publicidade
Pena que hoje o Vasco está “sem nada” e o Palmeiras com tudo

Pena que hoje o Vasco está “sem nada” e o Palmeiras com tudo

Eles têm as torcidas adversárias mais amigas de nosso futebol.

São Januário e o agora Allianz Parque são territórios de verdadeiros co-irmãos.

Vascaínos e palmeirenses não se ofendem, não brigam e há décadas são raro exemplo de torcidas realmente pacíficas, quando se enfrentam.

Pena que hoje o Vasco está “sem nada” e o Palmeiras com tudo.

No Verdão de estádio maravilhoso jorra dinheiro da Crefisa e no Vascão reina o caos.

Falta tudo.

Dinheiro, liderança, presidente, camisa, elenco, torcida e estádio.

O velho São Januário precisa de restauração e de público também.

É o estádio campeão de jogos sem torcida, um legado de Eurico Miranda.

E seu mandato acabou de forma melancólica.

Mas restavam ainda as suas "últimas cartadas".

O pedido de anulação dos votos da urna 7, enviado ao STJ.

Felizmente, horas depois, o cartola desistiu da ação.

Afinal, esse Tribunal Superior tem toneladas de processos muito mais importantes a julgar.

E também o apoio a Alexandre Campello, que acabou batendo Júlio Brant nas eleições do Gigante da Colina.

Campello, no entanto, garante que Eurico não terá participação em sua gestão.

Será?

Com isso se confirmando e com Eurico Miranda fora de campo, acaba no futebol brasileiro a figura do “Cartola Caudilho” ou do “Presidente Símbolo”.

Assim foram, uns menos e outros mais, Athiê Jorge Coury, Vicente Matheus, Alfredo Ignácio Trindade, Wadih Helu, Delfino Facchina, Laudo Natel, Rivadávia Corrêa Meyer, Fadel Fadel, Cláudio Amantini, Agathyrno Silva Gomes, João Havelange, Paulo Machado de Carvalho, Osório Villas-Boas, Evangelino da Costa Neves, Cláudio Passerino Moura, Fábio Koff, Romeu Ítalo Rípoli, Birigui, Pedro Pavão, Beto Zini, Oswaldo Teixeira Duarte, Felício Brandi, Fernando Carvalho, Alfredo Metidieri, Nabi Abi Chedid, Eduardo Farah, Mustafá Contursi, Ricardo Teixeira, Milton Teixeira, Marcelo Teixeira, Modesto Roma (o pai), etc...

Resta Mário Celso Petraglia, espécie de Eurico do Paraná.

Eles nunca jogaram, mas estão na história municipal, estadual, nacional e até internacional do futebol, alguns.

Não ando gostando de seus sucessores, principalmente Patrícia Amorim, Roberto Dinamite, Ricardo Teixeira, Laor, Odílio Rodrigues, Leco, Del Nero, Carlos Miguel Aidar, Tirone, dentre tantos outros.

Mas, cartolas à parte, vamos jogar bola.

Kazim não dá!

José Carlos Peres vai sofrer muito na Vila.

O Santos FC é a quarta força.

Neymar, na bola e na polêmica, anda eclipsando Messi e Cristiano Ronaldo.

E eclipsou também o real valor de sua saída do Santos para a raiva da torcida e agora para esperança do Peixe, da DIS, e da Teisa de indenizações muito maiores.

Lucas Lima é bom, mas não é o Ademir da Guia canhoto, viu, exagerado Mauro Beting?

Fluminense anda com cara de Bonsucesso.

O Botafogo de São Cristóvão.

E o Vasco de Canto do Rio de Niterói, já extinto.

Que o Cristo salve o Rio e o futebol carioca.

Lula vai tomar de 3 a 0 na quarta-feira no grande clássico de Porto Alegre, mas um dos gols não será de “estufar as redes”.

Assim, ele ganhará um “efeito suspensivo” por recursos “na Fifa” e poderá entrar em campo em novembro, aguardem!

Enquanto isso, que o Vasco se lembre que é um clube de futebol e não um velho coliseu para gladiadores.

Disciplina já, senão a Crefisa não o adota, viu, co-irmão do Palmeiras?

Fotos: Divulgação

Compartilhe:
Imagem Nuvem de Notificações

SOBRE O COLUNISTA

Milton Neves Filho, nasceu em Muzambinho-MG, no dia 6 de agosto de 1951.

É publicitário e jornalista profissional diplomado. Iniciou a carreira em 1968, aos 17 anos, como locutor na Rádio Continental em sua cidade natal.

Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba-PR, em 1971 e na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo, de 1972 a 2005. Atualmente, Milton Neves apresenta os programas "Terceiro Tempo?, "Domingo Esportivo? e "Concentraçã... Saiba Mais

Arquivos