Robinho não consegue repetir em 2017 o bom desempenho de 2016

Robinho não consegue repetir em 2017 o bom desempenho de 2016

Victor Martins
Do UOL, em Belo Horizonte

A primeira temporada de Robinho pelo Atlético-MG foi de sucesso. Apesar de ser um ano sem títulos, o camisa 7 voltou a ser artilheiro, algo que só tinha conseguido uma vez na carreira, pela seleção brasileira. O atacante foi o goleador máximo do Campeonato Mineiro, com nove gols, além de ter marcado 26 vezes em 2016, se tornando o jogador do futebol brasileiro com mais gols no ano.

Mas o começo de 2017 não é dos melhores para Robinho. Neste domingo o Atlético enfrenta a URT, pela semifinal do Campeonato Mineiro. No ano passado, neste mesmo período de tempo, o camisa 7 havia disputado 12 partidas com a camisa atleticana e marcado dez vezes – nove pelo Mineiro e uma pela Libertadores.

Já nesta temporada, com dez partidas disputadas até o momento, Robinho tem apenas dois gols. Um pelo Estadual, contra o Tupi, e outro pela Libertadores, diante do Sport Boys. Mas a queda no número de gols não é apenas pelo fato de Fred ser o grande goleador do ano, com 16 gols em 14 partidas. Robinho faz menos gols por estar jogando menos do que em 2016.

Alguns números ilustram bem a queda de rendimento do camisa 7 do Atlético. No ano passado, por exemplo, foram 42 finalizações durante as dez partidas que ele disputou no Campeonato Mineiro. Uma média superior a quatro tentativas por jogo. Foram 26 no alvo e nove delas resultaram em gol. Em 2017, apenas seis finalizações em sete partidas. Média inferior a um chute por jogo.

Apelidado de "Rei das Pedaladas", pela jogada que o caracterizou no começo de carreira, Robinho tem apenas três dribles certos nesta edição do Mineiro, segundo o Footstats. Destaque apenas para as assistências. Já foram três, um dos melhores do elenco alvinegro. Mas nos demais fundamentos, os números de Robinho são discretos para um jogador tão importante para a equipe.

Lesão e posicionamento podem explicar queda

A queda de rendimento de Robinho neste começo de 2017 pode estar ligada à lesão sofrida em janeiro, quando foi capitão da seleção brasileira no amistoso com a Colômbia, disputado no Rio de Janeiro. No final do primeiro tempo, o atacante levou uma pancada nas costas e teve de deixar o jogo. Contusão que afastou Robinho dos primeiros jogos do Atlético na temporada.

Outra explicação pode ser o posicionamento. Embora seja um jogador destro, Robinho fez sua carreira atuando pelo lado esquerdo do ataque. Pegando a bola na lateral do campo e partindo em direção da área. E foi assim que ele atuou em boa parte do Campeonato Brasileiro do ano passado. Aos 33 anos, Robinho tem atuado mais centralizado, por decisão do técnico Roger Machado, que prefere ter o atacante sem obrigações defensivas.

"Se eu quiser gerenciar melhor o esforço do Robinho, ele joga no centro, como um meia atacante, ao lado do Elias, no tripé de meia. Se a gente quiser ter um pouco mais de parceria pelo lado do campo, com ele, Danilo e Fábio, aberto na esquerda. Robinho jogou quase a vida toda do lado esquerdo. É difícil vê-lo do lado direito, embora a gente possa também vê-lo desta forma. Inicialmente, eu o vejo pelo centro, para que seja um articulador e um finalizador", já explicou o treinador do Atlético.

Mas Robinho tem qualidade e capacidade de mudar. O jogo com a URT é uma boa oportunidade para isso. Apesar da artilharia no Mineiro do ano passado, o atacante não marcou nenhum gol nas partidas decisivas da competição. Inclusive perdeu um pênalti no primeiro jogo da final, com o América-MG. Nesta semifinal, que pode colocar o Atlético na decisão do Estadual pela 11ª vez consecutiva, Robinho pode começar a mudar para melhor o que tem feito em 2017.

Foto: UOL

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