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A Crefisa seria a nova Parmalat.

Djalminha, Cafu, Marcos, Müller, Antônio Carlos, Rivaldo, Zinho, Paulo Nunes, Roberto Carlos, Edmundo, Evair e tantos craques fariam de novo um Palmeiras do tamanho do Barcelona e do Real Madrid.

Torcida do Verdão ficou eufórica e a onda verde não parou de crescer.

Pois a Crefisa jogou mesmo tão bem quanto a Parmalat e escancarou seus grandes cofres com tantos fundos tão profundos.

Enquanto isso o Corinthians era a quarta força e sério candidato ao rebaixamento no Brasileiro.

O São Paulo era uma incógnita e o Santos coadjuvante.

Mas o Palmeiras teve péssimos administradores financeiros.

Alexandre Mattos foi horroroso gerente de banco e aplicou muito mal os recursos a ele confiados.

Teve rentabilidade negativa na base de 19,51% abaixo do CDI, mensalmente.

Uma proeza!

Seus outros gerentes de aplicação de recursos também foram muito mal no mercado financeiro.

Eduardo Baptista, Cuca e Galiotte “brilharam” tanto, tecnicamente, quanto os administradores do Comind, Caderneta de Poupança, Haspa, Papa-Tudo, Banco Santos, Boi Gordo, Bamerindus, Banco Nacional, Mesbla e Mappin.

Mas, é claro, nesta exagerada simbologia, talvez cruel, o Palmeiras não quebrou, jamais quebrará e muito menos um dia desaparecerá.

Mas, que vergonha!

Que fracasso!

Que decepção!

Tanto dinheiro à vontade e tantas derrotas e eliminações.

Era muita cobra a picar a outra em espaço menor a comportar tanta gente.

Não foi por falta de aviso!

Agora é lamber as feridas, como dizem os gaúchos, limpar a “agência”, verificar com verdadeiros profissionais do sensível mercado financeiro quais as melhores aplicações para 2018 e escalar operadores que saibam fazer muito gol jogando do goleiro ao ponta-esquerda.

Isso tudo urge, sob pena de “quebrarem” a inquebrável Crefisa e soterrarem o sonho de “Dona Leila Presidenta” do Verdão.

Gastaram muito mal seu dinheiro, minha senhora, comprando a esmo muita quantidade e pouca qualidade.

Formaram um time de baciada, com muito legume vencido e com frutas passadas.

Que os feirantes também desarmem suas barracas procurando outra freguesia.

Mas na “Feira do Palmeiras” tinha literalmente um barraqueiro muito mal aproveitado e que ninguém notou, prestigiou, escutou ou escalou.

Felipe Melo!

Sim, Felipe Melo, ele mesmo!

E não fiquei louco!

Não souberam aproveitar a rara e única virtude dele: seu poder de acordar os outros 10 jogadores do Palmeiras que andaram perdendo bovinamente dois jogos para o Corinthians e até para o Vitória.

Sim, um destemperado com fio desencapado, mas não uma meiga mocinha como alguns jogadores dóceis que desfilaram vestidos de verde pelos campos do Brasil neste ano de 2017.

Todo time precisa de um líder e o Palmeiras é um amontoado assustado.

Menos o ótimo Moisés, o resto é tudo gente que precisa de líder, maestro ou berrador a acordá-los.

O Porco joga bovinamente à procura do matadouro.

Longe, e bota longe nisso, de um Dudu, Zito, Clodoaldo ou Dunga, mas Felipe Melo é indispensável em jogo pegado, nervoso, decisivo, dramático.

Ele teria eletrificado o elenco do Palmeiras que joga bola praticando ioga.

Virou um fim de feira!

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SOBRE O COLUNISTA

Milton Neves Filho, nasceu em Muzambinho-MG, no dia 6 de agosto de 1951.

É publicitário e jornalista profissional diplomado. Iniciou a carreira em 1968, aos 17 anos, como locutor na Rádio Continental em sua cidade natal.

Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba-PR, em 1971 e na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo, de 1972 a 2005. Atualmente, Milton Neves apresenta os programas "Terceiro Tempo?, "Domingo Esportivo? e "Concentraçã... Saiba Mais

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