com a Terra do Sol Nascente

Oficialmente, a imigração japonesa para o Brasil teve início há exatos 109 anos, em 18 de junho de 1908, com a chegada do grandioso navio Kasato Maru, que aportou em Santos trazendo mais de 700 lavradores que foram trabalhar prioritariamente no oeste paulista, nas lavouras de café.

Aqui perto do meu trabalho, fica o lugar mais japonês do Brasil, o bairro da Liberdade, com seus tradicionalíssimos restaurantes (nada de cream chease nos sushis), lojinhas onde se encontram desde os mangás com suas meninas de olhos enormes, até os amuletos maneki neko, aqueles gatos que ficam com uma das patas levantadas, segundo a tradição, para atrair sorte.

LIGAÇÃO ENTRE BRASIL E JAPÃO NO ESPORTE

Não foram poucos os japoneses nativos ou descendentes que se destacaram no esporte brasileiro, bem como os brasileiros que fizeram o caminho contrário, encantando os japoneses.

SÉRGIO ECHIGO, filho de japoneses, jogou pelo Corinthians entre 1964 e 1965, e notabilizou-se por ter inspirado Rivellino no mais emblemático drible do "Reizinho do Parque", o famoso elástico. Eles jogaram juntos pelos aspirantes do Corinthians.

Depois de jogar pelo Timão, Echigo jogou pelo Bragantino e fez o caminho inverso, ou seja, foi jogar no Japão, pelo Towa Fudosan. Hoje, mora em Tóquio.

Encontro entre Sérgio Echigo e Rivellino. O filho de japoneses inspirou o "Reizinho do Parque", que imortalizou o "elástico", seu emblemático drible. Foto: Portal Terceiro Tempo

KANECO,  o Alexandre Carvalho, que morreu aos 70 anos no último 18 de abril,  também inventou um drible, a exemplo de Sérgio Echigo, a "carretilha", que aliás está muito bem documentada no vídeo abaixo, em partida do Santos contra o Botafogo de Ribeirão Preto na Vila Belmiro, em 09 de março de 1968. Kaneco aplicou o drible sobre o lateral Carlucci e cruzou para o centroavante Toninho Guerreiro marcar na vitória do Peixe por 5 a 1.

 

Milton Neves e o saudoso Kaneco na Vila Belmiro. Foto: Portal Terceiro Tempo

PAULINHO KOBAYASHI, foi outro descendente de japoneses que atuou pelo Santos, assim como Kaneco. Hoje treinador, Kobayashi até jogou fora do Brasil, mas não por equipes japonesas. Ele defendeu quatro times gregos, entre 1999 e 2003.

Paulinho Kobayashi ao lado da esposa Daniela, em 2015. Foto: arquivo pessoal de Paulinho Kobayashi

KALÉ, o Dorival Carlos Esteves, tem uma forte ligação com o Japão. Ele foi o primeiro brasileiro a atuar no futebol japonês, pelo Yanmar Diesel de Osaka (depois Cerezo Osaka), estreando pelo time em 1968. Antes, no Brasil, jogou pelo Juventus.

Vigoroso lateral-direito, Kalé reside em Botucatu, cidade onde nasceu em 05 de março de 1948. Foi eleito o melhor lateral-direito do futebol japonês por três anos consecutivos (Chuteira de Ouro, em 1970/71/72).

"Fui o primeiro negro a atuar no futebol japonês e nunca sofri preconceito. Sempre fui muito respeitado e querido no Japão, um país maravilhoso", disse Kalé em entrevista ao Portal Terceiro Tempo, em 10 de setembro de 2014.

CLIQUE AQUI E VEJA A ENTREVISTA COMPLETA DE KALÉ A MARCOS JÚNIOR MICHELETTI NA REDAÇÃO DO PORTAL TERCEIRO TEMPO.

Em Kioto, contra o Mitsubishi, em 1970. O lateral-direito Kalé despacha a bola para o ataque. À direita, o atacante Sugiyama. Kalé foi o primeiro brasileiro a jogar no futebol japonês. Foto: arquivo pessoal de Kalé

 

HUGO HOYAMA, mais famoso mesatenista brasileiro, é outro atleta brasileiro descendente de japoneses que se destacou, tendo conquistado dez medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos e participou de uma Olimpíada, em 1996, em Atlanta, terminando em nono lugar.

Hugo Hoyama e o músico Marcos Kleine em 23 de setembro de 2016, no Palestra Itália, na festa de veteranos do Palmeiras. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

ZICO, o "Galinho de Quintino", não foi amado apenas entre os brasileiros, sobretudo os flamenguistas. Hoje treinador, Arthur Antunes Coimbra fez sucesso na Terra do Sol Nascente entre 1991 e 1994, período em que conquistou quatro títulos pelo Kashima Antlers, aliás seu primeiro clube como treinador. Também comandou a seleção japonesa entre 2002 e 2006, neste período à frente da equipe na Copa de 2006, na Alemanha. 

Zico fez grande sucesso no Japão, defendendo o Kashima Antlers entre 1991 e 1994. Foto: UOL

 

AYRTON SENNA teve uma ligação extremamente grande com o Japão. Entre 1987 e 1992 competiu na Fórmula 1 com motores Honda, e seus três títulos na categoria foram com os propulsores japoneses, todos pela McLaren (1988, 1990 e 1991). 

Ayrton Senna e Soichiro Honda, fundador da montadora japonesa. Entrosamento perfeito entre o brasileiro e a filosofia da empresa nipônica. Foto: Divulgação

 

Zico e Senna em 1993. O jogador presenteou o piloto com uma bola. Senna retribuiu com um capacete. Foto: Divulgação

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