• E sobre segurança, ninguém vai debater?

    - Por Thiago Tufano Silva / há 4 anos

    Menos de uma semana após o triste episódio ocorrido em Oruro, lendo e ouvindo os mais diversos comentários e discussões sobre o assunto, afirmo com extrema tristeza: por enquanto, tudo indica que a morte de Kevin Espada foi em vão.

    O caso deveria servir para escancarar todos os problemas que existem na organização das competições do futebol sul-americano.

    No entanto, até agora, só escancarou o quão pequeno pensam os que debatem futebol no Brasil, sejam dirigentes, jornalistas ou torcedores.

    Esperava, honestamente, acompanhar uma discussão sobre as melhorias na organização das competições, o que poderia ser mudado na revista do torcedor na entrada do estádio, entre outros temas fundamentais.

    No entanto, pelo andar da carruagem, não me espantaria se me deparasse em algum veículo com a seguinte enquete: qual torcida mata mais?

    A morte de Kevin deveria ser um divisor de águas na organização do futebol sul-americano.

    No entanto, pelo menos aqui no Brasil, tem servido apenas para acirrar ainda mais a rivalidade clubística.

     
    Foto: Reprodução/UOL

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  • E sobre segurança, ninguém vai debater? Por @TufanoSilva

    - Por Thiago Tufano Silva / há 4 anos
    Menos de uma semana após o triste episódio ocorrido em Oruro, lendo e ouvindo os mais diversos comentários e discussões sobre o assunto, afirmo com extrema tristeza: por enquanto, tudo indica que a morte de Kevin Espada foi em vão.
    O caso deveria servir para escancarar todos os problemas que existem na organização das competições do futebol sul-americano.
    No entanto, até agora, só escancarou o quão pequeno pensam os que debatem futebol no Brasil, sejam dirigentes, jornalistas ou torcedores.
    Esperava, honestamente, acompanhar uma discussão sobre as melhorias na organização das competições, o que poderia ser mudado na revista do torcedor na entrada do estádio, entre outros temas fundamentais.
    No entanto, pelo andar da carruagem, não me espantaria se me deparasse em algum veículo com a seguinte enquete: qual torcida mata mais?
    A morte de Kevin deveria ser um divisor de águas na organização do futebol sul-americano.
    No entanto, pelo menos aqui no Brasil, tem servido apenas para acirrar ainda mais a rivalidade clubística.

    Foto: Reprodução/UOL
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  • Punir somente o Corinthians não resolve o problema. Por @TufanoSilva

    - Por Thiago Tufano Silva / há 4 anos
    É óbvio que o Corinthians merecia ser punido.
    E acredito que o castigo de ter que disputar os jogos da Libertadores com portões fechados esteja de bom tamanho.
    No entanto, o que mudará na verdadeira várzea que é a organização da Libertadores essa punição ao time do Parque São Jorge?
    Efetivamente, nada.
    O castigo ao Timão era apenas uma das medidas que deveriam ter sido tomadas.
    A menor delas, inclusive.
    Afinal, no próximo jogo disputado em Oruro, é bem provável que os torcedores novamente entrarão no estádio sem que sejam revistados.
    Mas, se outra tragédia acontecer, não tem problema: agora a Conmebol tem um tribunal que pretende colocar na linha os clubes que participam de suas competições.
    A questão é: quem colocará na linha a Conmebol?
    Aposto que não serão os veículos de imprensa que detém os direitos de transmissão das competições organizadas pela entidade.
    Uma pena, mas poucos realmente pensaram ou estão pensando no garoto que morreu e nas prováveis próximas vítimas nos estádios de futebol.
    Muita gente tem usado este triste episódio simplesmente para transbordar a última coisa que deveria ser levada em consideração agora: seu ódio clubístico.
    E a punição somente ao Corinthians fez APENAS com que essas pessoas sentissem que realmente algo foi feito pela segurança dos torcedores.
    Foto: Reprodução/UOL
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  • Especial: Timão x Barça - Barcelona equivale a "10" Corinthians. Por @tufanosilva

    - Por Thiago Tufano Silva / há 4 anos

    Após a queda para a série B do Campeonato Brasileiro, em 2007, o Corinthians passou por diversas reformulações. Talvez, a principal delas, aconteceu no marketing do clube. Desde a chegada de Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do Timão, com o ex-mandatário Andrés Sanchez, o time do Parque São Jorge passou a explorar sua valiosa marca como nunca havia feito na história.
    E as mudanças nas estratégias logo deram frutos. Desde 2009, anos em que retornou à elite do futebol brasileiro, o Corinthians tem sido o líder de arrecadação entre os clubes brasileiros, deixando para trás Internacional e São Paulo, que há tempos encabeçavam esta lista.
    Sendo assim, claro, o torcedor corintiano se pergunta o quão significativo é esse avanço. Se com isso, a dívida do clube, sempre tão comentada, diminuiu. E, principalmente, se o Alvinegro já pode ser comparado com outras grandes agremiações do mundo.
    Para ter essa noção, confira abaixo o comparativo de diversos itens entre o Corinthians e o Barcelona, que até pode não ser o clube considerado o mais rico do mundo ? perde para o Real Madrid, segundo estudo realizado pela Deloitte ? mas, sem dúvida, é o clube mais visado do planeta nos últimos anos.



    Estádio
    Parque São Jorge
    Apesar das gozações dos rivais, o Corinthians tem, sim, um estádio. Ele se chama Alfredo Schürig, e fica localizado dentro do Parque São Jorge. Ele era muito utilizado pelo Timão até a primeira metade da década de 80, mas, depois, o Timão passou a optar por mandar seus jogos no Pacaembu ou Morumbi, onde podia colocar um maior número de torcedores.
    A Fazendinha, como é conhecida, tem capacidade para 16 mil torcedores, e as dimensões do campo não são divulgadas pelo clube.
    *Por ainda não estar pronta, a Arena Corinthians não entrará neste comparativo
    Camp Nou
    O Estadi Futbol Club Barcelona, mais conhecido com Camp Nou, Campo novo, em português, foi fundado em 27 de setembro de 1957. Ele tem capacidade para 95 mil pessoas as dimensões do campo são de 105m por 68m.



    Centro de treinamento
    Joaquim Grava
    Centro de Excelência e Treinamento de Futebol Dr. Joaquim Grava, construído no Parque Ecológico do Tietê, foi inaugurado pelo Corinthians em setembro de 2010. Com três campos oficiais, um mini-campo e hotel com 32 apartamentos, o CT Joaquim Grava foi eleito pela FIFA o melhor centro de treinamentos Da América Latina.
    Cotas de TV
    Neste item, o time catalão leva imensa vantagem. Enquanto o Corinthians passa a receber a partir de 2012 84 milhões de reais por ano, o Barça recebe aproximadamente R$ 336 milhões.
    Receita dos clubes
    Neste quesito, o Barcelona também aparece à frente do Corinthians. Em 2011, o time brasileiro teve uma receita de pouco mais de 290 milhões de reais, enquanto os espanhóis arrecadaram aproximadamente 994 milhões de reais.
    Dívida
    Na mesma proporção em que arrecada mais, o Barcelona também deve muito mais no que o Corinthians. Em 2012, a dívida do clube catalão estava estimada em torno de 885 milhões de reais, enquanto o Timão devia R$ 178 milhões.
    Patrocínio
    Em 2011, o Barcelona fechou um contrato até a metade de 2016, para receber cerca de 108 milhões de reais por ano, enquanto, em 2012, o Corinthians segue buscando uma marca para lhe pagar R$ 50 milhões por temporada.
    Valor das equipes
    Juntos, os jogadores do elenco do Barcelona valem cerca de 1 bilhão e 400 milhões de reais, enquanto os atletas do Corinthians custam R$ 165 milhões.
    Torcida
    Um dos maiores orgulhos do clube é o quesito que o Corinthians leva a maior vantagem sobre o Barcelona. Enquanto, no mundo, existem aproximadamente 25 milhões de torcedores do Timão, o clube catalão tem "apenas? 11 milhões de fãs espalhados pelo planeta.
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  • Craques inglórios ? Heleno de Freitas: o goleador que poderia ser eterno, mas preferiu ser maldito. Por @tufanosilva

    - Por Thiago Tufano Silva / há 4 anos

    Não precisa procurar muito: basta sair perguntando em cada esquina das incontáveis ruas brasileiras que você achará meninos que sonham em ser jogadores de futebol em número suficiente para povoar um novo país. Sendo assim, por que alguns de nossos craques, quando conseguem, enfim, superar todos os obstáculos e se tornam atletas profissionais, simplesmente dão de ombros e trocam uma promissora carreira por uma vida desregrada?
    Podemos citar diversos casos de jogadores problemáticos no nosso futebol, inclusive alguns que seguem em atividade. Mas dos jogadores do passado, talvez nenhum deles tenha tido tanto destaque nos últimos tempos quanto o ex-atacante Heleno de Freitas, que desfilou toda sua elegância nos gramados vestindo as camisas do Botafogo, Vasco, Boca Juniors e América-RJ. A triste trajetória do ex-jogador tanto se assemelhava com o roteiro de um filme dramático que "Heleno ? O Príncipe Maldito? estreou nas telonas do Brasil inteiro no último dia 30.

     
    É natural que, quando se pensa em atletas que levam a vida de maneira desregrada, as pessoas atribuam esse comportamento à infância pobre, falta de cultura, estudo ou difícil relacionamento com sua família. Mas Heleno de Freitas foi totalmente o oposto disto. Filho de um grande cafeicultor mineiro, o ex-atacante estudou no tradicional Colégio de São Bento, além de ter se formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.
    Heleno seria uma versão dos anos 40 do que é conhecido hoje no Rio de Janeiro como o "pitboy?: ele gostava da noite, era conquistador, e, por conta de seu temperamento explosivo, se envolvia constantemente em confusões. Temperamento, inclusive, que o atacante levava para os campos. À época, alguns diziam que o atrapalhava, por conta das constantes expulsões do jogador, mas tinham também os que afirmassem que Heleno era diferenciado dos demais jogadores exatamente em função de sua personalidade, que nunca o fez aceitar passivamente uma derrota.
    No Botafogo, Heleno teve uma passagem estrondosa: apesar de não ter conquistado títulos, marcou 209 gols em 235 jogos. E isso tudo sem nunca ter se privado de tudo que um autêntico boêmio fazia nas noites cariocas: fumava ? até nos vestiários ? bebia, usava drogas e perambulava pelas sedutoras madrugadas do Rio de Janeiro até o amanhecer, mesmo em dias de jogos.
    É de se imaginar o que poderia realizar Heleno caso colocasse como prioridade em sua vida apenas ser um atleta profissional. Mas não, o jogador seguiu vivendo como quis, fazendo, mesmo assim, muito sucesso no futebol. Tanto sucesso que o atacante chamou a atenção do já glorioso Boca Juniors, que o contratou, no ano de 1948, na maior transação do futebol brasileiro até então.
    No entanto, após sair do Botafogo, Heleno não se reencontrou mais com seu bom futebol. E, mesmo em má fase, não largou seus vícios e seguiu com seu temperamento forte. O que não o deixou se firmar no Vasco, Santos, Junior Barranquilla-COL e América-RJ, clubes por onde passou posteriormente.
    Sendo assim, Heleno não conseguia mais encontrar espaço em clubes para seu ego, e encerrou sua carreira prematuramente aos 33 anos. As complicações neurológicas causadas pela sífilis, resultado das noites sem limites do "craque galã?, fizeram com que o ex-atacante passasse os últimos anos de sua vida em um sanatório em Barbacena- MG, onde morreu no dia 8 de novembro de 1959, aos 39 anos, de paralisia progressiva.
    O vencedor Botafogo de Garrincha do final dos anos 50 e início dos anos 60 fez com que a história de Heleno ficasse adormecida até o lançamento de sua biografia em 2006, e, agora, seu filme, em 2012. No título do longa, o goleador botafoguense poderia ser Eterno, como Pelé, uma Estrela Solitária, como Garrincha, ou estar sempre na Rede, como Zico. Isso, caso tivesse colocado sua carreira de atleta profissional como prioridade em sua vida. Mas não tem jeito. Se não fosse lembrado como O Príncipe Maldito, de fato, não seria Heleno de Freitas.

    Clique aqui e veja a página de Heleno de Freitas na seção "Que Fim Levou?"





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SOBRE O COLUNISTA

É redator, repórter e colunista do Portal Terceiro Tempo desde janeiro de 2010.