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Com apenas quatro dias de trabalho, Cuca já apela ao tratamento individual

Com apenas quatro dias de trabalho, Cuca já apela ao tratamento individual

José Edgar de Matos
Do UOL, em São Paulo (SP)

São cinco partidas sem balançar as redes. Consequentemente, a pressão sobre Miguel Borja excedeu. Maior investimento do Palmeiras para a temporada [R$ 35 milhões], o atacante colombiano agora conta com Cuca como um alicerce para encerrar o jejum e, enfim, embalar com a camisa alviverde. O treinador, a fim de buscar o melhor desempenho do camisa 12, troca a cobrança vista nos tempos de Eduardo Baptista por carinho no dia a dia.

Com apenas quatro dias de trabalho, Cuca já apela ao tratamento individual para acelerar a adaptação do centroavante ao futebol brasileiro. A começar por uma conversa em particular com Borja, ocorrida no início da semana, na Academia de Futebol.

A pressão sobre o atacante, até ressaltada pelo técnico Eduardo Baptista, que chegou a classificar o centroavante como alguém a `peso de ouro´, é ignorada por Cuca, que, no bate-papo com Borja, não tratou do desempenho abaixo do esperado do camisa 12.

"Quero deixar o Borja em campo o jogo todo. Quero que ele entre em campo sem medo de ser substituído", afirmou Cuca, em entrevista concedida na última sexta-feira, antes de explicar o método utilizado para reanimar o colombiano durante a conversa ocorrida na semana.

"Imagina se você fosse lá para a Colômbia e chegasse como o grande nome, e não estivesse fazendo gols. Você ia estar pressionado, né? Lógico. Aí o treinador na Colômbia, os jogadores, iam ter de te acolher, ter paciência até você aprender a `hablar un poquito´, fazer uma `jogadita´ ou outra. Lá na Colômbia, você teria que `dejar´ todo dentro de campo. O que significa isso? Luta, entrega, porque daqui a pouco o homem lá de cima põe a mão e você faz o gol", destacou, antes de dar um recado ao colombiano.

"Não se preocupe em ser artilheiro, ser o melhor; seja guerreiro, que ele vai te ajudar", disse o treinador.

Este discurso de Cuca, no qual sentencia Borja em campo durante os 90min nestes primeiros jogos da nova passagem, se diferencia de Eduardo Baptista, com quem o atacante demonstrou atitudes irritadiças. O antigo técnico palmeirense cobrou publicamente uma entrega maior do centroavante na fase defensiva e não hesitava em sacar o camisa 12 de campo.

Nos últimos sete jogos com a camisa do Palmeiras, Borja fora substituído em cinco partidas; contra o Jorge Wilstermann-BOL, justamente no último jogo de Eduardo Baptista pelo Palmeiras, o colombiano começou no banco de reservas e entrou apenas no intervalo.

Cuca garantiu a presença de Borja e de outros nove atletas (Prass, Jean, Mina, Edu Dracena, Zé Roberto, Felipe Melo, Tchê Tchê, Guerra e Dudu) na partida contra o Vasco, marcada para este domingo, às 16h (de Brasília), no Allianz Parque, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Róger Guedes e Willian disputam a última vaga no time titular.

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