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Inglês, vencedor da GP2 em 2014, precisa encontrar ânimo para recuperação na F1. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Inglês, vencedor da GP2 em 2014, precisa encontrar ânimo para recuperação na F1. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Algumas imagens são praticamente conclusivas.

A longa e solitária caminhada do inglês Jolyon Palmer no segundo treino livre, desde que perdeu o controle de sua Renault até a área dos boxes de Hungaroring, foi desoladora.

Mal comparando, é como aquele centroavante que perdeu mais um gol e foi substituído na metade do primeiro tempo, saindo sob vaias, rumo ao vestiário.

Palmer não foi vaiado, porque o público da F1, salvo alguns arroubos descabidos, não é tão cruel quanto o do futebol.

E não é porque o automobilismo seja um esporte mais elitizado que o futebol. As "arenas" futebolísticas, hoje, acomodam um público, via de regra, tão abastado quanto aquele que vai a um autódromo.

Mas, sim, porque guiar um carro de Fórmula 1 é muito mais difícil que chutar uma bola, mesmo que o sujeito seja um profissional nos gramados. Também é mais difícil palpitar sobre automobilismo do que sobre futebol.

Palmer, hoje defenestrado na F1, com sua vaga praticamente perdida na Renault, seja ainda nesta temporada (talvez) ou na próxima (certeza), é mais eficiente guiando um F1 do que Neymar jogando futebol.

Chegar à F1 é uma missão dificílima. Hoje, 20 seres conseguem estar em um grid da categoria.

Um único time de futebol tem 11 titulares. O Corinthians, por exemplo, líder do Brasileiro, tem 35 profissionais à disposição.

Se esse número se repetir nas demais 19 equipes do campeonato nacional, temos um total de 700 boleiros.

Somente na Série A do Brasileirão. Tem as Séries B, C e D...

Tem campeonato na Argentina, na Espanha, na Itália, na Inglaterra, na Alemanha, na China.

Tem futebol no mundo inteiro, ora pois...

Jolyon Palmer, de 26 anos, foi campeão da GP2 em 2014. Ganhou a disputa  com boa margem para o belga Stoffel Vandoorne (hoje firme na McLaren) e o brasileiro Felipe Nasr, hoje fora do grid, mas com referências das melhores.

Resumindo, ele não é um "barbeiro". 

Está pressionado e sentindo o golpe. Nocauteado por sua própria falta de reação.

Não pontuou na temporada, enquanto Nico Hulkenberg, seu companheiro de equipe, marcou pontos em cinco das dez etapas até agora.

Robert Kubica, carta fora do baralho até outro dia pelo grave acidente que sofreu há seis anos, com um braço quase inerte, surge como seu possível substituto.

Em um meio tão concorrido como o da F1, com essa falta de ânimo e resultados, Palmer será varrido.

Está triste, mas a vida sempre pode surpreender.

"Carreras são carreras", dizia Fangio...

Eu, se pudesse escolher alguém para subir ao pódio na Hungria escolheria Palmer.

Mesmo que este seja o seu primeiro e último na Fórmula 1...

Palmer observa sua Renault após batê-la contra a proteção de pneus. Foto: Reprodução


  

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SOBRE O COLUNISTA

No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

"Marcos, nunca deixe de escrever!?

Durante o 2º grau, um... Saiba Mais

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