• Londrina estreia com empate no Campeonato Paranaense

    - Por Túlio Nassif / há 1 mes

    Redação Bola Furada - A bola rolou pela primeira vez em uma partida oficial no Estádio do Café na temporada 2017. A estreia no Campeonato Paranaense não foi da forma que o time, torcida e comissão técnica imaginava. O Prudentópolis Futebol Clube deu trabalho para o LEC e quase ficou com os três pontos.

    Para quem esperava um baile do Londrina e uma vitória tranquila, foi surpreendido com a atuação em campo. A partida começou morna, sem muitas jogadas de ataque das duas equipes. Aos 31 minutos do primeiro tempo, os visitantes desencantaram e balançaram as redes. Kairo deu um ótimo passe e Edu Raposa guardou a bola.

    Poucos minutos depois, o técnico Claudio Tencati realizou uma alteração ainda na primeira etapa, algo que não é acostumado fazer. O atacante Wellisson, que tomou um cartão amarelo, saiu e entrou o meia Celsinho. Com a apresentação muito ruim do Tubarão, o Tigrão quase ampliou o marcador em duas jogadas já nos acréscimos. O elenco alviceleste foi para o vestiário sob vaias da torcida.

    No início da segunda etapa a torcida levou um susto. Aos 2 minutos, o goleiro Alan teve trabalho e salvou o gol no chute do lateral Fabinho. Logo depois, o time deu uma respirada e Celsinho quase marcou de falta em duas oportunidades. Os técnicos realizaram as substituições e com Júlio Pacato o Londrina melhorou o desempenho.

    Tencati colocou o menino Lucas Machado em campo. O jovem, que estava recentemente com o Tubarãozinho na Copa São Paulo de Futebol Júnior, entrou e igualou o placar no Café. O Tubarão pressionou no final da partida, Luizão acertou a bola no travessão, mas não conseguiu garantir os três pontos.


    Londrina 1 x 1 Prudentópolis – 1ª rodada – Campeonato Paranaense
    Local: Estádio do Café
    Data: 29/01/2017 – Horário: 17 horas
    Arbitragem: Cristian Eduardo Gorski da Luz – Assistentes: Adolfo Pereira Borges e Fabricio da Silva Martins

    Londrina: Alan; Lucas Ramon, Luizão, Marcondes e Ayrton; Germano, França (Júlio Pacato), Rafael Gava e Fabinho (Lucas Machado) ; Safira e Wellison (Celsinho). Técnico: Claudio Tencati

    Prudentópolis: Edvaldo; Lito, Cesar Gaúcho, Diego Alemão e Fabinho; Edu Raposa (Jean Lucas), Fernando Gomes, Cícero e Kairo (Thomas); Wagner Libano e Baiano (Mateus Oliveira). Técnico: Milton do Ó

    Gols: Edu Raposa aos 31 min do 1º tempo e Lucas Machado aos 33 min do 2º tempo

    Público pagante: 1600 – Público livre: 321 – Público total: 1921 – Renda: R$ 39.907,00

    PRÓXIMOS JOGOS:
    O Londrina entra em campo no domingo (5), às 17 horas, contra o Toledo no estádio 14 de Dezembro, partida válida pela terceira rodada da competição. Já o Prudentópolis joga na quarta-feira (1), às 20 horas, contra o PSTC em Cornélio Procópio.

    PRIMEIRA LIGA:
    A partida contra o Rio Branco, pela segunda rodada do estadual foi transferida para o dia 15 de fevereiro. Afinal no meio desta semana, na terça-feira (31), às 19 horas, o LEC enfrenta o Avaí na Ressacada pela Primeira Liga.

    Foto: Redação Bola Furada

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  • LEC vence Figueirense fora de casa com gol salvador do M1t0

    - Por Túlio Nassif / há 1 mes

    Redação Bola Furada - O Londrina Esporte Clube, enfim, estreou nesta quarta-feira (25) na temporada 2017, ao disputar a Primeira Liga. A partida contra o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, também marcou a reestreia de um velho conhecido da torcida alviceleste. O meio-campo Celsinho, que retornou ao clube após passagens pelo próprio Figueirense e Paysandu, entrou em campo no segundo tempo para garantir a primeira vitória do Tubarão este ano.

    O único gol do jogo começou nos pés do atacante Safira, que cruzou da direita para o centro da área do Figueirense. O popular M1t0 aproveitou a bola rasteira para estufar as redes do goleiro Thiago Rodrigues.

    Mesmo fora de casa, foi o LEC quem teve as principais chances de abrir o placar. Umas delas, aos 4 minutos do segundo tempo, quando o meio-campo Rafael Gava arriscou de fora da área acertando o travessão adversário.

    Entretanto, durante boa parte do confronto, o que se viu foram velhos problemas do ano passado. Jogo truncado, pouca de criatividade no meio-campo e muitos gols perdidos. Ainda sim, o resultado de 1 a 0 registra o início com o pé direito alviceleste.


    UM VELHO CONHECIDO

    O zagueiro Dirceu, campeão paranaense com o Londrina em 2014, fez sua estreia pelo Figueirense. Mesmo em pouco tempo de clube, o jogador mostrou sua personalidade e espírito de liderança, conquistando o posto de capitão da equipe catarinense, assim como foi no Tubarão.

    FICHA TÉCNICA:

    Figueirense: Thiago Rodrigues; Weldinho, Dirceu, Bruno Alves e Marlon (Morassi); Josa, Elias, Juliano (Yago) e Éverton; Bill e Anderson Aquino. Técnico: Marquinhos Santos

    Londrina: Alan; Lucas Ramon, Luizão, Marcondes e Igor Miranda; Germano, França (Bidia), Rafael Gava (Julio Pacato) e Fabinho; Safira e Wellison (Celsinho). Técnico: Claudio Tencati

    Arbitragem: Ronei Cândido Alves – Assistentes: Breno Rodrigues e Douglas Almeida Costa

    PRÓXIMOS JOGOS:

    O Tubarão faz novamente um jogo fora de casa e em solo catarinense, desta vez, contra o Avaí. A partida será realizada na próxima terça-feira (31), às 19h, no estádio da Ressacada. Já o Figueirense volta a campo somente no dia 24 de fevereiro, quando encara o Paraná Clube, às 19h15, na Vila Capanema.

    PONTAPÉ NOS ESTADUAIS:

    Os campeonatos Paranaense e Catarinense começam já neste final de semana. Enquanto o Londrina estreia no domingo (29), às 17h, contra o Prudentópolis, no estádio do Café, o Figueirense joga mais uma partida em casa, no sábado (28), às 19h30, contra o Brusque.

    Foto: Reprodução/bloglondrinense

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  • Título do Galo na Copa do Brasil é possível? Relembre outras grandes viradas!

    - Por Túlio Nassif / há 3 meses

    O acidente aéreo que envolveu a delegação da Chapecoense ocasionou a paralisação dos torneios brasileiros, mas a Copa do Brasil enfim está de volta. É o primeiro duelo após a tragédia do dia 29 de novembro. E o Atlético-MG vai tentar reverter o resultado negativo contra o Grêmio nesta quarta-feira, 7, às 21h45, na Arena do Grêmio, no jogo de volta da final. No primeiro confronto, os gaúchos saíram na frente e conseguiram uma ótima vantagem em pleno Mineirão, 3 a 1 sobre o rival.

    Ao que tudo indica, o título já tem dono e o Tricolor aguarda ansioso o apito final para levantar a sua quinta taça, permanecendo assim, no topo do ranking nacional como o maior campeão da competição.

    Entretanto, o Galo possui um histórico de viradas incríveis. E algumas delas na própria Copa do Brasil. Se vai ser fácil como o esperado, muitos acreditam que não. Pois, mesmo sem o seu treinador Marcelo Oliveira, demitido após o último revés em casa, a equipe mineira vai contar com o seu décimo segundo jogador, a torcida.

    E foi pensando nessas grandes viradas do Atlético-MG, que resgatei outras oito viradas sensacionais que aconteceram aqui no Brasil.

    Abaixo, relembre:

    Santos 4 x 5 Flamengo - Brasileirão 2011

    Era a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro e o duelo não valia lá muita coisa, mas os três pontos sempre são importantes. O embate na Vila Belmiro, era o encontro de Neymar com Ronaldinho Gaúcho. E esses dois craques, protagonizaram um dos maiores espetáculos nunca visto antes. Após estar perdendo por 3 a 0, o Flamengo conseguiu a façanha de virar a partida e sair com uma vitória por 5 a 4.

    Grêmio 4 x 3 Santos - Copa do Brasil 2010

    Depois de levar um verdadeiro passeio na etapa inicial, descer para o vestiário perdendo de 2 a 0, desperdiçar um pênalti e de quebra, ter um jogador expulso, o Grêmio voltou para o segundo tempo como uma nova postura. O Tricolor Gaúcho marcou quatro gols e deixou a decisão em aberto para a Vila Belmiro, local da partida de volta.

    Corinthians 2 x 0 Atlético-PR - Copa do Brasil 2009

    2 a 0 parece ser pouco para um resultado expressivo, certo? Mas para o Corinthians, esses dois gols contra o Atlético-PR, no Pacaembu, foi uma conquista que veio após muita dedicação. No primeiro jogo, o Timão chegou a estar perdendo de 3 a 0, porém, conseguiu diminuir o marcador para 3 a 2. Na volta, depois de tanto insistir, o Alvinegro Paulista furou a forte defesa do Furacão e balançou as redes, era a classificação garantida.

    Palmeiras 3 x 4 Vasco - Copa Mercosul 2000

    Na época, o palco era o Parque Antártica, estádio que recebeu muitos torcedores que presenciaram a “virada das viradas”. O Palmeiras terminou o primeiro tempo com 3 a 0 a seu favor, mas o Vasco da Gama, de Romário e companhia, fizeram quatro gols na segunda etapa e saíram de São Paulo com o título nas mãos.

    Palmeiras 4 x 2 Flamengo - Copa do Brasil 1999

    O Flamengo havia vencido o Palmeiras por 2 a 1 no Maracanã, na primeira partida das quartas de final da Copa do Brasil. Na volta, as duas equipes empatavam em 2 a 2, resultado que garantia os cariocas na próxima fase, até que, o inspirado Euller, o "Filho do Vento", comandou a reação dando a vitória ao Verdão.

    Santos 5 × 2 Fluminense – Brasileirão 1995

    O Fluminense havia vencido o jogo de ida das semifinais do Brasileirão de 1995 por 4 a 1 e mesmo assim, o Santos não se deu por vencido. Precisando vencer por no mínimo três gols de diferença, o maestro Giovanni comandou o time da Vila, que optou por jogar no Pacaembu. A atuação brilhante do "camisa 10" do Peixe levou os torcedores a loucura, porque no segundo tempo o cenário para a classificação mudou algumas vezes. Méritos do Santos, que saiu com a vitória por 5 a 2 e a classificação para a final.

    Corinthians 4 × 1 Flamengo – Brasileirão 1984

    Com uma campanha espetacular, o Flamengo enfrentou o Corinthians no Maracanã para mais uma consagração. Com um time superior, o Rubro-Negro fez logo 2 a 0 e assim, foi tranquilo para São Paulo disputar o segundo duelo. No Morumbi, a história foi outra. Os cariocas acabaram sendo surpreendidos pelo Timão, quando sofreram uma goleada de 4 a 1. O Alvinegro por sua vez, avançou às semifinais.

    São Paulo 3 × 2 Botafogo – Brasileirão 1981

    Pode-se dizer que o Botafogo era o finalista do campeonato, mas algo saiu errado. Futebol é assim mesmo, "uma caixinha de surpresas". Os cariocas derrotaram o São Paulo no Maracanã por 1 a 0 e, no jogo de volta, no Morumbi, o time da Estrela Solitária fazia 2 a 0. Tudo perfeito? Não! O Tricolor despertou para a realidade conseguiu uma grande virada. A partida terminou em 3 a 2 para os paulistas e a classificação para a grande final garantida.

    Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

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  • Voo do adeus: do outro lado

    - Por Túlio Nassif / há 3 meses

    Dia 29 de novembro de 2016, data que dificilmente apagaremos da memória, marca tragicamente a história do futebol brasileiro e também a mundial. O fatídico acidente aéreo na cidade de La Unión, próximo a Medellín, na Colômbia, que levava praticamente todo o elenco da Chapecoense, já é a maior tragédia envolvendo uma delegação esportiva. Dolorido acompanhar ansioso e à distância as autoridades colombianas confirmarem pouco a pouco a morte de 71 pessoas, que além de atletas, haviam outros profissionais.

    É triste, para nós comunicadores, que trabalhamos com o futebol e quase sempre somos movidos a noticiar acontecimentos de pura alegria, tendo em vista que o esporte proporciona exatamente isso, ter que cobrir e informar uma eventualidade tão cruel como esta.

    Nosso maior orgulho é quando escrevemos algo de qualidade que possa agradar a maioria dos leitores, despertando assim, o interesse em desvendar cada linha do que foi produzido. A consequência deste trabalho vem depois, com uma boa repercussão, fato que torna gratificante e valoriza tanto o nosso esforço e dedicação. Melhor ainda quando nas redes sociais, o assunto “explode/bomba” e vira o mais comentado... Consagração!

    Pode parecer insignificante para você saber disso, mas vivemos em função desse retorno. Nem sempre acertamos, mas fazemos o possível para chegar perto da perfeição. Pois, como muitos dizem, “há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”. Assim é a nossa “profissão-pressão”, na qual a veracidade e rapidez pelos fatos devem ser transmitidos com a maior de todas as responsabilidades.

    Agora, imaginem como foi ver nossas notícias do acidente da Chapecoense serem compartilhadas aos montes nas redes sociais. Compreensível... nosso dever, nossa obrigação, consequentemente nossa recompensa. Méritos de um trabalho realizado com sucesso!

    Entretanto, essa tarefa se tornou algo que inconsciente não nos deu o devido orgulho e, o que nos restou para hoje (30), além de buscar a todo custo ânimos para continuar, foi correr atrás de novas informações positivas dos cinco sobreviventes.

    E assim seguiremos, seja de onde e como for, dando forças ao clube da Chapecoense, mas sem poder dizer das defesas, dribles, chutes e gols daqueles heróis alviverdes, porque chegar a uma final de Copa Sul-Americana não é para qualquer um, nem mesmo para todos os outros profissionais que estavam presentes no avião. Eles com certeza, eram altamente capacitados e merecem a nossa admiração e respeito.

    Então, deixo aqui uma homenagem a todos os amigos, colegas de imprensa, que nos deixaram, a toda delegação do time de Santa Catariana e inclusive a tripulação da companhia aérea.

    Nada é mais importante do que a liberdade de viver...
    Nada é mais forte do que as asas dos nossos sonhos...
    Nada é mais especial do que as nossas crenças...
    Nada, JAMAIS, deve impedir os nossos pés.
    De correrem livremente pela estrada da vida...
    Nada!
    (Lígia Guerra)

    O sonho não acabou, acreditem! Que Deus receba todas as almas em seu santo nome, amém!

    Profissionais de imprensa

    Guilherme Marques, da Globo
    Ari de Araújo Jr., da Globo
    Guilherme Laars, da Globo
    Giovane Klein Victória, da RBS
    Bruno Mauri da Silva, da RBS
    Djalma Araújo Neto, da RBS
    André Podiacki, da RBS
    Laion Espíndola, do Globo Esporte
    Victorino Chermont, da Fox
    Rodrigo Santana Gonçalves, da Fox
    Deva Pascovicci (Devair Paschoalon), da Fox
    Lilacio Pereira Jr., da Fox
    Paulo Clement, da Fox
    Mário Sérgio, da Fox
    Renan Agnolin, Rádio FM
    Fernando Schardong, Rádio AM
    Edson Ebeliny, Rádio AM
    Gelson Galiotto, Rádio AM
    Douglas Dorneles, Rádio AM
    Jacir Biavatti, Rádio FM
    Ivan Agnoletto, Rádio AM

    Delegação da Chapecoense

    Ananias Eloi Castro Monteiro, o Ananias (meia)
    Arthur Brasialiano Maia (meia)
    Bruno Rangel Domingues (atacante)
    Aílton Cesar Junior Alves da Silva, o Canela (atacante)
    Cleber Santana Loureiro (meia)
    Marcos Danilo Padilha (goleiro)
    Dener Assunção Braz (lateral)
    Filipe José Machado (zagueiro)
    José Paiva, o Gil (volante)
    Guilherme Gimenez de Souza, o Gimenez (lateral e volante)
    Everton Kempes dos Santos Gonçalves (atacante)
    Lucas Gomes da Silva (atacante)
    Matheus Bitencourt da Silva, o Matheus Biteco (volante)
    Sérgio Manoel Barbosa Santos (volante)
    William Thiego de Jesus, o Thiego (zagueiro)
    Tiago da Rocha Vieira Alves, o Tiaguinho (atacante)
    Josimar Rosado da Silva Tavares (volante)
    Marcelo Augusto Mathias da Silva (zagueiro)
    Mateus Lucena dos Santos (lateral-direito)
    Luiz Carlos Saroli, o Caio Júnior (técnico)
    Eduardo de Castro Filho, o Duca (auxiliar técnico)
    Anderson Rodrigues Paixão Araújo (preparador físico)
    Anderson Roberto Martins, o Buião (preparador de goleiros)
    Luiz Felipe Grohs, o Pipe Grohs (analista de desempenho)
    Marcio Bestene Koury (médico)
    Rafael Correa Gobbato (fisioterapeuta)
    Sérgio Luis Ferreira de Jesus (massagista)
    Luiz Cezar Martins Cunha (membro da comissão técnica)
    Adriano Wulff Bitencourt (membro da comissão técnica)
    Cleberson Fernando da Silva (membro da comissão técnica)
    Eduardo Luiz Preuss, o Cadu (membro da comissão técnica)
    Gilberto Pace Thomas (assessor de imprensa)
    Anderson Donizette (integrante da delegação)
    Sandro Luiz Pallaoro (presidente)
    Mauro Luiz Stumpf (vice-presidente de futebol)
    Emersson Fabio Di Domenico, o Chinho di Domenico (supervisor)
    Nilson Folle Junior (membro da diretoria)
    Decio Sebastião Burtet Filho (membro da diretoria)
    Jandir Bordignon (membro da diretoria)
    Mauro Dal Bello (membro da diretoria)
    Edir Félix De Marco (membro da diretoria)
    Ricardo Philippi Porto (membro da diretoria)
    Delfim Pádua Peixoto Filho (convidado do clube)
    Daví Barela Dávi (convidado do clube)

    Tripulação

    Miguel Quiroga (piloto)
    Ovar Goytia (piloto)
    Sisy Arias (copiloto)
    Romel Vacaflores (assistente de voo)
    Alex Quispe (auxiliar de voo)
    Gustavo Encina (representante da companhia aérea Lamia)
    Angel Lugo (técnico da aeronave)

    Foto: Facebook/Chapecoense

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  • Acidente aéreo em 1958 com o Manchester United poderia ser evitado

    - Por Túlio Nassif / há 3 meses

    O Brasil acordou mais triste na manhã desta terça-feira, 29, após receber a confirmação das autoridades colombianas de que 71 pessoas morreram no acidente aéreo envolvendo a delegação da Chapecoense, na cidade de La Unión, próximo a Medellín, na Colômbia. Entre os passageiros, estavam jogadores, diretores, jornalistas e tripulantes, apenas cinco de um total de 77 sobreviveram. E com esse terrível acidente, o Portal Terceiro Tempo relembra outro trágico desastre, o dos atletas do Manchester United.

    Já se passaram 58 anos daquele terrível dia e os torcedores veteranos ainda choram por seus heróis.

    Liga dos Campeões da UEFA, a sucessora da Taça dos Clubes Campeões Europeu, era ano de 1958 e a equipe do Machester United voltava de Belgrado, na Iugoslávia, após empatar com o Estrela Vermelha. A partida foi realizada no dia 6 de fevereiro daquele ano, bem jogada e repleta de gols, terminou empatada em 3 a 3.

    Este resultado deu a classificação aos ingleses, que avançaram para as semifinais, uma vez que, o primeiro jogo foi vencido por 2 a 1. Motivo de alegria para os atletas, fãs e torcedores. No entanto, não houve muito tempo para a comemoração.
     
    O vôo BE609, da British European Airways, transportava 11 jornalistas que acompanhavam o elenco dos “Diabos Vermelhos”, além da comissão técnica e dirigente. Após uma escala feita em Munique para reabastecimento, um motor do avião pegou fogo, fazendo com que a aeronave caísse nas proximidades da cidade alemã, na região da Baviera, por volta das 18 horas.

    Ao todo, estavam a bordo 44 ocupantes, dos quais morreram 23. Entre passageiros e moradores do local da queda do avião, morreram 30 pessoas. Oito eram do maravilhoso elenco do Manchester, dos 17 que viajaram à Iugoslávia. Os atletas Roger Byrne, Eddie Colman, Duncan Edwards, Mark Jones, David Pegg, Tommy Taylor, Liam Welan e Greoffrey Bent, nunca voltaram.

    O treinador Matt Busby e o atacante Duncan Edwards ficaram gravemente feridos e apenas três atletas saíram ilesos da catástrofe. Dentre eles, Bobby Charlton, que disputaria a Copa do Mundo daquele ano após três meses do desastre e, em 1966, se sagraria campeão mundial com a Seleção Inglesa.

    Posteriormente, mesmo com o elenco dizimado, o Manchester não desistiu da competição internacional, mas foi eliminado pelo Milan nas semifinais.

    Mas afinal, seria possível evitar esse trágico acontecimento?

    Sim, seria possível!

    Segundo informações de testemunhas, o tempo estava péssimo, com fortes ventos e para piorar, nevando muito. Outro piloto que sobrevoava a região, afirmou que tinha pouca visibilidade naquele dia, devido às péssimas condições climáticas.

    O avião que transportava os jogadores, para agravar a situação, estava com um de seus motores apresentando irregularidades. A torre chegou a ser informada sobre o problema, mas de nada adiantou. Foram duas tentativas de levantar vôo sem êxito.

    Porém, mesmo cientes de que as condições do avião eram precárias e um péssimo horário para a viagem (18h00), 44 pessoas entraram naquele avião com desejo de retornar à Inglaterra.

    Talvez o ímpeto para festejar a classificação junto à família. Talvez a ansiedade de sentir o calor dos torcedores, que acompanharam à distância toda consagração inglesa. Talvez, o simples fato de estar sobre solo britânico. O que sabemos, é que eles não queriam “congelar” no frio da Iugoslávia e muito menos da Alemanha.

    Eles então arriscaram uma terceira decolagem e partiram. O que poderiam fazer era esperar por uma melhoria do clima, algo impossível! Ademais, conter os ânimos que ecoavam de alegria, seria covardia.

    Investigadores alemães concluíram em 1960, que o acidente deve ter sido causado pelo excesso de gelo na pista.

    Mas essa teoria não foi bem aceita pelo Reino Unido. Após cinco anos, o inquérito foi reaberto e a lama foi considerada um motivo preponderante, embora o gelo também fora o essencial agravante.

    Ainda não satisfeitos e com o orgulho ferido, uma nova audiência britânica foi aberta em 1968 e tornada pública em 1969. O relatório final apresentou que as rodas dianteiras, devido a enorme quantidade de lama na pista, fizeram com que a velocidade da aeronave reduzisse na decolagem e assim, aumentando a potência dos motores sobrecarregando aquele (motor) que estava defasado, ocasionando a explosão. A hipótese da neve caindo para retenção de velocidade, embora possível de aceitar como prejudicial, seria improvável julgá-la como principal causa.

    Até hoje a tragédia não foi esquecida. No aeroporto de Munique Riem (atual Franz Josef Strauss), na Alemanha, foi construído um grande memorial e várias homenagens ocorreram no aniversário de 40 anos do acidente, em 1998.
     
    No Twitter: @tulionassif
     
    Foto: Reprodução
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SOBRE O COLUNISTA

Apaixonado por programas esportivos de rádio e televisão, desde a infância é frequentador desses meios de comunicação. Formou-se em jornalismo e logo em seguida pós-graduou em Comunicação Jornalística, pois visava trabalhar com esportes. Mais tarde, concluiu o MBA de Master em Gerência e Administração para entender o mundo dos negócios.