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Nunca ninguém foi tão caçado no futebol nas últimas décadas

Nunca ninguém foi tão caçado no futebol nas últimas décadas

Para mim, começamos a deixar de ganhar a Copa da Rússia naquela pisada solitária e infeliz de Neymar no gramado do Parque dos Príncipes, no jogo contra o Olympique de Marseille.

E curioso, sem nenhum beque cavalo a açoitá-lo e a escoiceá-lo.

Nunca ninguém foi tão caçado no futebol nas últimas décadas.

São cavalos domesticados por maldosos cavalariços dos bancos de reservas.

Pelé também preocupava a todo o grupo de adversários e sua torcida.

Mas ele era temido, nunca odiado e sim admirado.

A torcida contrária vibrava, comemorava e até ria quando o Rei ia mal num lance ou perdia um pênalti.

Mas, quando quase sempre Pelé maravilhava, todo o estádio, mesmo hostil, até aplaudia.

Para ficar só em um exemplo, cito o Estádio da Luz, de Lisboa, na final do Mundial de 1962 com os portugueses de pé aclamando Santos 5 x 2 Benfica com o Rei deslumbrante.

Neymar, não.

De craque virou caça a ser abatida, um troféu.

Parece até que tem marcador com espírito de pistoleiro do Velho Oeste americano querendo matar o mocinho para virar celebridade entre os bandidos.

É que Neymar, muito craque e macho, provoca demais, humilhando zagueiros, bandeiras e árbitros e se expondo exageradamente fora de campo como nunca se viu.

Mais um pouco empata com Mayweather, o pugilista americano.

Isso provoca inveja, o mau hálito da alma.

Além de muita antipatia.

Saindo dessa, e sairá, que Neymar baixe um pouco a bola, “sossegue o seu abacaxi” e seja Messi, Cristiano Ronaldo, Pelé, Romário, Rivaldo e Ronaldo fora de campo, sem nunca deixar de ser esse gênio todo dentro dos gramados do mundo.

E curioso que jogadores como Mina, Gabriel Jesus e Neymar, jovens e fortes, sem adversários por perto, andem fraturando os seus “dedinhos”.

Serão as chuteiras tão modernas, de altíssima tecnologia, lindas, leves, personalizadas, coloridas, mas muito molinhas em seus cantinhos direitos e esquerdos lá nos pés?

A discussão está para todo lado.

Ninguém quer que os craques de hoje joguem de botas e esporas, mas de “sapatilhas”, exagerando um pouco, também não.

Antigamente, com as chuteiras artesanais, as “chancas” e as Gaetas pretas, nunca se ouvia falar em “fratura de dedinho”, mas de outras contusões absurdas até como fraturas expostas de pernas e braços, joelhos destruídos e frequentes distensões musculares, hoje bem mais raras.

Só estou perguntando, sou um leigo que mal sabe que a bola é redonda e perguntar não ofende.

Mas, para nós brasileiros, ela, a bola, murchou às portas da Rússia.

Sim, Neymar em junho estará “descansadíssimo” e os outros astros inimigos chegarão ao Mundial “desgastados”, “estropiados” e “exaustos”?

Conversa mole, porque eles chegarão mesmo é voando e nosso Neymar “sem embocadura” e com a becaiada de olho em seus dedinhos para serem pisados, agora para valer.

E o doutor Rodrigo Lasmar?

Que vitória da medicina brasileira, de nossos médicos e do Hospital Mater Dei de BH!

Os favoritos, depois de descartados Barcelona, Paris e Nova York, eram os tops e maravilhosos Einstein e Sírio-Libanês de São Paulo.

Mas deu Mater Dei de BH com o médico Lasmar inventando pela primeira vez no futebol “O Fator Campo e Torcida da Medicina”.

“Vou jogar no meu estádio, no meu terreiro, no meu hospital e com minha torcida, ou seja, os componentes de minha equipe de assistentes”.

Fiquei orgulhoso por minha Minas Gerais.

Ótima na medicina, péssima de governador e maravilhosa no campo da agropecuária.

E isso merece duas “leis mineiras e muzambinhenses”.

Uma para a agricultura na base do “Viva o Campo e vamos plantar, porque se a roça não planta o Brasil não janta”.

E a outra para Neymar tornar-se mais humilde e mais difícil de ser localizado, fotografado e badalado fugindo de olhos gordos.

Afinal, já são três Copas em que o menino “não pôde participar”: na burrada do Dunga em 2010, no cavalismo de Zuñiga em 2014 e agora no perigoso infortúnio de 2018.

Não será inveja?

Afinal a maldita inveja, quando não mata, aleija.

Foto: AFP PHOTO / GEOFFROY VAN DER HASSELT (via UOL)

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SOBRE O COLUNISTA

Milton Neves Filho, nasceu em Muzambinho-MG, no dia 6 de agosto de 1951.

É publicitário e jornalista profissional diplomado. Iniciou a carreira em 1968, aos 17 anos, como locutor na Rádio Continental em sua cidade natal.

Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba-PR, em 1971 e na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo, de 1972 a 2005. Atualmente, Milton Neves apresenta os programas "Terceiro Tempo?, "Domingo Esportivo? e "Concentraçã... Saiba Mais

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