• Foi o máximo, Verstappen!

    - Por Marcos Júnior / há 10 meses

    Digna de reverência a defesa ferrenha de Max Verstappen para manter-se à frente de Nico Rosberg, no GP do Canadá, vencido por Lewis Hamilton.

    Em quarto, com sua Red Bull aparentemente inferior à Mercedes do alemão, Max impediu a ultrapassagem do líder do campeonato, que vinha de asa aberta e pé pesado no pedal da direita.

    Normalmente são as ultrapassagens as manobras mais bacanas de uma corrida.

    Equivalem a um gol no futebol. Ou, ainda, um belo drible. 

    Mas o jovem holandês, que vinha de um desastroso GP de Mônaco, mostrou que além saber ser agudo no ataque, é exemplar também quando precisa se defender. E, foi, de maneira absolutamente leal.

    Voltando ao futebol, é como se Max Verstappen tivesse virtudes de um goleador e, ao mesmo tempo, um zagueirão dos bons, daqueles que sabe o que faz com a bola nos pés.

    Na primeira tentativa frustrada de Rosberg sobre ele, o sorriso de Christian Horner, poderia ser traduzido como algo do tipo:

    "Ah, esse moleque é f...."

    É mesmo, Horner. 

    E foi novamente na segunda tentativa de Rosberg, no giro final. O alemão atravessou seu carro e o pimpolho seguiu todo pimpão.

    Helmut Marko acertou em cheio ao trazê-lo logo para a "Série A" da Red Bull.

    Desconfio que colocará Daniel Ricciardo na bandeirinha de escanteio em mais algumas provas deste ano.

    Piquet fez isso com Lauda na Brabham

    Depois, Schumacher fez isso com Piquet, na Benetton.

    Eu, no lugar de Ricciardo, tentaria logo sair do time austríaco.

    O tempo talvez me desminta. Mas está quase na cara que correr ao lado de Verstappen será tão indigesto quanto ser companheiro de equipe de Schumacher ou Alonso, somente para ficar nestes dois...

    Foto: Reprodução/Twitter

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  • No tabuleiro da F1, peça mais importante deve ser movimentada pela Ferrari

    - Por Marcos Júnior / há 10 meses

    A caminho da sétima das 21 etapas do campeonato da Fórmula 1, o mais extenso da história, diga-se, certamente há muito piloto com futuro incerto buscando manter-se no grid para 2017.

    Recentemente falei da hipótese Massa na Renault, do bem que seria para o brasileiro e o time francês, casamento com boas chances de dar certo. 

    Nesse caso, o atual time de Massa teria uma vaga interessante para diversos postulantes. Volto a falar da Williams já, já.

    Isso, porque, considero que a peça mais importante a ser movida no tabuleiro da F1 possa vir de Maranello.

    Vettel, claro, está garantido em um dos carros escarlates.

    Raikkonen, entretanto, parece ter seus dias contados na Ferrari.

    O finlandês, campeão pelo time em 2007, ainda fez uma boa temporada por lá em 2008, teve um pífio 2009, deixou a categoria para se aventurar no rali e voltou pela Lotus em 2012. 

    Parecia com apetite em seu retorno, terminando seu ano de reestreia em terceiro, com uma vitória e mais cinco pódios.

    Mais um belo ano pela Lotus em 2013 (uma vitória e sete pódios), fechando a temporada em quinto lugar.

    Os resultados animaram a Ferrari, a mesma havia o demitido ao término de 2009. Águas passadas.

    Porém, na Ferrari, Raikkonen parece hoje aquele jogador de futebol que só consegue jogar bem em time mediano. Para piorar, tem um companheiro de equipe com sede de vitórias, em que pese as limitações do equipamento que tem em mãos.

    Raikkonen não deverá ter seu contrato renovado com a Ferrari, que terá muitas opções interessantes no mercado.

    Cotado tempos atrás, o nome de Bottas esfriou, assim como o de Hulkenberg, em contraste com o de Romain Grosjean, trapalhão de início de carreira que deu a volta por cima.

    Voltando à Williams. 

    Um possível acerto de Massa com a Renault tira as chances do próprio Raikkonen de buscar uma vaga derradeira para sua carreira que está no ocaso. A Renault precisa de um piloto experiente, e Massa - que ainda busca vitórias -, está mais próximo do perfil que os franceses necessitam.

    Vamos aos palpites para 2017, então...

    Ferrari com Vettel e Grosjean; Renault com Massa e Magnussen e Williams com Bottas e Nasr.

    Sim. A Williams pode ter de volta seu piloto reserva, o brasileiro que anda às turras com seu companheiro de equipe na decadente Sauber.

    Sem nadar em dinheiro, o time inglês pode olhar com carinho para o patrocínio polpudo que Nasr sustenta.

    No final das contas, mudanças podem ser boas para os dois Felipes.

    E, também para a Ferrari.

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  • Felipe Massa pode se dar bem caso seja piloto da Renault

    - Por Marcos Júnior / há 10 meses

    Felipe Massa pode dar um bom passo se trocar a Williams pela Renault em 2017.

    Como de praxe, Mônaco costuma ser um terreno fértil para os boatos acerca das possibilidades de mudanças de assentos dos pilotos na F1.

    Nesta semana, o site `Motorsport.com´, cravou que o brasileiro conversa com a equipe francesa, tendo em vista que seu contrato expira ao término deste ano. A Williams, espécie de fênix recente da F1, estacou seu progresso, e Massa parece não ver nenhum arco-íris no horizonte do time de Grove a médio prazo.

    E o piloto, com recém completados 35 anos, sabe que não pode ficar mais alguns anos fora na elite do automobilismo. A fila anda, e anda tão rápido que a própria Williams, ainda segundo o `Motorsport.com´, já pensa em um substituto para o seu lugar, uma opção entre as duas mais cotadas: Daniil Kvyat e Jenson Button.

    O objetivo claro, caso Massa venha mesmo a sair, será o de manter Valtteri Bottas, cujo contrato também se encerra no final de 2016. O nome do finlandês esfriou em lugares mais cobiçados, sobretudo a Ferrari, embora o time de Maranello também é um que pode ficar com vaga sobrando, caso Raikkonen seja definitivamente limado.

    VOLTANDO A FELIPE E À RENAULT...

    A equipe, que retornou ao grid com seu próprio carro, segue firme como uma força monumental na produção de motores. Prova disso é a evolução do propulsor entregue à Red Bull (batizado de TAG Heuer), notadamente melhor que a versão anterior, que já em sua primeira demonstração rendeu a pole ao australiano Daniel Ricciardo, em Mônaco.

    A dupla atual da Renault, Kevin Magnussen e Jolyon Palmer, é aquilo que no popular poderíamos chamar de "arroz com feijão" ou "água com açúcar". 

    A exemplo da Mercedes, que comprou a Brawn ao término de 2009, a Renault, também adquiriu um time (a Lotus) e montou um corpo técnico respeitável, segundo ouvi do próprio Massa em 13 de dezembro de 2015 em Interlagos, após ele conversar com Caique Ferreira (na foto), diretor de comunicação da Renault do Brasil.

    EXERCÍCIO DE FUTUROLOGIA...

    Confesso, naquele momento, sem bola de cristal, pensei que um "casamento" entre Massa e Renault poderia ser bom para ambos.

    A Renault, precisando de um piloto experiente, para devolvê-la aos anos de glória que teve com Fernando Alonso. Além disso, o mercado automotivo brasileiro é importante para a marca, e a presença de Massa será muito interessante.

    Massa, quem sabe, pode ter um novo alento em sua carreira, assim como teve Rubens Barrichello, quando acelerou a Brawn-Mercedes em 2009.

    Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

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  • 807, 2210 e 802

    - Por Marcos Júnior / há 11 meses

    Nunca fui muito amigo dos números, sobretudo no calvário do colegial, em que fiz a tremenda burrada de, mesmo sendo afeito às humanidades, ter optado por estudar na turma de exatas, porque diziam que o curso era mais forte.

    Só não fui reprovado nos dois últimos anos do curso porque tive colegas e professores generosos. Os primeiros, por valiosas contribuições durante provas escabrosas; os segundos, por arredondamentos de notas absolutamente inimagináveis.

    O preâmbulo é para justificar o título da croniquinha, só de números, meus algozes de outrora, que preciso explicar.

    807 é o número do prédio onde trabalho, na Paulista. 2210, o número do conjunto, a redação do Portal Terceiro Tempo. E, por fim, 802 o local onde funcionou até recentemente, a redação do "Grande Prêmio", fundamental referência que tive antes de chegar aqui no site de Milton Neves. Referência atual, ainda, diga-se.

    Em 2009 (mais um número!), aportei por aqui, sob olhares de desconfiança, a convite do meu irmão Rogério Micheletti, tão generoso quanto meus colegas e professores do colegial.

    Sem experiência em uma redação, mas com uma trajetória de amor sincero e conteúdo honesto no automobilismo - e também ao futebol -, aos poucos fui ganhando a confiança da pessoa mais importante da redação: Milton Neves.

    Ao longo destes sete anos de trabalho, onde inicialmente fui responsável por mais de 80% das migrações da seção "Que Fim Levou?" em uma atualização do site, criei um programa de entrevistas, o "Bella Macchina", que hoje é o "braço" de automobilismo do Portal Terceiro Tempo.

    A primeira entrevista que fiz em vídeo, com Bia Figueiredo, foi tensa, eu bem nervoso, mas fluiu. A segunda, com Christian Fittipaldi, um papo delicioso, mais solta.

    E tantas outras. A emoção com Bird Clemente e Ingo Hoffmann, as audiências arrebatadoras com as vindas de Roberto Pupo Moreno e Alex Dias Ribeiro, os jovens kartistas, a turma da Stock, do rali, da F3 e tantas outras categorias.

    Em 2015 trouxe Claudio Carsughi para ser meu entrevistado.

    Milton Neves costuma lembrar da emoção que teve quando viu Pelé pela primeira vez, em um jogo do Santos contra o Comercial em Ribeirão Preto, ocasião em que o Rei, por um rápido instante, trocou olhares com o menino de Muzambinho, junto ao alambrado.

    Não posso precisar se a emoção que tive ao lado de Carsughi foi igual a de Milton com Pelé. Sentimentos são difíceis de serem mensurados. Mas, certamente, foi intensa.

    Hoje faço "tabelinha" com Claudio em outro programa que criei, o "Notas do Carsughi" e, apesar de estar me acostumando (já estamos na 20ª edição), o frio na barriga ainda é inevitável quando lembro de tantas coisas que li de Claudio na "Quatro Rodas", e ouvi, nos comentários da F1 pela Jovem Pan.

    O curioso, mais curioso para mim, é que um episódio de 2001, quando eu já havia praticamente desistido de ser feliz nesta vida, tenha tido um papel tão decisivo para aquilo que faço hoje.

    Por e-mail, encaminhei uma crônica ao meu irmão Rogério, à época redator do Portal Terceiro Tempo, sobre a ultrapassagem de Montoya em Schumacher no GP do Brasil de 2001. Chamava-se "Montoya e a bicicleta" o texto onde eu comparava a ultrapassagem do colombiano sobre o alemão ao gol de um jogador do Juventus, Silva, de bicicleta, sobre o Corinthians no Pacaembu.

    Meu irmão publicou a crônica no site. Eu, por e-mail, passei o link a Flavio Gomes.

    "Quem sabe ele lê, fala alguma coisa", devo ter pensado.

    Em poucos minutos Flavio me respondeu, de forma curta e direta:

    "Gostei, você leva jeito para escrever", comentou Flavio.

    Contei essa história ao Flavio em 2014, em um "Troféu Ford Aceesp". Estávamos na "fila" para o jantar. Flavio, que hoje trabalha com meu irmão Rogério na Fox, ficou com os olhos marejados com o que lhe resumi, assim como eu fiquei, ao lhe dizer que aquelas palavras dele em 2001 me tiraram do fundo de um poço de onde eu jamais achei que sairia.

    Rogério, Milton, Carsughi e todos os Neves, Fábio Lucas, Netto Neves e Rafael Neves, foram fundamentais para que eu esteja fazendo isso que tanto amo hoje. Assim como o amigo querido Raul Drewnick, escritor dos mais talentosos, que sempre levantou minha bola.

    Mas aquelas poucas palavras do Flavio, quem sabe escritas no conjunto 802 da Paulista, foram salvadoras, redentoras.

    Nunca trabalhei no conjunto 802.

    Estive lá algumas vezes, visitando Renan do Couto, Evelyn Guimarães, Victor Martins, Flavio Gomes e toda sua afinada trupe.

    Mas, ao 802, devo muito do que sou hoje.

    Foto: Marcos Júnior Micheletti

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  • 1º de abril, Niki Lauda e o doce Colegial

    - Por Marcos Júnior / há 1 ano

    Às vezes dava certo, outras não, mas era divertido inventar uma história mirabolante no 1º de abril.

    Voltando no tempo, lembro que no 1º de abril eram as contratações improváveis de jogadores de futebol os pratos prediletos nos meus tempos de Colegial.

    Aqui, se me permitem, faço uma observação: Colegial era um nome bem mais imponente que o atual Ensino Médio. Sabem aquela escala, fraco, médio e forte?

    Pois bem, chamar um período tão importante na vida de um adolescente de "médio" é, no mínimo, suavizar as tintas...

    Aprendi coisas fundamentais para minha existência nesse período intenso, de efervescência hormonal e olhos marejados. Também conheci ótimos amigos, assim como a paixão mais arrebatadora da minha vida, que surgiu diante das minhas retinas quando eu era um estudante do 2º Colegial, em uma manhã iluminada de 1983; uma menina magrela com cabelos desgrenhados que vestia uma jardineira branca e que sentou-se ao meu lado direito. Linda.

    E foi lá, no meu inesquecível Colegial, em 1982, que contei para a minha sala inteira do 1º ano que Niki Lauda havia desistido de retornar à Fórmula 1 pela McLaren para assinar com a equipe de Emerson Fittipaldi, então chefe do time, que na ocasião contava apenas com Chico Serra como piloto.

    Muitos colegas também gostavam de automobilismo, e como o 1º de abril não havia sido lembrado por ninguém, consegui convencer os incautos.

    Disse que havia acabado de ouvir a história na Jovem Pan (a rádio que eu ouvia) pelo TKR da Caravan bege do meu pai, que me levava de segunda a sexta para as bandas da Vila Mazzei.

    "Gente, acabei de ouvir o Claudio Carsughi* dizendo que o Lauda vai correr na Fittipaldi", decretei convicto.

    Segurei a história até onde pude, — época sem internet era uma maravilha —, ninguém tinha como sacar um celular do bolso para checar a informação. E assim foi, até uma colega lembrar que era 1º de abril...

    Pena que naquele dia eu não tinha uma foto igual a que ilustra esta crônica, com Lauda dentro do carro... Ninguém duvidaria...

    * Peço desculpas ao Claudio Carsughi, hoje amigo, pela história que inventei no longínquo ano. Foi por uma causa divertida, certo, Mestre?

    OBSERVAÇÃO: A foto acima é autêntica. Niki Lauda sentou-se no cockpit do Copersucar F5 em 1977, durante um teste de pneus da F1 em Zandvoort, na Holanda. Porém, o austríaco apenas posou para a imagem, não andou no carro de Emerson Fittipaldi. Então piloto da Ferrari, em seu último ano pela equipe italiana, Lauda chegou a guiar o carro francês da Ligier (modelo JS7 com motor Matra de 12 cilindoros de Jacques Laffite) no circuito holandês (foto abaixo).

     Lauda andou com a Ligier JS7 em Zandvoort, durante testes de pneus da F1 no circuito holandês

    Emerson a bordo do F5 em 1977, o carro em que Lauda entrou apenas para uma foto em Zandvoort

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SOBRE O COLUNISTA

No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

"Marcos, nunca deixe de escrever!?

Durante o 2º grau, um... Saiba Mais