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Desde que bateu o Grêmio por 1 a 0 pela Copa do Brasil, no dia 21 de setembro de 2016, o Atlético não sabe o que é vencer longe de sua sede

Desde que bateu o Grêmio por 1 a 0 pela Copa do Brasil, no dia 21 de setembro de 2016, o Atlético não sabe o que é vencer longe de sua sede

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL, em Curitiba

A quarta-feira é decisiva para o Atlético Paranaense na Copa Libertadores. Sem sequer o direito de empatar com menos de três gols, só a vitória interessa ao Furacão contra o Deportivo Capiatá, do Paraguai, às 21h45 no acanhado Estádio Erico Galeano Segovia, em Capiatá, região metropolitana de Assunção, capital do Paraguai. Além do surpreendente adversário e de um campo que não faz inveja aos mais rústicos estádios do interior brasileiro, o Rubro-Negro ainda precisa se livrar de um tabu de cinco meses sem vitórias longe de Curitiba.

Desde que bateu o Grêmio por 1 a 0 pela Copa do Brasil, no dia 21 de setembro de 2016, o Atlético não sabe o que é vencer longe de sua sede. De lá para cá, 9 jogos com 6 derrotas e três empates. O alento é que dois destes três empates foram contra Corinthians e Fluminense pelo Brasileirão, em jogos que garantiram a classificação para a Libertadores. O porém é que, depois do 3 a 3 em Curitiba, o empate só serve se for com pelo menos 3 gols, para a disputa se encaminhar aos pênaltis, como contra o Millonarios, na fase anterior.

"Sabemos das dificuldades, mas sabemos também da força que temos. É uma oportunidade para definir bem o que queremos ser como equipe nesta temporada", disse o técnico Paulo Autuori em entrevista ao site oficial do clube. Sob seu comando, o Atlético venceu apenas 5 dos 31 jogos que fez sem mando de campo. A grande dificuldade do treinador é fazer com que sua equipe tenha longe da Arena o mesmo desempenho que tem como mandante – o melhor do Brasil em 2016. "A equipe tem que ser aquilo que ela é. Logicamente, vendo os pontos que o adversário é forte, precavendo-se. Para isso, é preciso estar concentrado, atento e com muita capacidade de reação ao que o adversário propõe ao jogo", afirmou.

Em Capiatá, o Atlético encontrará um clube que é o oposto do que ele próprio se propõe a ser. Longe da moderna Arena da Baixada, o Estádio Erico Galeano Segovia tem capacidade para apenas 15 mil pessoas e fica em uma zona rural da cidade próxima a Assunção. Do campo, podem ser vistos galinhas, porcos e todo a sorte de animais, em uma região muito simples. Banheiros antigos, portões rotos, vestiários desconfortáveis: é o relato de quem visitou o estádio, o que precede a imagem do Deportivo, clube que pela primeira vez disputa a Libertadores e que já fez história ao reverter um placar de 1 a 3 sofrido em casa contra o Universitário, do Peru, ao vencer fora por 3 a 0.

Esse cenário seria o do jogo de ida, mas a Conmebol, sem muitas explicações, marcou as partidas com mando invertido ao que previa o regulamento em seu Artigo 3, parágrafo 3.4, no qual se determinava que a equipe de melhor ranking jogaria a última partida em casa. Ao time de Paulo Autuori, restou a missão de vencer um time que demonstrou muita força em Curitiba. "Temos uma ideia clara do que será o jogo deles. Não vai fugir muito das características que apresentaram. É uma equipe que trabalha muito com bolas longas, disputando a primeira e a segunda [bola]. Precisamos estar atentos."
Deportivo Capiatá x Atlético Paranaense
Estádio Erico Galeano Segovia, Capiatá, Paraguai
21h45

D. Capiatá
Medina; Bonet, Ortigoza, Néstor González e Martínez; Noguera, Ledesma, Alexis González e Irrazábal; Mendieta e Roberto Gamarra. Téc.: Diego Gavilán.

Atlético-PR
Weverton; Jonathan, Thiago Heleno, Paulo André e Sidicley; Otávio, Lucho González, Carlos Alberto, Pablo e Nikão; Grafite. Téc.: Paulo Autuori.

Foto: Reprodução

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