• Nada de Pratto ou Borja, o bom é o "Messi de São Januário"

    - Por Milton Neves / há 2 meses

    E não é que o São Paulo se mexeu?

    Ufa, exclama o treinador Rogério Ceni.

    Afinal, como se viu quinta-feira em São Luís, o time é muito fraco.

    Mas, com Pratto, o Tricolor deve crescer bastante porque o argentino é excelente fazedor de gols em boas médias.

    E o Palmeiras “retrucou” na mesma hora e na mesma moeda.

    Mas não sei, não.

    Pratto já é um prato feito à brasileira e Borja chega por enquanto como candidato a ganhar o “MasterChef” da Band.

    Só que Borja encontrará uma cozinha padrão internacional no Allianz Parque enquanto que no Morumbi até a churrasqueira anda velha e sem brasa.

    Brasa que não falta em Felipe Melo.

    Ninguém é tão esquentado!

    Bom jogador, mas lembra Trump: uma polêmica por dia.

    Polêmicas que sobram no Corinthians.

    Mais um pouco voltam Alfredo Ignácio Trindade, Wadih Helou e Vicente Matheus.

    O Timão continua desgovernado e faz tempo.

    Ganhou em Poços como o São Paulo em São Luís: os adversários eram muitíssimo fracos.

    E agora meu departamento do “Milton Louco”!

    Nenê, do Vasco, tem repentes de... Messi!

    Copete, do Santos, tem lampejos de... Rivaldo!

    E Vanderlei, também do Peixe, o melhor goleiro do Brasil, é o “Buffon da Vila”.

    E sério mesmo, das três “loucuras”, a do Nenê é algo lúcido.

    Baixinho, feinho, magrinho e canhotinho, o vascaíno bate faltas e pênaltis com 41.07% da precisão do argentino.

    Ou não?

    É só colocá-lo no Barcelona entrando toda vez que seu “sósia” estiver machucado ou suspenso que “ninguém notará a diferença”!

    É que seu toque de bola é “igualzinho” ao do Messi.

    Podem rir e me xingar, mas Nenê não jogar na seleção brasileira é sacanagem.

    Joga quase sozinho no Vasco, não aceita sair ganhando muito mais e já salvou Eurico Miranda mil vezes.

    No mais, informo de novo: o Palmeiras “ganhou” o Paulistão-2017.

    Não precisa nem jogar.

    Foto: UOL

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  • O Timão virou Timinho?

    - Por Milton Neves / há 2 meses

    Faz um ano.

    Os chineses, hoje desencantados com os brasileiros, vieram na base de um tsunami financeiro e limparam o Corinthians.

    Levaram todo o talento e deixaram muito dinheiro.

    A grana “tomou Doril” e o resto do time também desapareceu.

    Foi um Corinthians coadjuvante que vimos em 2016.

    Ano em que o verde Palmeiras ficou com cara dos azuis Chelsea e Manchester City.

    Os dois ingleses de grana árabe compram “todo mundo” e sempre por lá tem jogador sobrando.

    Como no atual Allianz Parque Crefisa FAM FC.

    Mais um pouco vira Parmalat de novo.

    Já no Corinthians só lamentações.

    Problemas políticos, financeiros, técnicos, Arena “Cavalo de Tróia” Itaquera, papo de impeachment do presidente, técnico sem carisma, elenco comum e torcida eternamente... maravilhosa!

    Público de 22 mil pessoas, em quarta-feira à noite de todas as chuvas do mundo para um simples jogo amistoso com a Ferroviária, é coisa de gente muito grande.

    Mas “o meu amado e querido Corinthians” já está dando sinais de vida como nossa economia brasileira do competente “treinador” Henrique Meirelles.

    A primeira grande e ótima notícia para o bem do “Time Mosqueteiro” foi a não contratação de Drogba.

    Seria “contrair” o superado marfinense.

    Um novo Pato.

    Como foi Leandro Damião no Santos.

    Jamais o ex-grande artilheiro africano seria um novo Ronaldo no Parque São Jorge.

    Aliás, sumiu o “Parque São Jorge” da mídia esportiva, uma pena.

    E agora voltou Jadson, o que já melhora a nota do atual time corintiano de 3.21 para 3.97.

    Ainda muito longe do Palmeiras 7.99 e do Santos 6.01.

    O Verdão tem elenco e muito dinheiro, e o Santos um time correto e entrosado e o melhor goleiro do Brasil.

    Ah, faltou o São Paulo!

    Pois o Tricolor é o Corinthians da Zona Sul.

    Nota 3,21 por enquanto.

    Que Leco dê bom leite para seus meninos sob pena da grande ideia Rogério Ceni sofrer a chamada “Síndrome de Falcão”.

    Ou seja, um gênio em campo que nunca emplacou sentado na “Casamata Colorada”.

    Que o presidente Leco não fique sonhando sentado em sua poltrona e dê uma bela reforçada neste elenco tipo “pré-Morumbi”.

    Foram os tempos de Sudaco, Salton, Prospiti, Efraim, Bacurau, Peter, Sabino, Valdir Birigui, Ilzo Nery e Serafim, entre outros.

    Construindo o Morumbi, o time de Laudo Natel comprava só material de construção e não craques como tinham Santos e Palmeiras.

    Pobres Roberto Dias e Jurandir lá atrás...

    Enfim, que o “Paulistão Pré-Temporada” seja muito bom para todo mundo.

    E que o Corinthians seja Timão de novo e não continue errando mais passes que Pai de Santo algemado e que o São Paulo jogue bem mais do que a estátua de Messi, diriam o jornalista Fábio Piperno e o humorista Oscar Pardini.

    Ah, só mais uma coisinha.

    O Palmeiras foi campeão paulista de 2017!

    Foto: UOL

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  • Dona FIFA, depois da TV, o doping, por favor!

    - Por Milton Neves / há 2 meses

    A Fifa sempre foi lenta em suas decisões quando resolve alterar isto ou aquilo nas regras do futebol.

    É lenta e foi até ciumenta.

    Foi assim com o bastão de spray branco para marcar no gramado o limite da barreira.

    “Dali o jogador não pode passar quando das cobranças de faltas”, decretou-se.

    E isso nasceu em 2000 no futebol por obra de Eduardo José Farah, então presidente da Federação Paulista.

    Naquele domingo à noite de agostou ou setembro de 2000, durante um “SuperTécnico” na Band, Felipão, Zagallo, Parreira e Carpegiani discutiam e reclamavam da vergonha das barreiras sempre se adiantando nas cobranças de faltas.

    Foi o tema central do programa.

    Aí, Luize Altenhofen, minha segunda companheira de “SuperTécnico”, imprimiu um e-mail com a ideia de um telespectador iluminado sugerindo que o problema acabaria com um simples bastão de creme de barbear ser colocado na cintura de todos os árbitros.

    “É só fazer um risco branco do lado dos pés dos jogadores com o creme de barbear que dali eles não passam”, sugeriu o torcedor.

    Os técnicos gostaram e o presidente Farah, vendo o programa, mais ainda.

    Já na segunda-feira consultou um profissional que ponderou ser impraticável o creme de barbear porque ele, com sua composição química, danificaria a grama e nas intermediárias teríamos “cicatrizes” a ponto de transformar gramados em mosaicos de xadrez.

    Resolveu-se fácil.

    O químico bolou um spray branco “inofensivo” sem os componentes “agressivos” do creme de barbear e logo a novidade foi implantada “na marra” no futebol paulista, dizia Farah.

    A FIFA não vetou, mas ignorou, desdenhou e depois sucumbiu sem nunca ter dado crédito ao então presidente da FPF.

    Hoje o mundo usa o spray e as cobranças de faltas e suas barreiras foram disciplinadas.

    E agora está chegando a TV para ajudar os coitados dos árbitros e bandeirinhas.

    Antes tarde do que nunca.

    Mas ainda faltam duas medidas que urgem no futebol.

    Proibição de se jogar nas alturas, como em La Paz, por exemplo, porque ali ainda vai morrer um jogador visitante.

    Aliás, não sei como ainda não morreu alguém.

    Mas, ao morrer, virá a proibição, tardia, anotem.

    Por que não a prevenção e proibição já?

    E o doping, então?

    Ora, dona FIFA, qualquer time, qualquer seleção e em qualquer competição em que um jogador for flagrado dopado, tem que ser caso de sumária eliminação do campeonato e imediata derrota do time dele, seja qual tenha sido o placar do jogo.

    Puristas alegam que “o doping só de um jogador não pode contaminar os outros 10 porque se trata de esporte coletivo”.

    E acrescentam: “Isso só pode valer para esporte individual”.

    Mas, meu Deus, outro dia o Paulista foi eliminado da final da Copinha devido a um só “gato” que destruiu os sonhos de seus 10 companheiros e de um clube que luta para ressurgir a partir de Jundiaí.

    Foi ou não foi?

    E nos Jogos Olímpicos?

    Os revezamentos da natação e do atletismo são modalidades esportivas coletivas, como no futebol, basquete, vôlei e etc.

    Ora, claro que são esportes coletivos.

    Coletivo de quatro é a mesma coisa de coletivo de 11.

    Ou não?

    Se nos revezamentos olímpicos um atleta dopado contamina os outros três com medalha devidamente cassada, por que no futebol não se aplica a mesma coisa?

    Como no caso de La Paz, a FIFA estará numa grande fria quando em Copa do Mundo ou Eurocopa acontecer de uma seleção top classificada em mata-mata ou considerada campeã na grande final tiver apresentado um ou dois jogadores dopados.

    A seleção derrotada não aceitará, o mundo se indignará e a FIFA mudará a regra porque punir o jogador e manter o resultado é um absurdo.

    Que mude agora, caramba!

    Foto: reprodução

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  • Dificilmente alguém igualará o feito de Carlos Alberto Silva

    - Por Milton Neves / há 3 meses

    Semana muito agitada no noticiário brasileiro.

    A morte do seríssimo ministro Teori Zavascki pegou o País de surpresa e repercutiu no mundo todo.

    E não precisava ser bidu para saber que surgiriam suspeitas de sabotagem em seu avião.

    Mas vamos com calma, gente, porque ainda é muito cedo para tirar qualquer tipo de conclusão.

    Para nós, só resta torcer para que ele esteja em um bom lugar e para que seu substituto na “Lava-Jato” dê sequência no bom trabalho que estava sendo feito.

    E a editoria de esportes também está começando a esquentar neste início de ano.

    Agora não só com os boatos e rumores, mas também com bola rolando, tanto em torneios amistosos quanto na fase final da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

    Na Copinha, o destaque é que agora só restam times do estado de São Paulo na disputa.

    Por toda estrutura que a molecada tem, é claro que o favorito para levar o caneco pela décima vez é o Corinthians.

    Mas, sinceramente, seria delicioso ver o “Moleque Travesso” aprontando para cima do Timão, como nos velhos e bons tempos, não é mesmo?

    Na Florida Cup, uma final “Majestosa” entre Corinthians e São Paulo.

    Aí é difícil apostar em alguém, já que a temporada mal começou e é provável que Rogério Ceni e Fábio Carille usem a partida para a realização de alguns testes em seus times.

    Por enquanto, pelo jogo realizada diante do Vasco, é nítido que o Timão ainda precisa de algumas peças para poder brigar por título em 2017.

    Jadson seria fundamental, e o Drogba parece que não vem mesmo.

    Uma pena...

    Mas Kazim, o “Gringo da Fiel”, até que causou boa impressão em sua estreia.

    No São Paulo, a diretoria precisa correr atrás de um goleador “para ontem”.

    Afinal, as chances desperdiçadas pelos comandados de Ceni contra o River foram assustadoras.

    Enquanto isso, aqui no Brasil, o Palmeiras aguarda ansiosamente a temporada começar para valer para confirmar seu favoritismo em TODOS os campeonatos que disputar.

    Afinal, a equipe, que já era ótima no ano passado, está ainda melhor neste 2017.

    E, além de Teori Zavascki, perdemos também outra grande figura brasileira nesta semana: Carlos Alberto Silva.

    Ele treinou “todo mundo”: São Paulo, Palmeiras, Santos, Corinthians, Atlético-MG, Cruzeiro, seleção brasileira...

    Mas o mais marcante mesmo de sua carreira foi o título do Brasileirão de 1978, com o Guarani de Neneca; Mauro Cabeção, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Manguinha e Renato; Capitão, Careca e Bozó.

    Até hoje, o único técnico a conquistar um título brasileiro com uma equipe do interior.

    Feito que dificilmente será igualado.

    Afinal, os malditos pontos corridos acabaram com as chances dos times menos endinheirados na principal competição de nosso País.

    Foto: reprodução

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  • Bananeira que já deu cacho ainda pode alimentar clubes brasileiros!

    - Por Milton Neves / há 3 meses

    Você sabe o motivo de a bananeira ser cortada após a colheita do fruto?

    Isso acontece porque, pouco tempo depois de dar cacho, a planta seca e morre.

    E, se ela não for retirada, acaba atrapalhando o desenvolvimento das novas mudas.

    Por isso, surgiu por aí uma expressão que muito provavelmente você já tenha escutado.

    “Ah, fulano é bananeira que já deu cacho...”.

    Ou seja, ele não tem mais o que acrescentar em determinado assunto.

    E eu gosto muito de empregar esta expressão em assuntos futebolísticos

    Por exemplo, costumo dizer que quando um jogador não consegue mais lugar em clubes europeus e decide vir jogar no Brasil, é porque ele é bananeira que
    já deu cacho.

    No entanto, alguns exemplos recentes acabaram desmentindo esta minha teoria.

    Diego, que já não cabia no futebol europeu, foi contratado pelo Flamengo e deitou e rolou no ano passado nos gramados brasileiros.

    Robinho, que há tempos perdeu espaço nos times mais ricos do mundo, foi o artilheiro do país em 2016, com 25 gols anotados.

    E isso tem acontecido porque, hoje, os nossos times, se comparados com as grandes equipes do mundo, são de Série C ou D.

    Então, é natural que as bananeiras que já deram cachos na Europa, ainda consigam “alimentar” os nossos clubes.

    Por essas e outras, eu aposto que Felipe Melo dará certo no Palmeiras.

    Só precisa parar de brigar com jornalistas...

    Também acredito que Drogba, mesmo aos 38 anos, ainda tenha lenha para queimar no Corinthians.

    Melhor que Jô e que Kazim ele é!

    E acho também que Ronaldinho Gaúcho seria uma boa para o Coritiba.

    No caso dele, mais pelo marketing do que pelo futebol, é verdade.

    Afinal, além do talento com a bola nos pés, os medalhões consagrados também acabam ajudando na divulgação da marca do clube no mundo todo.

    E Anelka também teria se dado bem no Atlético-MG.

    Pena que toda aquela confusão melou o negócio...

    Bom, e tomara que dê certo mesmo essa história do Drogba no Corinthians.

    O Timão forte e competitivo garante sempre ótima audiência e, consequentemente, o emprego de muita gente.

    É nóis, vai, Curintchá!

    Foto: UOL

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SOBRE O COLUNISTA

Milton Neves Filho, nasceu em Muzambinho-MG, no dia 6 de agosto de 1951.

É publicitário e jornalista profissional diplomado. Iniciou a carreira em 1968, aos 17 anos, como locutor na Rádio Continental em sua cidade natal.

Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba-PR, em 1971 e na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo, de 1972 a 2005. Atualmente, Milton Neves apresenta os programas "Terceiro Tempo?, "Domingo Esportivo? e "Concentraçã... Saiba Mais