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Espanhol e inglês criticaram a prova ganha por Ricciardo no Principado. Fotos: Divulgação

Espanhol e inglês criticaram a prova ganha por Ricciardo no Principado. Fotos: Divulgação

Vou contra a maré.

Li e ouvi muita gente. Colegas de profissão e pilotos que disputaram o GP de Mônaco do último domingo.

Em época de muito melindre, deixo claro que respeito opiniões contrárias às minhas.

"Se estivesse no sofá teria adormecido", disse Hamilton, terceiro colocado.

"Foram as 78 voltas mais longas da minha vida", acrescentou Lewis.

"Estou extremamente de saco cheio. Provavelmente foi a corrida mais chata da história", alfinetou Fernando Alonso, que abandonou a prova no giro 52, com problema na caixa de câmbio.

Alonso e Hamilton venceram duas vezes no Principado. 

Em 2006, pela Renault, Alonso fez a pole e terminou com 14s5 de vantagem para o segundo colocado, Montoya.

Em 2007, o espanhol repetiu o triunfo, agora pela McLaren. Foi o pole e terminou com pouco mais de 4s sobre Hamilton, então seu companheiro de equipe.

Hamilton ganhou em 2008 pela McLaren, após ter partido do terceiro lugar. Foi uma vitória e tanto. Teve um pneu furado no começo, Massa, o pole, rodou. Choveu e o inglês ganhou pela primeira vez nas ruas de Monte Carlo.

Hamilton ganhou novamente a corrida em 2016. "Caiu no colo", como se diz, quando a Red Bull se atrapalhou no pit-stop de Ricciardo, que tinha a vitória praticamente assegurada.

Talvez alguém, em 2006, 2007, 2008 e 2016, nas vitórias de Alonso e Hamilton, tenha achado pelo menos duas destas corridas entediantes, sobretudo as duas de Alonso, óbvias, digamos.

Porém, para Alonso, ambas foram especiais, por mais modorrentas que possam ter parecido ser...

Hamilton, por sua vez, se tivesse conquistado o triunfo no último domingo, após uma hipotética batida de Vettel em Ricciardo, não teria sido tão amargo em suas declarações...

Ricciardo, que estava com a vitória "engasgada" desde 2016, pulou, festejou, se jogou em uma piscina no último domingo.

Claro, para ele, o GP de Mônaco deste ano não teve nada de chato, entediante, principalmente porque precisou ser hábil o bastante para lutar, a partir da 29ª volta, contra uma perda de potência.

Ricciardo, feliz, comemora sua primeira vitória no Principado. Foto: Red Bull Racing

Até Vettel, segundo colocado, que reduziu a diferença para Hamilton no Mundial, estava faceiro na comemoração, a ponto de brindar a família real monegasca com uns respingos de seu champanhe.

Assim, em resumo, tudo depende do ângulo de visão, no caso dos pilotos. 

Venceu, está tudo bem!

Não venceu, foi uma porcaria...

Maniqueísmo puro.

O público, em geral, pelo que andei lendo em comentários, espinafrou a corrida.

Vi alguns absurdos, como sugestões de que fossem criados pontos de ultrapassagem, como se isso fosse possível na geografia linda e restritivva de Monte Carlo...

Abrir uma nova avenida em Mônaco é tão impossível ou uma aberração tão grande como criar espaço para Romero Britto rabiscar na Capela Sistina.

Mônaco está para a F1 como o velho Maracanã esteve por décadas para o Flamengo.

Aí, reformaram o Maracanã...

Virou uma arena insossa.

Mas esse é outro assunto...

Não conseguirão mudar, pelo menos significativamente, o circuito de Mônaco.

Que bom!

E os vencedores sempre acharão a corrida sensacional!

Certo, Alonso?

Certo, Hamilton?

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SOBRE O COLUNISTA

No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

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