• Qual time rival você mais admira?

    - Por Milton Neves / há 2 meses

    É um assunto sobre o qual muita gente prefere não opinar.

    Mal comparando, é como um homem afirmar que acha outro homem bonito.

    Mas, honestamente, qual é o problema em assumir que admira um time rival?

    Eu, por exemplo, sou santista e canso de dizer por aí que acho o nome Corinthians o mais bonito do futebol mundial.

    Também vivo rasgando elogios à Fiel.

    Repeti diversas vezes em minhas tribunas que o São Paulo é o maior clube da América do Sul.

    E não tenho problema algum em contar para meus telespectadores, ouvintes e leitores que morria de medo do Palmeiras nos anos 60, único time capaz de desbancar o Peixe.

    E tudo isso não me tornou menos santista.

    Então, gente, paremos de bobagem!

    Quero a resposta sincera de vocês.

    Qual é o seu time do coração e qual rival você mais admira?

    Por quais motivos?

    Ah, claro, só não vale Portuguesa, Juventus, América-RJ, América-MG…

    Tem que ser RIVAL mesmo!

    Opine!

    Foto: Jeremias Wernek/UOL

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  • Minhas últimas de 2016

    - Por Milton Neves / há 3 meses

    Que ano, hein?

    Não decepcionamos na Olimpíada.

    Na direção e na recepção.

    Mas no esporte-competição seguimos na Série D.

    Poxa, nem em casa!!!

    Mas pelo menos, também em casa, não tivemos Felipão 7 a 1.

    E veio o primeiro ouro olímpico na bola de futebol.

    Ufa...

    Na política vivemos uma roleta russa.

    Ruins querem voltar, Renan é um Sarney novo e quem comanda pisa em ovos.

    Na granja inteira.

    Já na parte azul do sul foi uma beleza.

    Mas a vermelha...

    E neste domingo o Grêmio deverá concluir a semana mais maravilhosa de sua vida.

    Foi campeão da Copa do Brasil e verá o Inter rebaixado no Brasileiro.

    O segundo acontecimento é o mais prazeroso para o mundo gremista.

    Prazer que o futebol carioca, hoje coadjuvante, não sente há tempos no topo da tabela.

    Já a Chapecoense tornou-se a grande paixão mundial do futebol.

    Em Minas não deu Galo em nada, mas pelo elenco que teve e tem poderia e deveria ter ganho o Brasileiro, a Libertadores e a Copa do Brasil.

    E deu Palmeiras do ótimo Paulo Nobre de mão aberta e coração apaixonado.

    Jogaram muito Tchê Tchê, Dudu, Jailson e Gabriel Jesus.

    Mas Moisés foi o melhor e abriu o mar verde do Palmeiras depois de 22 anos sem água doce.

    Estava tudo salgado demais no "Parque Antártica".

    Cuca, o estranho campeão que gosta de ir embora, voltou na hora certa da China como Renato Gaúcho para o Grêmio.

    Contratações cirúrgicas.

    O Corinthians foi pífio, o Santos cumpriu bela tabela, fez o que foi possível e o São Paulo viveu ano caótico técnica, ética, financeira e profissionalmente.

    A volta de Rogério Ceni como treinador, algo óbvio, merecido e inteligente, foi o único gol marcado pelo Morumbi em 2016.

    Sua imagem forte, polêmica e vencedora fará bem ao futebol como um todo.

    Como para o rádio esportivo, por exemplo.

    Disso conheço bem, para não dizer tudo.

    E ele não pode continuar assim com tantos esforçados coadjuvantes e poucos protagonistas.

    Pra todo lado o rádio precisa ser reinventado.

    Como Tite reinventou a seleção brasileira.

    Grande Natal e grande 2016 pra todo mundo.

    Estamos precisando.

    E muito.

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  • Avião desceu, Chapecoense subiu e o Nacional é Prêmio Nobel

    - Por Milton Neves / há 3 meses

    Não foi uma descida, mas uma caída.

    Faltou combustível, um absurdo.

    Fez me lembrar de meus tempos de mocinho em que andava de carona em carros de filhos dos ricos em Muzambinho.

    Meu primo Humberto tinha uma Rural Willys do Tio Celino.

    O “Marcelinho do Alípio” dirigia um rabo de peixe do pai Alípio Martins de Oliveira.

    Os amigos “João Mula” e o Toninho “Boquinha” se revezavam ao volante de um impensável Itamaraty com placas de São Pedro da União-MG, terra de “Boquinha”, estudante em Muzambinho.

    O negócio era rodar pela Avenida Dr. Américo Luz exibindo os carrões para impressionar as moças.

    Éramos uns 10 a 12 espremidos.

    De vez em quando, claro, parava-se no “Posto do Toninho Carnevali” e logo vinha o “põe 10 aí”!

    Carona tem que ter bico fechado, mas sempre dizia: “Só 10? Logo acaba”!

    A resposta era sempre a mesma: “Só 10, é só para chegar”.

    Algumas vezes, nas “ruas de baixo” ou no trevo, o carro pifava, não chegava.

    Sem gasolina!

    Guardadas as proporções, foi o que fez o irresponsável do dono-piloto da tal LaMia no fatídico “Voo da Chapecoense”.

    “Botou 10” no tanque porque dava para chegar.

    Não deu e morreram 71!

    Quis viajar no laço, no talo, no limite, para... economizar!

    Maldito!

    E pilotando uma “charrete voadora com rodas coladas com Super Bonder e amarradas com esparadrapo”.

    Mas há o outro lado também, sempre considerando a óbvia certeza de que “todo avião que sobe, desce”!

    E não é só avião pobre que cai, não.

    Gol, LATAM, Air France, American, United, Avianca, Emirates e tantas empresas gigantes do mundo já caíram em desastres bem maiores.

    E muitos ainda irão cair, infelizmente.

    Mas o avião é por demais seguro e sua segurança goleia o carro e o sapato por 20.000 a 1.

    Podendo, vá sempre de avião, mas não custa escolher uma companhia de lastro evitando voos lotéricos de empresas de fundo de quintal.

    E deu no que deu!

    Agora é seguir lamentando, lembrando, rezando e saudando a Chapecoense e o Atlético Nacional de Medellín da Colômbia.

    A Chapecoense que, doídamente colocou Chapecó e Santa Catarina no mapa do mundo, ganhou na imprensa internacional em dois dias mais citações do que os nomes “Fidel” e “Trump”.

    Mas para mim o grande herói foi o Clube Atlético Nacional de Medellín!

    Clube solidário, organizado, educado e capaz de realizar o evento-missa mais lindo da história na última quarta-feira.

    Tanto que considero: “O Atlético Nacional trocou um título pela grandeza. O Internacional quer trocar a grandeza por uma vaga na Série A”.

    Prêmio Nobel da Paz de 2016 já para o Atlético Nacional de Medellín!

    Foto: UOL

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  • Verde no Palestra e preto no Planalto

    - Por Milton Neves / há 3 meses

    Ah, que ano do Palmeiras!

    “Do goleiro ao ponta-esquerda”, deu tudo certo.

    E a começar pelo presidente!

    Paulo Nobre deveria até dar uma “fernandada” de FHC e continuar mais um mandato para o bem da nação verde que não executava uma fotossíntese nacional há 22 anos!

    De Fernando Prass e Jailson e até qualquer um que joga pela esquerda, o Palmeiras foi uma Ferrari em 2016.

    E olha que vinha rodando há anos de Romi-Isetta, de Rural Willys, de DKW, de Karmann-Ghia, de Simca, de Dodge 1800, de Opala, de Fiat 147, de Maverick, de Corcel II, de Brasília, com o alemão oriental Trabant e até de Lada, a “Cayenne Soviética”.

    Agora é acelerar para cima da iluminada, maravilhosa e desfalcada Chapecoense no Allianz Parque e voltar a sua rota normal de um clube extraordinário.

    Tão forte que ousou tirar do Santos FC os campeonatos paulistas de 59, de 63 e de 66 contra Pelé e tudo.

    Não fossem os times de Chinesinho (1959), de Servílio (1963) e de Ademir da Guia (1966), o Santos teria sido campeão paulista de 1958 a 1969, um recorde!

    E saibam que nos anos 60 ganhar o Campeonato Paulista – como o Carioca também – era tão difícil quanto vencer hoje a Liga dos Campeões da Europa.

    Avanti, Palestra!

    Sorte, Rogério Ceni!

    E não é que há semanas e semanas escrevi aqui e tanto falei que o “mito” estava fazendo estágio em Sevilha com o Sampaoli para ser o próximo técnico do “Sampaolo”?

    Na verdade, Rogério assume formalmente o que sempre foi informalmente: treinador titular do Morumbi!

    Certo, Ney Franco?

    E Rogério chega “derrubando” Denis pela segunda vez.

    Primeiro deixando-o como seu reserva eterno, o que fez de Denis um goleiro inexperiente aos 29 anos.

    E agora, na volta em forma de entrada, trouxe o bom Sidão para o Morumbi no lugar de Denis.

    Coisa que, antes, como goleiro, talvez não o fizesse.

    Afinal, exigência dele ou não, Rogério só teve goleiro reserva ruim, sempre a não ameaçá-lo.

    Mas que Rogério Ceni seja bom técnico e ele chega para o bem não só do São Paulo FC, mas de todo meio esportivo.

    Estava faltando uma figurinha carimbada em nosso álbum de tantas figurinhas fáceis e repetidas.

    Como omelete que inexiste sem ovos, como fazer uma boa mídia esportiva sem bons ou ótimos personagens?

    E Rogério Ceni é top, com seus acertos, erros e polêmicas, e vai oxigenar o time do São Paulo e as equipes de rádio, TV, internet e de jornais também.

    Veículos que, aliás, ele “deixou para mais tarde” ao responder para tantos interessados em torná-lo comentarista.

    Mas Rogério preferiu e queria mesmo era o banco de reservas do São Paulo, local ainda desconhecido da parte de trás de seu calção.

    E bola para frente, é vida que segue, como diz o amigo Chico Pinheiro.

    Mas está seguindo mal em Brasília.

    Esse Geddel...

    O sujeito tinha o Brasil inteiro para ajudar a reerguer e a cuidar, mas preferiu privilegiar uma mesquinharia de seu bolso em seu terreiro.

    O IPHAN tombou Geddel e agora ele terá todo o tempo do mundo lá em Salvador para ver não subir o prédio que o derrubou.

    Bem feito!

    Foto: UOL

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  • Palmeiras verdíssimo e Rio xadrez

    - Por Milton Neves / há 4 meses

    Ufa, que semana!

    A política ferve.

    Hoje, "excelências" agem no tapetão atrás de proteção para amanhã.

    Tomara que nada do que pretendam seja aprovado nos plenários de Brasília.

    Sérgio Moro continua implacável.

    É o Tite de toga!

    O Palmeiras também.

    Campeão, faz festa verde neste domingo diante de um alvinegro no Allianz Parque.

    Vão botar fogo no "Palestra Itália"!

    O Santos não ganha do Cruzeiro em Minas.

    Mas está de parabéns pela campanha

    Só que perder do Figueirense na Vila e do América em BH foi de lascar.

    Arriscar com Lisca também.

    Agora lasca de vez, viu, Colorado?

    Mas se perder a primeira, Lisca sai e o Inter contrata... Celso Roth!

    Só que o Colorado já era, porque está com um pé na Série B e como o seu mascote é um saci...

    Treinador Argel foi salvo por Santa Cruz e América Mineiro.

    É que ele poderia se sagrar tri rebaixado em 2016!

    Pelo Figueirense, Vitória e Internacional.

    Vai ficar só com o bi.

    Gabriel Jesus, de quem tenho dúvidas e por quem tanto torço, foi o cara da semana.

    Tite não vale.

    Nascido com a nuca virada para a Lua, Gabriel valorizou ainda mais sua marca ao fazer gols em Lima na terça e em BH na quinta.

    Isso não é para qualquer um.

    Menores do que qualquer um viraram Sérgio Cabral e Garotinho no Rio.

    Será que agora vão chutar o Pezão também?

    Já Eduardo Cunha apequenou-se como coadjuvante presidiário no horroroso cenário do lindo "Estado da Guanabara".

    Seus segredos já foram quase todos delatados e poderá ser chamado amanhã de "Marcos Valério 2", o esperto sem timing.

    E foi também a semana de belas sacadas "históricas" e de metáforas futebolísticas.

    O Globo manchetou: "Cabral descoberto"!

    Demais!

    E tuiteiros marca Washington Olivetto, Nizan Guanaes, Átila Francucci e Fábio Fernandes emplacaram: "Sérgio Cabral está hoje como o Brasileirão em 1985: entre Bangu e Curitiba"!

    Melhor, impossível.

    Como a seleção brasileira libertada pelo gaúcho Adenor.

    Com ele acabou nossa dor.

    Dores felipônicas e dunguísticas.

    A fila do Palmeiras no Brasileiro também já era.

    Após 22 anos é campeão brasileiro de futebol!

    O Tite do Palestra é Paulo Nobre.

    Cuca, o Felipe Coutinho, e foi campeão de novo no Horto de BH ao não perder para "o seu Galo".

    Galo que temos de todas as cores.

    Preto, vermelho, branco, cinza, de duas ou três plumagens desenhadas em sua imponência, garnisé ou carijó, visualmente quase em formato de xadrez.

    Xadrez que virou o novo símbolo político do Rio de Janeiro, único lugar realmente conhecido do Brasil no mundo.

    Que vergonha!

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SOBRE O COLUNISTA

Milton Neves Filho, nasceu em Muzambinho-MG, no dia 6 de agosto de 1951.

É publicitário e jornalista profissional diplomado. Iniciou a carreira em 1968, aos 17 anos, como locutor na Rádio Continental em sua cidade natal.

Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba-PR, em 1971 e na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo, de 1972 a 2005. Atualmente, Milton Neves apresenta os programas "Terceiro Tempo?, "Domingo Esportivo? e "Concentraçã... Saiba Mais