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Atlético-PR ficou quase sozinho na briga por grama sintética

Atlético-PR ficou quase sozinho na briga por grama sintética

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

O Atlético Paranaense não aceitará passivamente a proibição ao gramado sintético da Arena da Baixada deliberada no Congresso Técnico do Brasileirão 2017 e com vigência prevista para 2018. O presidente do clube, Luiz Sallim Emed, garantiu que o Furacão irá buscar judicialmente os direitos que têm para manter o piso, vetado por maioria de votos na assembleia realizada no dia 20 de fevereiro a partir de sugestão do presidente do Vasco, Eurico Miranda.

"O Atlético vai ter que buscar os nossos direitos, se isso é aprovado pela Fifa. É uma decisão precipitada. Precisamos buscar. É aprovado, tem todos os critérios. Tem que ter a calma necessária para rebater essa dificuldade", falou Emed, ainda sem esclarecer quais pontos serão discutidos e justificados pelo clube.

Em Portugal, no entanto, o Boavista já teve problemas parecidos com os do clube paranaense e não conseguiu vencer a batalha. Por uma determinação da Liga Portuguesa, o clube da cidade de Porto teve que remover o gramado sintético instalado em 2009 para a temporada de 2015. Por maioria de votos, os clubes da Liga Portuguesa vetaram – como acontece agora com o Atlético – o uso do sintético.

Lá, porém, houve uma diferença substancial: a Liga pagou todo o custo da troca do gramado, cujos valores se aproximaram dos 300 mil euros em 2015, pouco mais de 1 milhão de Reais. A empresa que instalou o gramado do Boavista é a mesma que fez a instalação na Arena da Baixada, a Global Stadium, que cobrou cerca de R$ 4 milhões para o trabalho.

A expectativa do clube paranaense é que a Fifa interceda já que liberou o uso de grama sintética até mesmo para a Copa do Mundo. O Estádio Luzhniki, em Moscou, palco da final do Mundial de 2018, contará com um gramado misto entre sintético e natural. As razões são as mesmas apresentadas pelo Atlético: o clima e a umidade de Moscou.
"Nós acreditamos que essa novidade será um padrão de sustentabilidade para as infraestruturas esportivas, se tornando o primeiro legado da Copa de 2018", declarou à época o CEO de Sustentabilidade da Fifa, Federico Addiechi. A Fifa deu ao Atlético uma renovação da certificação da grama sintética com duração até março de 2018.

Atlético-PR ficou quase sozinho na briga por grama sintética

Na votação que determinou o fim do gramado sintético no Campeonato Brasileiro de 2018, na sede da CBF, além do Atlético, outros quatro clubes votaram a favor da permanência da grama sintética, pelo que apurou o UOL Esporte: Palmeiras, Bahia, Sport e Coritiba.

O Coxa votou com uma ressalva, acatada e já colocada em vigor para 2017: "Queremos que o Atlético nos libere para treinar no gramado um dia antes do jogo", contou o vice-presidente alviverde José Fernando Macedo.

O Palmeiras demonstrou interesse em instalar o gramado no Allianz Parque, e chegou até a fazer reuniões com a diretoria atleticana para entender a logística, ainda em 2016. O Bahia se manifestou publicamente sobre o tema. "Bahia apoia sintético pq (sic) Fifa dá ok e arenas têm problema de iluminação solar. Fonte Nova já tenta nova grama. Mts (sic) clubes têm sintético em CT", publicou o presidente tricolor Marcelo Sant´Anna com linguagem de web no Twitter. O Sport confirmou o voto pró-sintético à imprensa pernambucana, sem mais alegações.

Foto: Facebook/Os Fanáticos

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