• Volta rápida de Porsche: fazer gol de bicicleta é moleza perto de guiar um carro de corrida!

    - Por Marcos Júnior / há 7 meses

    O vídeo está abaixo.

    Mesmo com as imagens e o som, acredito ser mpossível ao leitor, que nunca esteve ao lado de um piloto profissional para uma volta rápida em um autódromo (no caso, Interlagos), saiba a real sensação de velocidade de um carro de corrida.

    A convite da assessoria da Porsche (gracias, Luiz Ferrari e pessoal do Hero/FS!), estive no autódromo paulistano na semana passada para conversar com os dois irmãos, Pedro e Nelsinho Piquet, juntos pela primeira vez dividindo um carro em uma prova, a Porsche GT3 Cup (Endurance). A matéria do encontro está aqui.

    "De quebra", ao término da conversa, eu e mais alguns jornalistas, de macacão, balaclava e capacete, ganhamos a oportunidade para o giro pelos 4.309 metros de Interlagos. Fui com o Pedro, bicampeão da F3 Brasil (2014/2015) que atualmente faz sua primeira temporada na F3 Europeia. Ele tem 18 anos.

    A saída dos boxes, longa, nos encaminha à reta oposta. Somente esta saída já é assustadora.

    É um trecho estreito e sinuoso, mas no digital do painel, bem à frente dos olhos do piloto, acusava 130 km/h.

    Entrando na reta oposta a progressão de marchas no câmbio sequencial e a velocidade bate em 220 km/h na freada forte para o Lago, após duas reduções.

    Nada de movimentos bruscos no volante. O jovem piloto vira com suavidade para fazer o contorno, deixando a máquina escorregar pela zebra (prefiro o termo lavadeira, me remete aos anos 70...). Um barulho agradável e uma leve vibração com o contato dos largos pneus no limite da pista.

    A aceleração impressiona, mas não tanto quanto a capacidade que o carro (e o piloto, claro) tem em fazer as curvas.

    A estabilidade e o poder de frenagem são os pontos mais interessantes da experiência.

    Dura pouco e o vídeo está resumido, mas garanto que vale a pena a espiada.

    Estive em algumas outras vezes ao lado de pilotos profissionais em carros de corrida, mas sempre há algo novo para observar. E até já guiei um Porsche em Interlagos uma vez. Se quiser dar uma olhada, está aqui.

    Acho incrível um drible no futebol, um gol de bicicleta.

    Também fico impressionado com uma cesta de três pontos.

    Mas a capacidade que uma pessoa tem em conduzir um carro no limite extremo não é para qualquer um.

    Resumindo.

    No jogo da várzea, antes do churrasco de domingo, muitos dribles bonitos acontecem e, vez por outra, um gol de bicicleta. Eu mesmo já fiz um, em um campinho de terra na Praia Grande, cruzamento do Nestor. Mandei no ângulo.

    Uma vez, para impressionar a menina mais bonita do colegial, da escola, do bairro, da cidade e do mundo, arrisquei um arremesso de três pontos e encestei de chuá. Saí todo pimpão, apesar dela nem ter reparado no meu feito...

    Porém, andar como um piloto profissional, jamais...

    VEJA...

    Pedro Piquet de olho na telemetria, durante treino livre em Interlagos. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

     

    Antes de entrar no carro de Pedro Piquet, no registro fotográfico do amigo Rodrigo França

     

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  • E se Nelson Piquet fosse um atleta olímpico?

    - Por Marcos Júnior / há 7 meses

    Tomando por base algumas declarações de Nelson Piquet, imagino o quanto seria divertido se, ao invés de piloto de Fórmula 1, tivesse derramado seu talento como atleta olímpico.

    Em 1981, após vencer o primeiro de seus três títulos mundiais na F1, foi indagado a quem dedicaria a conquista:
    "Dedico a mim mesmo, pô", disse sem pestanejar.

    Claro que  Piquet sabe que não ganhou sozinho seu campeonato. Contou com o belo trabalho da Brabham, sua equipe, a quem sempre foi grato.

    Mas não caiu no "pachequismo" de dizer que dedicava seu triunfo ao povo brasileiro e coisa e tal. Foi sincero.

    Ele sempre foi grato a quem o apoiou, como a BMW, por exemplo.

    Em 1982 desenvolveu o motor turbo para a montadora alemã na mesma Brabham, e ganhou o título no ano seguinte.

    Então, imaginando o Nelson Piquet "olímpico", pensei no seguinte:

    No salto triplo, passaria um ano desenvolvendo uma nova sapatilha para bater o recorde mundial. E nada de choradeira no topo do pódio. Tiraria sarro do segundo colocado caso o medalha de prata tivesse o nariz torto, como Alain Prost...

    No vôlei de praia sua vida talvez não fosse muito fácil, principalmente se o seu companhero de dupla fosse casado com uma mulher não muito bonita...

    Basta lembrar o que respondeu em seus tempos de Williams quando perguntaram a principal diferença entre ele e Mansell.

    "Eu gosto de mulher bonita", disparou gargalhando.

    Além disso, se o seu companheiro de areia não fosse dedicado o suficiente, a parceria talvez não durasse um set...

    Como velocista, espécie de "Nelsin" Bolt, ao término da prova dos 100m rasos, vem o repórter no melhor estilo "Ernesto Varela" e pergunta:

    "Atrás do quê os corredores correm" (Varela, personagem criado por Marcelo Tas nos anos 80 perguntou isso a Piquet em Jacarepaguá), e a resposta foi a seguinte:

    "Atrás de grana meu amigo, atrás de grana!", retrucou.

    Claro que Piquet seria imbatível nos esportes náuticos. Na F3 ele bolou as barras estabilizadoras reguláveis de dentro do carro, e na F1 o reabastecimento e o aquecimento dos pneus. Nos barcos, certamente, faria um desenho de vela revolucionário, um leme melhor na hidrodinâmica. Venceria tranquilamente.

    Engraçado mesmo seria Nelson Piquet na maratona.

    Liderando a prova, aí um maluco de um padre irlandês invade o trajeto e atrapalha Nelson, como aconteceu com Vanderlei Cordeiro de Lima, primeiro colocado a seis quilômetros de vencer em Atenas-2004.

    Na ocasião, Vanderlei, que acendeu a pira olímpica nos Jogos do Rio, ainda conseguiu a medalha de bronze.

    Nelson dificilmente chegaria entre os dez primeiros em uma situação semelhante. Daria uns bons sopapos no padre irlandês, a exemplo daquilo que fez com Eliseo Salazar, quando o chileno, retardatário, o tirou do GP da Alemanha de 82, quando liderava a corrida no velho Hockenheim.

    Com os olhos fechados, antes da largada na canoagem, Nelson pegaria no sono, como acontecia no grid da F1, minutos antes da prova começar, afinal teria ido dormir às 5h da manhã depois de uma noitada daquelas na Vila Olímpica. Talvez nem ouvisse o tiro de largada...

    Não creio que ele teria sido um atleta olímpico exemplar.

    Mas teria sido autêntico e divertido.

    Na F1 foi medalha de ouro por três vezes, com três motores diferentes.

     

    CLIQUE AQUI E VEJA A PÁGINA DE NELSON PIQUET NA SEÇÃO "QUE FIM LEVOU?".

     

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  • Ferrari pensa em dinheiro ao renovar com Raikkonen

    - Por Marcos Júnior / há 8 meses

    A frase é surrada, mas se encaixa perfeitamente bem: dinheiro não aceita desaforo.

    Pensando nisso, acima de qualquer outra coisa, a Ferrari decidiu renovar contrato com Kimi Raikkonen por mais uma temporada. Explico.

    Nem todos se dão conta do quão é importante a pontuação obtida pelas equipes em uma temporada, pois ela é determinante na divisão do dinheiro.

    Assim, ao fazer este "agrado" a Raikkonen, a Ferrari imagina que o finlandês possa se motivar e continuar marcando bons pontos que a coloque somente atrás da Mercedes entre os construtores, uma vez que a Red Bull vem crescendo e já sonha com o vice-campeonato.

    Porém, com Raikkonen, é melhor ter um pé atrás. Ou os dois.

    A Ferrari já se livrou dele em 2009, gastando muito dinheiro, arcando com uma multa contratual porque ele apenas "cumpria tabela" a bordo do carro escarlate. Desempenho pífio, sobretudo se comparado ao que havia feito dois anos antes, quando foi campeão mundial pela mesma Ferrari.

    Sabendo que está garantido em Maranello, o finlandês pode fazer justamente o contrário, "empurrar com a barriga" a temporada de 2016 e, sabe-se lá o que esperar dele em 2017...

    Entendo a postura do presidente da Ferrari, Sergio Marchionne. Mas, só o tempo dirá se a renovação foi benéfica para o time.

    Vettel continuará tirando mais do que o potencial real de seu carro. Raikkonen faz o arroz com feijão.

    Feijão anda caro ultimamente aqui no Brasil.

    Talvez a escolha ferrarista cobre um preço alto por mais esta aposta em um piloto, digamos, ok, parafraseando os jurados do MasterChef...

    Estar na F1 requer mais do que ser ok. Ainda mais quando se guia pela Ferrari.

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  • Foi o máximo, Verstappen!

    - Por Marcos Júnior / há 9 meses

    Digna de reverência a defesa ferrenha de Max Verstappen para manter-se à frente de Nico Rosberg, no GP do Canadá, vencido por Lewis Hamilton.

    Em quarto, com sua Red Bull aparentemente inferior à Mercedes do alemão, Max impediu a ultrapassagem do líder do campeonato, que vinha de asa aberta e pé pesado no pedal da direita.

    Normalmente são as ultrapassagens as manobras mais bacanas de uma corrida.

    Equivalem a um gol no futebol. Ou, ainda, um belo drible. 

    Mas o jovem holandês, que vinha de um desastroso GP de Mônaco, mostrou que além saber ser agudo no ataque, é exemplar também quando precisa se defender. E, foi, de maneira absolutamente leal.

    Voltando ao futebol, é como se Max Verstappen tivesse virtudes de um goleador e, ao mesmo tempo, um zagueirão dos bons, daqueles que sabe o que faz com a bola nos pés.

    Na primeira tentativa frustrada de Rosberg sobre ele, o sorriso de Christian Horner, poderia ser traduzido como algo do tipo:

    "Ah, esse moleque é f...."

    É mesmo, Horner. 

    E foi novamente na segunda tentativa de Rosberg, no giro final. O alemão atravessou seu carro e o pimpolho seguiu todo pimpão.

    Helmut Marko acertou em cheio ao trazê-lo logo para a "Série A" da Red Bull.

    Desconfio que colocará Daniel Ricciardo na bandeirinha de escanteio em mais algumas provas deste ano.

    Piquet fez isso com Lauda na Brabham

    Depois, Schumacher fez isso com Piquet, na Benetton.

    Eu, no lugar de Ricciardo, tentaria logo sair do time austríaco.

    O tempo talvez me desminta. Mas está quase na cara que correr ao lado de Verstappen será tão indigesto quanto ser companheiro de equipe de Schumacher ou Alonso, somente para ficar nestes dois...

    Foto: Reprodução/Twitter

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  • No tabuleiro da F1, peça mais importante deve ser movimentada pela Ferrari

    - Por Marcos Júnior / há 9 meses

    A caminho da sétima das 21 etapas do campeonato da Fórmula 1, o mais extenso da história, diga-se, certamente há muito piloto com futuro incerto buscando manter-se no grid para 2017.

    Recentemente falei da hipótese Massa na Renault, do bem que seria para o brasileiro e o time francês, casamento com boas chances de dar certo. 

    Nesse caso, o atual time de Massa teria uma vaga interessante para diversos postulantes. Volto a falar da Williams já, já.

    Isso, porque, considero que a peça mais importante a ser movida no tabuleiro da F1 possa vir de Maranello.

    Vettel, claro, está garantido em um dos carros escarlates.

    Raikkonen, entretanto, parece ter seus dias contados na Ferrari.

    O finlandês, campeão pelo time em 2007, ainda fez uma boa temporada por lá em 2008, teve um pífio 2009, deixou a categoria para se aventurar no rali e voltou pela Lotus em 2012. 

    Parecia com apetite em seu retorno, terminando seu ano de reestreia em terceiro, com uma vitória e mais cinco pódios.

    Mais um belo ano pela Lotus em 2013 (uma vitória e sete pódios), fechando a temporada em quinto lugar.

    Os resultados animaram a Ferrari, a mesma havia o demitido ao término de 2009. Águas passadas.

    Porém, na Ferrari, Raikkonen parece hoje aquele jogador de futebol que só consegue jogar bem em time mediano. Para piorar, tem um companheiro de equipe com sede de vitórias, em que pese as limitações do equipamento que tem em mãos.

    Raikkonen não deverá ter seu contrato renovado com a Ferrari, que terá muitas opções interessantes no mercado.

    Cotado tempos atrás, o nome de Bottas esfriou, assim como o de Hulkenberg, em contraste com o de Romain Grosjean, trapalhão de início de carreira que deu a volta por cima.

    Voltando à Williams. 

    Um possível acerto de Massa com a Renault tira as chances do próprio Raikkonen de buscar uma vaga derradeira para sua carreira que está no ocaso. A Renault precisa de um piloto experiente, e Massa - que ainda busca vitórias -, está mais próximo do perfil que os franceses necessitam.

    Vamos aos palpites para 2017, então...

    Ferrari com Vettel e Grosjean; Renault com Massa e Magnussen e Williams com Bottas e Nasr.

    Sim. A Williams pode ter de volta seu piloto reserva, o brasileiro que anda às turras com seu companheiro de equipe na decadente Sauber.

    Sem nadar em dinheiro, o time inglês pode olhar com carinho para o patrocínio polpudo que Nasr sustenta.

    No final das contas, mudanças podem ser boas para os dois Felipes.

    E, também para a Ferrari.

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SOBRE O COLUNISTA

No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

"Marcos, nunca deixe de escrever!?

Durante o 2º grau, um... Saiba Mais