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No fundo, há poucas diferenças entre eles. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

No fundo, há poucas diferenças entre eles. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Durante algum tempo frequentei o ambiente de uma escolinha de futebol.

Duas vezes por semana, em horários livres que eu tinha à tarde, levava meu filho na "Chute Inicial" do Jardim da Saúde.

Uma escolinha de futebol do Corinthians.

Não, eu não levaria meu filho a nenhuma outra escolinha de futebol que não fosse à daquele time de camisas brancas e calções pretos. 

Os canhotos costumam ser bons de bola, mas esse não era o caso do meu Lucas.

Exceto pelo chute forte, faltava-lhe a habilidade que sobrava ao pequenino Renan, outro canhoto, que desfilava uma categoria de encher os olhos.

Eu joguei futebol. E, não vou bancar o modesto. Joguei muito bem sempre, desde pequeno.

Sempre era o primeiro escolhido. Tenho uma caixa cheia de medalhas, por clubes e colégios. Meu tesouro.

Atuei nos juniores da Portuguesa de Desportos por mais de um ano, fui aprovado em testes no Corinthians e durante anos amarguei a frustração por não ter me profissionalizado.

Resignação* e paciência. Sem dúvida fui muito mais útil ajudando meus alunos de cursinho durante o tempo em que lecionei geografia.

Por conhecer o "riscado", sabia que meu Lucas não seria um jogador de futebol. Ele também sabia.

O futebol, naquele campo de grama sintética, era um passatempo divertido para ele, e também uma forma que eu via para que ele desgrudasse um pouco do videogame, na época o Playstation 1, se não me engano...

Um dia, um chuvarada das grandes assolou o Jardim da Saúde.

O treino estava em curso, e o treinador não o interrompeu. Foi, provavelmente um dos dias mais divertidos que meu Lucas teve.

Sempre fui uma espécie de "pai do Nemo", aquele sujeito que cerca o filho para que ele não se machuque nunca.

Mas, naquele dia, ele estava livre, leve e solto. E molhado, encharcado...

Saiu rindo de campo e fomos assim no carro, às gargalhadas, até chegarmos em casa.

Meu filho hoje é um estudante de cinema.

Há mais de três anos, antes mesmo de começar na faculdade, editava meus vídeos aqui no site. Tem um talento enorme para isso. Me enche de orgulho.

Não sei que fim levou o Renan, o baixinho que barbarizava na escolinha de futebol do Jardim da Saúde.

Hoje deve estar com uns 17, 18 anos. Tomara que "vingue". Lembro dele com carinho, porque sei o quão difícil é se profissionalizar no futebol. 

KART...

Outro dia acompanhei de perto garotos de 11, 12 anos, em uma prova de kart em Aldeia da Serrra, uma pista espetacular na Grande São Paulo.

Fiquei por alguns minutos ao lado dos pais do pequeno e promissor Rafael Câmara, Amaro e Paula, menino que venceu a corrida 2 pela Júnior Menor, na Copa São Paulo Light.

Já conhecia o menino e seu pai, quando o pequeno esteve aqui gravando meu Bella Macchina. O programa está aqui.

Gosto desses meninos e meninas que andam de kart. Outro dia falei aqui com a catarinense Antonella Bassani, guria que acelera muito. Aqui.

Ambos são graciosos, como quase todas as crianças.

Fiquei observando o pai do Rafael, sinalizando a cada passagem do seu pequeno na reta principal, códigos que eles devem ter combinado. 

E seu êxtase quando viu o tremular da bandeira quadriculada, logo que o seu menino passou antes de todos.

Um pai, ao lado de uma pista, ou outro, ao lado de um campo de futebol, ambos acompanhando seus filhos, são feitos do mesmo material: algo que mistura amor, medo e prazer.

Que sejam felizes, esses pequenos.

* Resignação, aprendi com meu bom médico homeopata Jorge Carlovich, significa mais do que se conformar, mas, sim, olhar com outros olhos, de acordo com a origem da palavra, do latim, resignare

Amaro, pai de Rafael, faz sinal de positivo para o filho, no momento em que ele abria sua última volta para vencer prova no Kartódromo de Aldeia da Serra, sábado passado. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

 

Rafael Câmara, de 12 anos, com o troféu da vitória. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

 

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SOBRE O COLUNISTA

No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

"Marcos, nunca deixe de escrever!?

Durante o 2º grau, um... Saiba Mais

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