• Errou contra Timão e goleou hacker da Marcela

    - Por Milton Neves / há 6 horas

    E Thiago Duarte Peixoto virou uma estrela às avessas.

    Expulsou o jogador errado em grande clássico de dia errado e virou Cristo.

    O Barbosa do apito.

    Sugeri após o jogo no “Terceiro Tempo” da Rádio Bandeirantes que ele convocasse uma coletiva e se explicasse.

    E não é que assim o fez, coincidentemente?

    Nada de relatório frio, mas que usasse a voz, porque “a palavra escrita não tem alma”.

    Em quase 20 anos de “Terceiro Tempo” na TV Record e Band, vários árbitros de lances polêmicos assim também o fizeram.

    E se deram bem.

    Acho que Thiago Duarte Peixoto também acertou, mesmo que só depois do jogo, ao pedir desculpas.

    Carlos Eugênio Simon, Heber Roberto Lopes, o hoje deputado federal Evandro Rogério Roman e muitos bandeirinhas, mais do que para defesa, igualmente apresentaram-se ao torcedor como eles realmente são, ao vivo na TV.

    Carlos Eugênio Simon costumava ir ao "Terceiro Tempo" para explicar suas decisões durante as partidas

    Ou seja, humanos.

    Humanos e passiveis de erros, é claro.

    “Jogam” sozinhos sem a moleza do desafio pela TV do tênis, do futebol americano, do vôlei, do beisebol, do atletismo, do basquete e etc...

    Até Márcio Rezende de Freitas, sete anos após o “crime” no gol do Camanducaia do Santos FC, moralmente campeão brasileiro de 1995, foi ao “Terceiro Tempo”, então na Record e, em programa épico, pediu ao vivo um close da câmera 3 e disse: “Errei, enorme erro e peço desculpas, antes tarde do que nunca”.

    Do lado, até o gigante Clodoaldo Tavares Santana, que tentou bater em Márcio naquela noite de 17 de dezembro de 1995 no Pacaembu, emocionado, o perdoou.

    Mas, antes, à época, nada de punição, “decapitação”, suspensão e etc...

    E com o pobre e jovem Thiago Duarte Peixoto?

    Com ele não teve moleza.

    “Foi feita justiça com as próprias mãos”.

    Foi “assassinado” em praça pública.

    Ou seja, com a rapidez da internet, os cartolas destruíram o jovem árbitro “palmeirense”.

    Ora, todos nós do mundo do futebol nascemos e vivemos com um time do coração.

    Em caso contrário seríamos outra coisa na vida.

    Cassado das escalas, advertido, humilhado, suspenso e virou um “alguém qualquer a ser reciclado”.

    Uma sacanagem!

    Por que não fizeram isso também com Armando Marques em 64, em 71 e em 73, com José Roberto Wright em 81 e em 85, com José de Assis de Aragão em 80, em 84 e em 86 e com Márcio Rezende de Freitas em 95, em 99 e em 2005?

    E o pênalti não marcado para o Grêmio em 82 contra o Flamengo na decisão do Brasileiro no Olímpico?

    Hein, Oscar Scolfaro?

    Todo mundo absolvido, anistiado, perdoado.

    Só receberam críticas ao vento pela “crônica especializada”.

    Sacanagem, sim, com o Thiago Duarte Peixoto!

    Foi julgado na velocidade da luz, humilhado, “preso” e “condenado à morte”.

    Nem o hacker da Marcela Temer teve um julgamento assim à la Usain Bolt.

    Evandro Rogério Roman também "dava a cara para bater" no "Terceiro Tempo"

    Fotos: Portal TT

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  • Messi é Pelé contra amedrontados

    - Por Milton Neves / há 7 dias

    Na Argentina temos pelo menos uns três periodistas tipo Geraldo Bretas.

    Para quem não sabe, Bretas foi o mais cáustico jornalista esportivo do Brasil pela TV Tupi e rádios Tupi e Difusora.

    Teve até um jornal.

    Metia o pau em todo mundo, até no Pelé.

    Pois em Buenos Aires tem até quem chame Messi de “catalão”.

    Não se conformam pela existência de dois Messis: o do Barcelona e o da seleção argentina.

    Sempre com companheiros ruins ou médios, Messi é comum de azul e branco.

    Sempre com companheiros bons, ótimos ou excepcionais, Messi é genial de azul e grená.

    Mas vamos aos percentuais “cientificamente pesquisados”?

    Se parasse hoje de jogar pela Argentina, como já ameaçou, ganharia da história uma pífia nota 4.67.

    Perderia até para Burruchaga com 5.21.

    Não ganhou porcaria nenhuma que preste, sumindo em decisões “portenhas”.

    De Maradona então seria goleado por 7 a 1, “germanicamente” falando.

    Afinal, o segundo do mundo é nota 9.17 com a camisa de seu país.

    Só Pelé é 10.

    E Messi no Barcelona?

    Bem, aí, a coisa muda de Tubaína para Pêra-Manca.

    Na Catalunha, e pela Europa, Messi já garantiu sua condição de sétimo melhor jogador da história, parasse hoje.

    Seria o terceiro não tivesse aproveitamento médio de excepcional nota 9.2 “só” em 95% de seus jogos.

    Justamente aqueles ou quase todos em que o Barcelona enfrentou times amedrontados.

    Todo mundo, ou quase, entra em campo tremendo de medo do Barça-Seleção.

    Faz anos.

    O Santos 4 a 0 e 8 a 0 que o diga.

    Tanto se teme o Barcelona que a Liga dos Campeões-2017 passou a ter agora uns oito candidatos ao título.

    É que o “campeão antecipado” foi eliminado pelo PSG.

    Evitemos no caso, por favor, o covarde e hipócrita “praticamente”.

    Ou então “no futebol, tudo pode acontecer”, “o jogo só acaba quando termina”, “nenhum jogo termina sem o apito final do árbitro”, ou, como diz Mauro Escalpo Beting, “no futebol, o jogo é jogado e o lambari é pescado”.

    Mas, pera aí, que negócio é esse de Messi ser Pelé em 95% de seus jogos só contra times amedrontados atingindo o notável patamar de 9.2?

    E nos outros 5% em partidas enroscadas, duras, equilibradas, carne de pescoço e no pau a pau?

    Mesmo já tendo decidido muitos desses jogos com lances inesquecíveis, mas aí sua nota cai para “módicos” 6.42 porque fracassou bastante também.

    Terça-feira, contra o elétrico PSG, ganhou 0.81 assistindo ao jogo do campo, olhar distante, esquecido, ar de paisagem e ainda dando gol para os franceses como fez Lucas Lima quarta-feira na Vila.

    Messi parece um ser ausente ganhando ou perdendo e sorrir para ele remete que dói mais do que coice de beque.

    Seu semblante de sorriso amarelo não convence nem vendendo batata frita na TV por cachê estratosférico.

    Sim, é o jeito dele, mas poderia ter pelo menos 0.1% da exagerada vibração de... Felipe Melo!!!

    Aí, Messi, o Triste, não perderia tão longe de Maradona, em tudo.

    E até do Burruchaga na seleção argentina.

    Foto: UOL

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  • Nada de Pratto ou Borja, o bom é o "Messi de São Januário"

    - Por Milton Neves / há 14 dias

    E não é que o São Paulo se mexeu?

    Ufa, exclama o treinador Rogério Ceni.

    Afinal, como se viu quinta-feira em São Luís, o time é muito fraco.

    Mas, com Pratto, o Tricolor deve crescer bastante porque o argentino é excelente fazedor de gols em boas médias.

    E o Palmeiras “retrucou” na mesma hora e na mesma moeda.

    Mas não sei, não.

    Pratto já é um prato feito à brasileira e Borja chega por enquanto como candidato a ganhar o “MasterChef” da Band.

    Só que Borja encontrará uma cozinha padrão internacional no Allianz Parque enquanto que no Morumbi até a churrasqueira anda velha e sem brasa.

    Brasa que não falta em Felipe Melo.

    Ninguém é tão esquentado!

    Bom jogador, mas lembra Trump: uma polêmica por dia.

    Polêmicas que sobram no Corinthians.

    Mais um pouco voltam Alfredo Ignácio Trindade, Wadih Helou e Vicente Matheus.

    O Timão continua desgovernado e faz tempo.

    Ganhou em Poços como o São Paulo em São Luís: os adversários eram muitíssimo fracos.

    E agora meu departamento do “Milton Louco”!

    Nenê, do Vasco, tem repentes de... Messi!

    Copete, do Santos, tem lampejos de... Rivaldo!

    E Vanderlei, também do Peixe, o melhor goleiro do Brasil, é o “Buffon da Vila”.

    E sério mesmo, das três “loucuras”, a do Nenê é algo lúcido.

    Baixinho, feinho, magrinho e canhotinho, o vascaíno bate faltas e pênaltis com 41.07% da precisão do argentino.

    Ou não?

    É só colocá-lo no Barcelona entrando toda vez que seu “sósia” estiver machucado ou suspenso que “ninguém notará a diferença”!

    É que seu toque de bola é “igualzinho” ao do Messi.

    Podem rir e me xingar, mas Nenê não jogar na seleção brasileira é sacanagem.

    Joga quase sozinho no Vasco, não aceita sair ganhando muito mais e já salvou Eurico Miranda mil vezes.

    No mais, informo de novo: o Palmeiras “ganhou” o Paulistão-2017.

    Não precisa nem jogar.

    Foto: UOL

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  • O Timão virou Timinho?

    - Por Milton Neves / há 21 dias

    Faz um ano.

    Os chineses, hoje desencantados com os brasileiros, vieram na base de um tsunami financeiro e limparam o Corinthians.

    Levaram todo o talento e deixaram muito dinheiro.

    A grana “tomou Doril” e o resto do time também desapareceu.

    Foi um Corinthians coadjuvante que vimos em 2016.

    Ano em que o verde Palmeiras ficou com cara dos azuis Chelsea e Manchester City.

    Os dois ingleses de grana árabe compram “todo mundo” e sempre por lá tem jogador sobrando.

    Como no atual Allianz Parque Crefisa FAM FC.

    Mais um pouco vira Parmalat de novo.

    Já no Corinthians só lamentações.

    Problemas políticos, financeiros, técnicos, Arena “Cavalo de Tróia” Itaquera, papo de impeachment do presidente, técnico sem carisma, elenco comum e torcida eternamente... maravilhosa!

    Público de 22 mil pessoas, em quarta-feira à noite de todas as chuvas do mundo para um simples jogo amistoso com a Ferroviária, é coisa de gente muito grande.

    Mas “o meu amado e querido Corinthians” já está dando sinais de vida como nossa economia brasileira do competente “treinador” Henrique Meirelles.

    A primeira grande e ótima notícia para o bem do “Time Mosqueteiro” foi a não contratação de Drogba.

    Seria “contrair” o superado marfinense.

    Um novo Pato.

    Como foi Leandro Damião no Santos.

    Jamais o ex-grande artilheiro africano seria um novo Ronaldo no Parque São Jorge.

    Aliás, sumiu o “Parque São Jorge” da mídia esportiva, uma pena.

    E agora voltou Jadson, o que já melhora a nota do atual time corintiano de 3.21 para 3.97.

    Ainda muito longe do Palmeiras 7.99 e do Santos 6.01.

    O Verdão tem elenco e muito dinheiro, e o Santos um time correto e entrosado e o melhor goleiro do Brasil.

    Ah, faltou o São Paulo!

    Pois o Tricolor é o Corinthians da Zona Sul.

    Nota 3,21 por enquanto.

    Que Leco dê bom leite para seus meninos sob pena da grande ideia Rogério Ceni sofrer a chamada “Síndrome de Falcão”.

    Ou seja, um gênio em campo que nunca emplacou sentado na “Casamata Colorada”.

    Que o presidente Leco não fique sonhando sentado em sua poltrona e dê uma bela reforçada neste elenco tipo “pré-Morumbi”.

    Foram os tempos de Sudaco, Salton, Prospiti, Efraim, Bacurau, Peter, Sabino, Valdir Birigui, Ilzo Nery e Serafim, entre outros.

    Construindo o Morumbi, o time de Laudo Natel comprava só material de construção e não craques como tinham Santos e Palmeiras.

    Pobres Roberto Dias e Jurandir lá atrás...

    Enfim, que o “Paulistão Pré-Temporada” seja muito bom para todo mundo.

    E que o Corinthians seja Timão de novo e não continue errando mais passes que Pai de Santo algemado e que o São Paulo jogue bem mais do que a estátua de Messi, diriam o jornalista Fábio Piperno e o humorista Oscar Pardini.

    Ah, só mais uma coisinha.

    O Palmeiras foi campeão paulista de 2017!

    Foto: UOL

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  • Dona FIFA, depois da TV, o doping, por favor!

    - Por Milton Neves / há 28 dias

    A Fifa sempre foi lenta em suas decisões quando resolve alterar isto ou aquilo nas regras do futebol.

    É lenta e foi até ciumenta.

    Foi assim com o bastão de spray branco para marcar no gramado o limite da barreira.

    “Dali o jogador não pode passar quando das cobranças de faltas”, decretou-se.

    E isso nasceu em 2000 no futebol por obra de Eduardo José Farah, então presidente da Federação Paulista.

    Naquele domingo à noite de agostou ou setembro de 2000, durante um “SuperTécnico” na Band, Felipão, Zagallo, Parreira e Carpegiani discutiam e reclamavam da vergonha das barreiras sempre se adiantando nas cobranças de faltas.

    Foi o tema central do programa.

    Aí, Luize Altenhofen, minha segunda companheira de “SuperTécnico”, imprimiu um e-mail com a ideia de um telespectador iluminado sugerindo que o problema acabaria com um simples bastão de creme de barbear ser colocado na cintura de todos os árbitros.

    “É só fazer um risco branco do lado dos pés dos jogadores com o creme de barbear que dali eles não passam”, sugeriu o torcedor.

    Os técnicos gostaram e o presidente Farah, vendo o programa, mais ainda.

    Já na segunda-feira consultou um profissional que ponderou ser impraticável o creme de barbear porque ele, com sua composição química, danificaria a grama e nas intermediárias teríamos “cicatrizes” a ponto de transformar gramados em mosaicos de xadrez.

    Resolveu-se fácil.

    O químico bolou um spray branco “inofensivo” sem os componentes “agressivos” do creme de barbear e logo a novidade foi implantada “na marra” no futebol paulista, dizia Farah.

    A FIFA não vetou, mas ignorou, desdenhou e depois sucumbiu sem nunca ter dado crédito ao então presidente da FPF.

    Hoje o mundo usa o spray e as cobranças de faltas e suas barreiras foram disciplinadas.

    E agora está chegando a TV para ajudar os coitados dos árbitros e bandeirinhas.

    Antes tarde do que nunca.

    Mas ainda faltam duas medidas que urgem no futebol.

    Proibição de se jogar nas alturas, como em La Paz, por exemplo, porque ali ainda vai morrer um jogador visitante.

    Aliás, não sei como ainda não morreu alguém.

    Mas, ao morrer, virá a proibição, tardia, anotem.

    Por que não a prevenção e proibição já?

    E o doping, então?

    Ora, dona FIFA, qualquer time, qualquer seleção e em qualquer competição em que um jogador for flagrado dopado, tem que ser caso de sumária eliminação do campeonato e imediata derrota do time dele, seja qual tenha sido o placar do jogo.

    Puristas alegam que “o doping só de um jogador não pode contaminar os outros 10 porque se trata de esporte coletivo”.

    E acrescentam: “Isso só pode valer para esporte individual”.

    Mas, meu Deus, outro dia o Paulista foi eliminado da final da Copinha devido a um só “gato” que destruiu os sonhos de seus 10 companheiros e de um clube que luta para ressurgir a partir de Jundiaí.

    Foi ou não foi?

    E nos Jogos Olímpicos?

    Os revezamentos da natação e do atletismo são modalidades esportivas coletivas, como no futebol, basquete, vôlei e etc.

    Ora, claro que são esportes coletivos.

    Coletivo de quatro é a mesma coisa de coletivo de 11.

    Ou não?

    Se nos revezamentos olímpicos um atleta dopado contamina os outros três com medalha devidamente cassada, por que no futebol não se aplica a mesma coisa?

    Como no caso de La Paz, a FIFA estará numa grande fria quando em Copa do Mundo ou Eurocopa acontecer de uma seleção top classificada em mata-mata ou considerada campeã na grande final tiver apresentado um ou dois jogadores dopados.

    A seleção derrotada não aceitará, o mundo se indignará e a FIFA mudará a regra porque punir o jogador e manter o resultado é um absurdo.

    Que mude agora, caramba!

    Foto: reprodução

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SOBRE O COLUNISTA

Milton Neves Filho, nasceu em Muzambinho-MG, no dia 6 de agosto de 1951.

É publicitário e jornalista profissional diplomado. Iniciou a carreira em 1968, aos 17 anos, como locutor na Rádio Continental em sua cidade natal.

Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba-PR, em 1971 e na Rádio Jovem Pan AM de São Paulo, de 1972 a 2005. Atualmente, Milton Neves apresenta os programas "Terceiro Tempo?, "Domingo Esportivo? e "Concentraçã... Saiba Mais