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Agora tivemos a vez do nota 5.58 do tal Dugarry a dizer que Neymar é “insuportável”.

Outros boleiros falam e acham o mesmo.

O primeiríssimo dos primeiros a criticar nosso número 1 foi o treinador René Simões.

“Aqui na Vila está sendo criado um monstro”, cravou.

E acertou na mosca.

Neymar virou mesmo um monstro, em tudo.

Talento, brilho, faturamento, protagonismo, importância, exposição, patrimônio, marketing, liderança, gols, genialidade, em Barcelona, em Paris, na Europa, no Brasil, na Olimpíada e no mundo.

Só dá ele.

Merecido!

E logo passa Cristiano Ronaldo e Messi “que estão velhos”.

Mas Neymar lidera também no quesito antipatia, em patamares inéditos.

Uma antipatia crescente e preocupante.

Sim, tem muita inveja também na vida e nos jogos desse atual gênio que Mogi das Cruzes nos deu.

E já tivemos no futebol muitos e muitos outros jogadores a também inflamar e a fazer crescer em torno de si a antipatia e a inveja, essa dupla perversa, mas tabelando com a irreverência, a irresponsabilidade, a artilharia, a genialidade, a fama, a humildade, a seriedade e o folclore.

Foram os casos de Pelé, Romário, Ronaldo, Tostão, Zico, Sócrates, Rivellino, Ademir da Guia e mais Serginho Chulapa, Edmundo, Neto, Almir Pernambuquinho, Zé Roberto Marques, Gérson, Zizinho, Heleno de Freitas, etc.

Traduzindo, sobram acima adjetivos para estes e aqueles.

Mas, sabia, Neymar, que nenhum deles tinha esse seu insuportável “sorriso irônico” que você sempre destila e destina ao esforçado ou violento beque que te derrubou?

E por que você botou na cabeça que todo árbitro, que lhe dá merecido (ou não) cartão amarelo e vermelho, tem que receber esse seu olhar de desprezo, de deboche e de superioridade inexistente?

Você pratica em todo jogo uma espécie de “Bullying Futebolístico pelo Rosto”, diminuindo a “sua senhoria”.

Isso faz com que, em dúvida, decidam contra você naquele ou nos próximos jogos.

E quem te falou que você está acima de tudo e de todos?

Você não saca que isso está fazendo um mal danado para sua imagem e para o seu rendimento?

Perante seus “companheiros”, como Cavani, e seus adversários em campo vestindo uniforme do time contrário ou da turma do apito e da bandeira!

Os árbitros são solidários e corporativistas: humilhou um, humilhou a todos!

Baixe a bola pessoal que sua bola do mundo ficará ainda mais cheia.

E pare de ouvir o que os beques gringos falam na tua orelha, em português ofensivo e decorado, quando a bola está no ataque do adversário.

Sim, ali, os zagueiros, violentos, carniceiros e desonestos, estão praticando no teu ouvido “fratura exposta da honra” (jornalista Marcos Rosendo).

Retribua com dribles e gols, mas sem suas entradinhas vingativas e maldosas, porque outros Zunigas podem aparecer na sua vida.

E vire surdo e mudo, ouça e fale só com seus 10 companheiros de batalha.

Eles, sim, gostam e precisam de você.

Nós também!

E seja como Pelé, Romário, Ronaldo e Zico, que tampavam o ouvido durante o jogo e abriam só as turbinas dos pés e das canelas.

“Eu nunca ouvi as vozes de Ronaldo e Romário em campo” (Evandro Rogério Roman, ex-árbitro e hoje deputado federal).

E cuidado, Neymar, porque as vozes das arquibancadas do time anfitrião estão cada vez mais gritando contra você.

Já os gênios citados acima, quase todos, eram temidos, muito temidos, mas nunca antipatizados ou odiados!

Ah, acabou meu “Campeonato Brasileiro de Amistosos”.

Agora virei Palmeiras, com um cisquinho de esperança pelo meu Santos FC.

Foto: Philippe Laurenson/Reuters - retirada do UOL

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SOBRE O COLUNISTA

Milton Neves Filho, nasceu em Muzambinho-MG, no dia 6 de agosto de 1951.

É publicitário e jornalista profissional diplomado. Iniciou a carreira em 1968, aos 17 anos, como locutor na Rádio Continental em sua cidade natal.

Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba-PR, em 1971 e na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo, de 1972 a 2005. Atualmente, Milton Neves apresenta os programas "Terceiro Tempo?, "Domingo Esportivo? e "Concentraçã... Saiba Mais

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