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O jogo da volta acontece no dia 26 de setembro, também uma quarta-feira, no Mineirão

O jogo da volta acontece no dia 26 de setembro, também uma quarta-feira, no Mineirão

Danilo Lavieri
Do UOL, em São Paulo

O Cruzeiro contou com um gol de Hernán Barcos contra seu ex-time para vencer o Palmeiras por 1 a 0 nesta quarta-feira (12), em pleno Allianz Parque, e largar na frente na semifinal da Copa do Brasil. O jogo teve polêmica no último lance: Antônio Carlos balançou a rede após uma saída errada de Fábio, mas o árbitro Wagner Reway anulou alegando falta em cima do goleiro cruzeirense, para revolta geral alviverde.

Embalado pela torcida, o Palmeiras dominou a posse de bola, pressionou e criou mais chances de gol, mas na maior parte do tempo parou na excelente marcação cruzeirense. O time celeste ainda jogou a reta final com um a menos por causa de uma expulsão infantil de Edilson, que ofendeu o árbitro Wagner Reway e recebeu o cartão vermelho.

O jogo da volta acontece no dia 26 de setembro, também uma quarta-feira, no Mineirão. O Cruzeiro precisa de um empate para avançar à final, enquanto qualquer vitória palmeirense por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis.

O melhor: Thiago Neves
O meia cruzeirense foi o principal motor das jogadas de ataque, participando da jogada do gol com um lindo passe em profundidade para Robinho e criando outras chances perigosas. De quebra, ainda ajudou muito na marcação, auxiliando os volantes no combate ao meio-campo do Palmeiras, especialmente no segundo tempo.

O pior: Edu Dracena
Levou a pior na maioria dos duelos diretos com Barcos e sofreu quando precisou sair da área para dar combate. No lance do gol, ficou vendido e permitiu que Robinho recebesse o passe às suas costas, em um raro momento de desorganização da defesa do Palmeiras.

Palmeiras começa abafando e Fábio faz grande defesa
O Palmeiras começou melhor o jogo, empurrado pela torcida, e abafou o Cruzeiro nos minutos iniciais. Logo de cara, criou uma grande chance com Borja, que ganhou da defesa celeste e bateu forte, mas Fábio fez uma defesa espetacular para evitar o gol. Com lançamentos diretos para o ataque e muito jogo pelas laterais, o alviverde ia cercando a bem postada defesa cruzeirense.

Barcos encerra a "seca" na primeira chegada do Cruzeiro
Logo na primeira chegada do Cruzeiro, porém, saiu o gol. Em contra-ataque rápido, Robinho tabelou com Thiago Neves, pegou a defesa do Palmeiras totalmente desorganizada e saiu livre pela direita. Antônio Carlos saiu para dar o combate e Robinho encontrou Barcos livre na área. O centroavante teve calma para dominar e tocar por cima na saída de Weverton, encerrando o jejum de 11 jogos sem balançar as redes.

Pressão alviverde bate na defesa cruzeirense
O Palmeiras manteve a iniciativa do jogo após sofrer o gol e seguiu criando chances perigosas. Dudu quase fez um golaço ao balançar para cima de Edilson e bater rente à trave; depois, Willian recebeu cruzamento da direita e desviou na trave; por fim, Borja recebeu ajeitada de Willian e soltou uma bomba para fora. A metade final do primeiro tempo, porém, foi de controle do Cruzeiro, muito bem postado na defesa. O Palmeiras passou a apostar mais na bola longa e perdeu o ímpeto do início do jogo.

Arrascaeta quase marca, mas sente lesão ainda no 1º tempo
O Cruzeiro esteve perto de fazer o segundo gol nos minutos finais do primeiro tempo, com Arrascaeta. Em contra-ataque, Thiago Neves ficou com a bola na direita e achou um lindo passe para o uruguaio na segunda trave, mas Weverton saiu bem para fechar o ângulo e impedir o gol celeste. Pouco depois, Arrascaeta sentiu lesão e precisou deixar o gramado ainda antes do intervalo, dando lugar a Rafinha.

Felipão vai para cima, Mano se fecha
Com a desvantagem no placar, Felipão voltou para o segundo tempo com uma substituição ofensiva: Thiago Santos saiu, Moisés foi recuado para volante e Lucas Lima entrou para articular o meio-campo. O alviverde ganhou mais qualidade ofensiva e passou a preencher o campo de ataque com mais gente, mas seguiu tendo dificuldades para furar a organizada retaguarda cruzeirense. Do outro lado, Mano respondeu com Bruno Silva no lugar de Robinho, para aumentar o poder de marcação no corredor direito.

Edilson xinga o juiz e é expulso
O Cruzeiro ficou com um jogador a menos aos 35 minutos do segundo tempo, quando Edilson ofendeu o árbitro Wagner Reway após a marcação de uma falta contra o time mineiro. O lateral direito havia recebido apenas cartão amarelo pela infração, mas xingou o juiz na sequência e imediatamente recebeu o vermelho. Mano Menezes e os jogadores celestes reclamaram muito da decisão, mas não teve jeito, e o Cruzeiro precisou terminar o jogo com dez em campo.

Egídio quase faz gol contra bizarro, mas Fábio salva
Com um a mais, o Palmeiras aumentou a pressão nos minutos finais, ameaçando o Cruzeiro com constantes cruzamentos. Em um deles, Egídio quase protagonizou a falha mais feia da noite: completamente sozinho, ele tentou cortar um levantamento para escanteio, mas acabou desviando na direção do próprio gol. Fábio precisou se esticar todo para fazer uma grande defesa e evitar o gol contra do lateral esquerdo.

Falta de público faz mosaico do Palmeiras fracassar
O Palmeiras preparou um mosaico com os dizeres "Primeiro Palestra" para provocar o Cruzeiro, que, assim como o alviverde, também se chamava Palestra Itália nos primeiros anos de sua história. Mas a baixa presença de público no setor leste, o mais caro do Allianz Parque, acabou frustrando a tentativa. O mosaico ficou desfigurado e a mensagem nas arquibancadas acabou ilegível.

Foto: Pedro Vale/Agif (via UOL)

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