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O ex-jogador de basquete Wlamir recebe a maior homenagem da sua vida

O ex-jogador de basquete Wlamir recebe a maior homenagem da sua vida

No dia 22 de outubro de 2016, Wlamir Marques foi homenageado pela diretoria do Sport Club Corinthians Paulista, com o seu ginásio passando a ter o seu nome. Uma justíssima homenagem, pois a história do basquete corinthiano e do seu ginásio devem muito ao formidável Wlamir!

Wlamir Marques nasceu em São Vicente, Litoral Sul do Estado de São Paulo, no dia 16 de julho de 1937. Quando era menino, gostava muito de futebol, sendo inclusive um bom goleiro. Mas nas Olimpíadas de 1948 (Londres), quando a Seleção Brasileira de Basquete ganhou a sua primeira medalha (bronze), tomou gosto pelo esporte, do qual passou a se dedicar. No mesmo ano já iniciava suas atividades no Tumiaru, clube da mesma cidade que nasceu.

Quando foi contratado pelo XV de Novembro de Piracicaba em 1953, com apenas 15 anos, iniciava um grande ciclo da sua carreira, sagrando-se duas vezes campeão paulista (1957 e 1960). Foi como jogador do XV que passou a jogar pelo Brasil, sendo vice-campeão mundial (1954), medalha de bronze nos jogos pan-americanos (1955 e 1959), campeão do mundo (1959) e bronze nos Jogos Olímpicos de Roma (1960). Também participou das Olimpíadas de Melbourne (1956). Junto com Amaury, Rosa Branca e outros formou aquela que é considerada a mais espetacular geração do bola ao cesto brasileiro de todos os tempos. Eles estavam substituindo aos poucos outros grandes jogadores, que eram o Angelim (Corinthians) e o Algodão (Flamengo), sempre comandados pelo treinador Kanela.

Dono de uma fabulosa técnica com a bola dominada, Wlamir fazia muitos pontos nas partidas, em um tempo que não existia a cesta de três pontos, sendo algum deles com fantásticas enterradas e de chuá.

Além de ser o mais espetacular jogador brasileiro do seu tempo, foi eleito em 1961 o melhor da America do Sul. Tal currículo fez com que o Corinthians o contratasse no ano seguinte, tornando-se incomparável com a camisa corinthiana, da qual usou a número 5.

O clube do Parque São Jorge já tinha um passado glorioso no basquete, algo que vinha desde o final da década de 40, com o Bicampeonato Paulista de 1947/48, que de 1950 a 1956 (anos 50) viria um hepta. Era a geração do já mencionado Angelim, Borbola, Massenet e do técnico Angelo Monaco, quando Alfredo Ignácio Trindade era o presidente corinthiano, um período vitorioso, mais conhecido pelos muitos títulos no futebol. Mas quando Vicente Matheus assumiu a presidência pela primeira vez em 1959, o bola ao cesto decaiu muito. Somente no início da década de 60, com Wadih Helu assumindo o cargo, que o esporte voltaria a viver seus períodos de glórias, não somente com a contratação de Wlamir Marques em 1962, mas também com outros nomes, como os de Rosa Branca, Mical, Ubiratan e posteriormente Amaury Pasos (vindo do fortíssimo Sírio), com o Corinthians sendo o principal time brasileiro na modalidade.

No Corinthians Wlamir viveu o esplendor da sua carreira, sendo campeão paulista em 1964/65/66 e 1968/69, sem esquecer-se da inesquecível vitória contra o Real Madrid, que ele mesmo considera como a melhor partida que realizou. Pela Seleção Brasileira foi novamente campeão mundial (1963), prata no Pan-Americano de São Paulo (1963), bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio (1964) e vice-campeão do mundo (1970). Sua última Olimpíada foi na Cidade do México (1968).

A difícil fase corinthiana no futebol foi recompensada no basquete e demais esportes amadores. Foi na década de 60 que aconteceu a construção do ginásio.

Wlamir permaneceu no Corinthians até 1972, saindo após Matheus assumir pela segunda vez a presidência. Teve rápida passagem pelo Tênis Clube de Campinas, encerrando a carreira em 1973.

Depois o consagrado jogador passou a ser técnico, realizando uma boa carreira, mas sem comparação aos seus tempos jogando nas quadras.

Nos anos 80 passou a ser comentarista, tendo passagem pela Rede Globo, estando a muitos anos na ESPN.

Outros períodos de sucesso corinthiano no basquete foram entre 1982 e 1986, com os títulos paulistas de 1983 e 1985. E também entre 1996 e 1997, com o Campeonato Brasileiro e os dois vices na Liga Sul-Americana, sempre liderado pelo famoso Oscar Schmidt, que também viveu grandes momentos na Seleção Brasileira. Mas nada que possa igualar e tão menos superar o período de Wlamir Marques!

COMENTÁRIOS DE ADMIRADORES DE WLAMIR MARQUES

Pedro Luiz Boscato: Wlamir Marques foi espetacular, nunca vi ninguém jogar basquete no Brasil como ele. Teve um dia no Parque São Jorge que com as jogadas sensacionais que ele fez, chegaram a falar que ele era o Pelé do Basquete e eu até falei "Será que ele é o Pelé do Basquete ou o Pelé é o Wlamir do Futebol?", sim porque, com as jogadas que ele fez naquela noite, ah, não sei não...

Nelson José Xavier da Silva: Anos 60, lá estava eu acompanhando os "Globetrotters" do Corinthians. Quinteto fabuloso formado por Wlamir Marques, Amaury, Ubiratan, Rosa Branca e Renê, sob o comando do Prof. Moacir Daiuto. Wlamir era a estrela máxima do basquetebol brasileiro. O "Diabo Loiro" era infernal com suas jogadas mirabolantes, penetração, defesa, passes e dribles desconcertantes. Era sempre ele o cestinha do time. E olha que naqueles tempos não existia a cesta de três pontos. O nosso ala nº 5 foi bicampeão mundial pela Seleção Brasileira (1959/1963) e, nos dez anos de Corinthians, foi Campeão Paulista oito vezes seguida. Na época dizia-se que o Wlamir era o Pelé do basquetebol, na verdade o Pelé era o Wlamir do futebol. Grande Wlamir!

Joaquim Ignacio Netto: É preciso lembrar que na saída da adolescência de Wlamir Marques, esteve quase optando pelo futebol. Jogou futebol e basquete pelo Tumiaru e treinou no gol do Santos FC no tempo em que o Pepe estava começando. O Flamengo do Rio ficou vivamente interessado naquele garoto genial, tanto no basquete quanto no futebol, a ponto do Kanela pedir a opinião do Fleitas Solich sobre o rapaz: fica no futebol ou no basquete. Na ocasião, em ficando no Flamengo, seria o primeiro reserva do goleiro Garcia; no entanto, a família do Wlamir não o queria fora de São Paulo, precisava terminar os estudos e, por fim, acabou optando pelo basquete, tornando-se "O Diabo Loiro", player infernal, o maior jogador de basquete brasileiro em todos os tempos...

Fica em memória a atuação do Wlamir contra a União Soviética no Ibirapuera. Naquele dia o Wlamir só faltou fazer chover!

Raul Drewnick (Jornalista): Sobre o Wlamir Marques, só tenho lembranças épicas. Sempre gostei muito de basquete! Vi a inauguração do Ginásio do Ibirapuera, em 1957. Era um jogo do Corinthians (se não me engano, com a seleção do Uruguai).

Época do Angelim, do Borbola e outros jogadores lendários. O maior de todos naquele tempo era justamente o Wlamir. Anos depois, em 1995, tive o prazer de ver meu filho Edu participar do time de basquete do Corinthians liderado pelo Oscar. Foi uma equipe vitoriosíssima.

Que oportuna essa homenagem ao Wlamir, com o ginásio corinthiano passando a ter o seu nome! Além de maravilhoso atleta, é uma dessas pessoas raríssimas hoje, pela educação, pela gentileza e outras virtudes mais.

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