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VoltarÁgua mole em pedra dura... Por @olheiros.net
Após bater na trave em três torneios, geração /93 do Fluminense conquista o Carioca Sub-20
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Taça OPG, Brasileiro Sub-20 e Copa São Paulo. Entre a metade final de 2011 e o início deste ano, os juniores do Fluminense bateram na trave em três importantes competições, sempre ficando com o vice-campeonato. Ainda que o potencial da geração /93 tricolor seja incontestável, nada como um título para coroar o ciclo de muitos destes jogadores na base. E quebrando um jejum de três temporadas, o Flu sacramentou na última semana o título do Campeonato Carioca Sub-20, com vitória sobre o Nova Iguaçu na final.
Mesmo desfalcado de jogadores como Wallace, Matheus Carvalho e Marcos Júnior durante quase todo o campeonato (sem contar os /92 Wellington Nem e Elivélton, este último que reforçou a equipe na decisão), o tricolor fez uma campanha muito sólida. Foram 24 vitórias em 31 jogos, além da ótima marca de 80 gols anotados. A equipe fez a segunda melhor campanha da competição, atrás apenas do surpreendente Nova Iguaçu.
A base foi praticamente a mesma que ficou com o vice da Copinha. Silézio, que começa a demonstrar cada vez mais segurança debaixo das traves, é o dono da camisa 1 e treina regularmente com o time principal. Na lateral-direita, Fabinho, de grande destaque na Copinha e autor de cinco gols no estadual, foi vendido recentemente para o Rio Ave por 1 milhão de reais.
Ainda que seja um jogador de muito potencial e de seleção brasileira sub-20, o Flu conta com um substituto à altura: o ótimo /94 Igor Julião, que concentra muitas expectativas em Xerém. Sem contar Wallace, claro, que desde o ano passado integra o time principal comandado por Abel Braga e é reserva imediato de Bruno.
Na zaga, ainda que Wellington Carvalho e o consolidado Elivélton tenham disputado os jogos finais, Ighort, ex-Bangu, e até mesmo o promissor /95 Ygor Nogueira foram utilizados em diversas oportunidades no time titular. Na lateral-esquerda, olho em Fernando, jogador de ótima chegada ao ataque e muito versátil, podendo atuar no meio-campo.
O meio-campo, sobretudo na parte ofensiva, também se desenha promissor. Eduardo é nome certo no time principal muito em breve, assim como Higor, jogador do Flu que mais atuou no estadual (27 partidas). Voluntarioso, técnico e com muita precisão nas bolas paradas, tem vaga na seleção sub-20 com sobras. Outros coadjuvantes também se destacaram, como o volante Rafinha e o meia Rafael Assis, bem como o pouco badalado Caio Barbosa, autor de sete gols na competição.
Michael, com uma excelente média de 17 gols em 22 jogos (artilheiro do time), surge como um dos melhores centroavantes /93 do país, até pela falta de concorrência. Na grande final, ele ganhou a companhia de Matheus Carvalho no setor de ataque, mas coube ao goleador se virar “sozinho” na frente durante toda a competição. Sem pressa para lançar os jovens, o Flu conta com uma geração não apenas talentosa, mas também muito bem trabalhada. E se ainda havia alguma desconfiança em relação aos meninos por conta do retrospecto negativo em finais, ela certamente já deixou de existir.
Imagem: @CowboySL