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O argentino já teve a honra de ver Pelé pessoalmente

O argentino já teve a honra de ver Pelé pessoalmente

Na Argentina temos pelo menos uns três periodistas tipo Geraldo Bretas.

Para quem não sabe, Bretas foi o mais cáustico jornalista esportivo do Brasil pela TV Tupi e rádios Tupi e Difusora.

Teve até um jornal.

Metia o pau em todo mundo, até no Pelé.

Pois em Buenos Aires tem até quem chame Messi de “catalão”.

Não se conformam pela existência de dois Messis: o do Barcelona e o da seleção argentina.

Sempre com companheiros ruins ou médios, Messi é comum de azul e branco.

Sempre com companheiros bons, ótimos ou excepcionais, Messi é genial de azul e grená.

Mas vamos aos percentuais “cientificamente pesquisados”?

Se parasse hoje de jogar pela Argentina, como já ameaçou, ganharia da história uma pífia nota 4.67.

Perderia até para Burruchaga com 5.21.

Não ganhou porcaria nenhuma que preste, sumindo em decisões “portenhas”.

De Maradona então seria goleado por 7 a 1, “germanicamente” falando.

Afinal, o segundo do mundo é nota 9.17 com a camisa de seu país.

Só Pelé é 10.

E Messi no Barcelona?

Bem, aí, a coisa muda de Tubaína para Pêra-Manca.

Na Catalunha, e pela Europa, Messi já garantiu sua condição de sétimo melhor jogador da história, parasse hoje.

Seria o terceiro não tivesse aproveitamento médio de excepcional nota 9.2 “só” em 95% de seus jogos.

Justamente aqueles ou quase todos em que o Barcelona enfrentou times amedrontados.

Todo mundo, ou quase, entra em campo tremendo de medo do Barça-Seleção.

Faz anos.

O Santos 4 a 0 e 8 a 0 que o diga.

Tanto se teme o Barcelona que a Liga dos Campeões-2017 passou a ter agora uns oito candidatos ao título.

É que o “campeão antecipado” foi eliminado pelo PSG.

Evitemos no caso, por favor, o covarde e hipócrita “praticamente”.

Ou então “no futebol, tudo pode acontecer”, “o jogo só acaba quando termina”, “nenhum jogo termina sem o apito final do árbitro”, ou, como diz Mauro Escalpo Beting, “no futebol, o jogo é jogado e o lambari é pescado”.

Mas, pera aí, que negócio é esse de Messi ser Pelé em 95% de seus jogos só contra times amedrontados atingindo o notável patamar de 9.2?

E nos outros 5% em partidas enroscadas, duras, equilibradas, carne de pescoço e no pau a pau?

Mesmo já tendo decidido muitos desses jogos com lances inesquecíveis, mas aí sua nota cai para “módicos” 6.42 porque fracassou bastante também.

Terça-feira, contra o elétrico PSG, ganhou 0.81 assistindo ao jogo do campo, olhar distante, esquecido, ar de paisagem e ainda dando gol para os franceses como fez Lucas Lima quarta-feira na Vila.

Messi parece um ser ausente ganhando ou perdendo e sorrir para ele remete que dói mais do que coice de beque.

Seu semblante de sorriso amarelo não convence nem vendendo batata frita na TV por cachê estratosférico.

Sim, é o jeito dele, mas poderia ter pelo menos 0.1% da exagerada vibração de... Felipe Melo!!!

Aí, Messi, o Triste, não perderia tão longe de Maradona, em tudo.

E até do Burruchaga na seleção argentina.

Foto: UOL

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SOBRE O COLUNISTA

Milton Neves Filho, nasceu em Muzambinho-MG, no dia 6 de agosto de 1951.

É publicitário e jornalista profissional diplomado. Iniciou a carreira em 1968, aos 17 anos, como locutor na Rádio Continental em sua cidade natal.

Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba-PR, em 1971 e na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo, de 1972 a 2005. Atualmente, Milton Neves apresenta os programas "Terceiro Tempo?, "Domingo Esportivo? e "Concentraçã... Saiba Mais

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