• Palmeiras conseguiu jogar o favoritismo no colo do Santos

    - Por Thiago Tufano Silva / há 2 anos

    Não foi o pênalti desperdiçado por Dudu, que poderia ter dado uma vantagem ainda maior ao Palmeiras diante do Santos na final do Paulistão, que fez com que o torcedor palestrino deixasse o Allianz Parque completamente murcho no último domingo.

    Foi a postura da equipe comandada por Oswaldo de Oliveira na etapa complementar do duelo, jogando em casa, com um homem a mais, com o adversário desfalcado de seu melhor jogador e completamente acuado que acabou colocando uma pulga do tamanho de um elefante atrás da orelha dos palmeirenses.

    Afinal, se o Verdão não conseguiu liquidar a fatura em um momento tão favorável quanto esse, conseguirá levar o título atuando na Vila Belmiro, com o Peixe contando com o apoio maciço de seu torcedor e, possivelmente, com Robinho? A inoperância alviverde, além de deixar seu torcedor ressabiado, acabou enchendo de moral o Alvinegro para a partida do próximo domingo.

    Lances polêmicos

    Não acredito que um árbitro vá para um jogo de final de campeonato para favorecer qualquer time, arriscando "queimar" a sua carreira no futebol. Com sua inabilidade, Vinicius Furlan atrapalhou, mais do que um ou outro lado, o espetáculo.

    Gol do Palmeiras - Entendo que Robinho, impedido, participou da jogada do tento anotado por Leandro. Ao deixar a bola passar por entre as suas pernas, o meia acabou confundindo a zaga santista. Em lances do tipo, um rápido instante em que o defensor demore para seguir na jogada por achar que o atleta que não tem condições de jogo irá tocar a bola faz muita diferença.

    Pênalti em Rafael Marques - Honestamente, não vi infração na jogada. Rafael Marques armou o chute e deu um pulo completamente desproporcional ao sentir um toque mínimo em seu quadril.

    Pênalti marcado em Leandro - A falta aconteceu MUITO antes da área. Mas o árbitro acertou ao expulsar Paulo Ricardo, que era o último homem, mas errou novamente ao não mandar voltar a cobrança desperdiçada por Dudu.

    Foto: Ernesto Rodrigues/Folhapress/Reproduzida do portal UOL

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  • Robinho faz mais falta ao Santos que Valdivia ao Palmeiras

    - Por Thiago Tufano Silva / há 2 anos

    Os companheiros que fazem a cobertura do Palmeiras e do Santos cravam: Valdivia e Robinho estão fora do jogo de ida da decisão do Paulista. O primeiro, por lesão no joelho - grande novidade, hein? -, enquanto o segundo se recupera de um edema na coxa esquerda.

    Caso as informações se confirmem - os clubes desconversam sobre as ausências -, o Peixe sentirá muito mais a falta de Robinho do que o Verdão a de Valdivia.

    Isso pelo fato de o Santos, entendo, ter conseguido realizar boa campanha no Paulistão graças ao rápido entrosamento do Rei das Pedaladas com Ricardo Oliveira, artilheiro do Paulistão com 10 gols.

    As improvisações de Chiquinho ou de Marquinhos Gabriel na vaga de Robinho, opções que são consideradas pelo técnico Marcelo Fernandes, podem até dar certo, mas, honestamente, não inspiram muita confiança.

    Em contrapartida, o Palmeiras chegou à final do Paulista sem depender quase nada de Valdivia. Tirando o duelo diante do Botafogo-SP pelas quartas de final, quando o chileno, de fato, desequilibrou, o Verdão fez ótimas apresentações no Estadual mesmo sem o meia, que passou boa parte destes primeiros meses de 2015 machucado.

    Além disso, o meio-campo palmeirense conta com jogadores de muita qualidade, como Robinho, que deve atuar um pouco mais recuado, e o ótimo Cleiton Xavier, que provavelmente vai armar o time um pouco mais próximo aos atacantes.

    Mas, sobre tudo isso, se faz necessário ressaltar um ponto: existe muita gente apostando que a lesão de Valdivia pode ser um blefe alviverde para confundir o adversário às vésperas da final.

    Bom, o clube tem o direito de usar a estratégia que bem entender, é verdade. Mas também é verdade que eu tenho o direito de achar este tipo de manobra completamente constrangedora.

    Foto: EFE/Reproduzida do portal UOL

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  • O são-paulino também deveria se revoltar contra Sandro Meira Ricci

    - Por Thiago Tufano Silva / há 2 anos

    Faltam palavras para definir a atuação de Sandro Meira Ricci no Majestoso válido pela última rodada da fase de grupos da Libertadores-2015. As precipitadas decisões do árbitro, obviamente, interferiram no resultado e também no ritmo do jogo.

    Mas não são só os corintianos, que tiveram dois jogadores expulsos injustamente, que têm o direito de protestar contra Ricci. Os são-paulinos também deveriam se revoltar contra a arbitragem do mineiro, que hoje apita pela Federação Catarinense.

    Afinal, o São Paulo, tão ridicularizado neste início de ano por não conseguir vencer seus rivais, teve diante do Corinthians a chance de ouro de ir à forra e triunfar com propriedade sobre a equipe que, pelo menos até uma semana atrás, era considerada a melhor do Brasil por grande parte da crônica esportiva.

    Mas, aí, veio a sequência de trapalhadas de Ricci, que acabou dando ao corintiano, além de grandes frustrações, ótimas desculpas para a derrota de seu time, que aconteceria, acredito, de um jeito ou de outro.

    Para completar, além do sorriso amarelo ao comentar a vitória de seu time sobre um de seus maiores rivais, o são-paulino terá também na próxima fase da Libertadores uma missão para lá de ingrata: enfrentar nada menos do que o bicampeão brasileiro Cruzeiro.

    Mesmo com a boa vitória sobre o Timão, o Tricolor entra como zebra no duelo, e isso por conta da evolução do time de Marcelo Oliveira nos últimos jogos da Libertadores.

    Já o Corinthians, claro, contra o Guaraní-PAR, mesmo sem poder relacionar Mendonza e Emerson Sheik, é o favorito. Mas, após essa acachapante derrota para o São Paulo, já pode ligar todos os sinais de alerta possíveis e imagináveis.

    Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress/Reproduzida do portal UOL

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  • Seguir com o mimado Valdivia pode fazer o Palmeiras voltar a andar para trás

    - Por Thiago Tufano Silva / há 2 anos

    Nos últimos tempos, o Palmeiras tem dado grandes passos para voltar a ser protagonista no futebol brasileiro.  

    O primeiro foi a conclusão das obras de seu lindo estádio, o Allianz Parque, que, além de dar um ar mais moderno ao Verdão, acabou reaproximando a sua torcida e, consequentemente, expandindo o seu programa de Sócio-Torcedor, tão fundamental no futebol moderno.

    O segundo foi o golaço que Paulo Nobre marcou ao contratar Alexandre Mattos, dirigente que provou no Cruzeiro bicampeão brasileiro que entende, e muito, do riscado.

    Já tinha passado da hora de os mandatários do Palmeiras, que só trapalhadas fizeram desde 2000, deixarem o futebol do clube na mão de um competente cartola remunerado.

    Por conta disso, foi dado o terceiro passo: a montagem de um time que pode até não ser brilhante, mas, ao menos, é competitivo a ponto de o Palmeiras conseguir enfrentar de igual para igual os seus maiores rivais no Paulistão, algo que não acontecia há anos.

    Pois bem, mas ainda falta nesta jornada um importantíssimo passo a ser dado pelo clube alviverde: mandar Valdivia pentear macacos - bem longe do Palestra Itália, de preferência.

    Não dá mais para o Verdão aceitar em seu elenco um jogador que cria tão pouco dentro de campo, mas que ainda assim é capaz de tumultuar o ambiente a ponto de poder fazer com que o clube ande para trás neste projeto de retornar ao protagonismo do futebol brasileiro.

    Prova disso foi a lamentável atitude do meia, completamente inoperante no Derby de domingo, ao ser substituído por Gabriel Jesus, quando se recusou - a desculpinha de que "não viu" não colou para ninguém - a cumprimentar o técnico Oswaldo de Oliveira, como se o Palmeiras tivesse chegado às semifinais do Paulistão graças a ele.

    Já pararam para pensar se Elias tivesse convertido a sua cobrança de penalidade, que teria eliminado o Palmeiras, o que o meia diria sobre Oswaldo de Oliveira nas entrevistas pós-jogo?

    Já imaginaram o terrível clima que o chileno conseguiria causar no elenco alviverde com isso?

    E isso tudo por se achar acima do bem e do mal. Por ter um comportamento completamente egoísta, e que não vem de hoje. Por pensar, sempre, mais em si do que no clube que paga seu salário.

    Por isso, no Palmeiras de hoje, que finalmente voltou a pensar grande, não existe mais espaço para jogador mimado como o chileno.

    Mas o mais gozado foi ver Valdivia, após a cobrança de Petros, muito bem defendida por Fernando Prass, comemorando com os outros jogadores e com a torcida como se fosse o grande herói da classificação.

    É muita cara de pau!

    Foto: Reinaldo Canato/reproduzida do portal UOL

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  • Especial Humor & Futebol: Ronald Golias e o dia em que Pelé foi coadjuvante

    - Por Thiago Tufano Silva / há 3 anos
    Peça para que qualquer brasileiro faça uma lista com cinco personalidades com as quais ele desejaria se encontrar, tirar fotos ou pedir autógrafos. Dificilmente, em qualquer uma destas seleções, faltaria o nome de Edson Arantes do Nascimento. Por isso, em qualquer evento em que Pelé esteja presente, é praticamente impossível que o mesmo não seja o centro das atenções, a pessoa para quem todos os presentes não deixarão de olhar por um minuto.

    Logo, podemos dizer que Edson, depois que se tornou Pelé, talvez tenha sido coadjuvante apenas uma vez em sua vida: no palco do Teatro Record, no ano de 1967. Naquela oportunidade, o Rei do Futebol ficou em segundo plano perto do talento de um comediante são-carlense e corintiano fanático chamado Ronald Golias.

    Golias era personagem principal da "Família Trapo", humorístico de enorme sucesso na década de 60, interpretando o inesquecível Carlos Bronco Dinossauro. Ele dividia o palco com grandes artistas como Jô Soares, Renata Fronzi, Otello Zeloni e Ricardo Corte Real.

    No episódio em que o Rei do Futebol foi o convidado, Gordon, interpretado por Jô Soares, pediu para que Pelé desse um grande susto em Bronco. A intenção dele era fazer com que o personagem de Golias pensasse que o jogador roubaria sua vaga no humilde time da rua.

    O grande problema, que acabou frustrando os planos de Gordon, foi que Bronco não reconheceu Pelé. E, para delírio do público, o personagem principal do humorístico realizou alguns testes com o Rei, sempre criticando a forma como ele realizava os desafios propostos, e repetindo, com movimentos cômicos, como era a "maneira certa" de se fazer.

    Boa parte do arquivo deste incrível programa foi perdida em um grande incêndio. No entanto, para a sorte dos amantes do futebol e do humor, o episódio em que Ronald Golias, em verdadeira noite de Pelé, conseguiu desconcertar o Rei do Futebol foi salvo, e você confere no vídeo abaixo.
     

     

     
     


    Clique aqui e veja a página de Ronald Golias na seção "Que Fim Levou?"

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SOBRE O COLUNISTA

É redator, repórter e colunista do Portal Terceiro Tempo desde janeiro de 2010.