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Polonês está se reaproximando da Renault, e terá 'prova de fogo' em Monza. Foto: Renault Sport F1/Divulgação

Polonês está se reaproximando da Renault, e terá 'prova de fogo' em Monza. Foto: Renault Sport F1/Divulgação

O polonês Robert Kubica, que teve seu braço gravemente lesionado após o acidente em uma prova de rali em fevereiro de 2011, pode voltar à Fórmula 1, pelo menos esta é a sinalização a partir dos últimos movimentos dados pela Renault, sua ex-equipe na categoria.

Ele, na verdade, nunca esteve longe dos carros. Em setembro de 2012 voltou a guiar, novamente em um rali na Itália, e venceu a competição, a Ronde di Gomitolo Lana.

O assunto Kubica/F1 estava mais do que adormecido, até que no mês passado a Renault lhe disponibilizou um modelo utilizado pela equipe na temporada de 2012, com o qual ele completou 115 voltas no circuito de Valência.

Ao término da jornada, ainda que seu braço direito esteja impresisionantemente mais magro que o esquerdo, ele saiu todo pimpão do carro amarelo e falou em 80% ou 90% de chances de voltar a guiar na F1.

Ninguém revelou os tempos por ele obtidos, mas a Renault informou estar satisfeita com o que o polonês demonstrou, a ponto de marcar um novo, e muito mais encorpado desafio, no fim de semana do GP da Itália, em Monza, no próximo 1º de setembro. "Prova de fogo", diga-se.

MONZA, UMA BOA ESCOLHA

Em fevereiro deste ano recebi Cacá Bueno, pentacampeão da Stock Car, na gravação da 100ª edição do meu Bella Macchina aqui no Portal Terceiro Tempo. Ele, que competiu no Blancpain FIA GT, correndo em diversos circuitos da Europa, classificou Monza como uma pista "Nutella", não pelo histórico e tradição, claro, mas pela facilidade na tocada. Para o piloto, Brands Hatch, na Inglaterra, é "raiz".

Assim, a partir da opinião de alguém do ramo, concluo que Monza tenha sido uma boa escolha para Kubica, um circuito sem grandes exigências físicas, sobretudo para grandes guinadas para a esquerda e direita.

CORRIGINDO UM ERRO EM SUA CARREIRA

Robert Kubica estava no lugar errado e na hora errada no rali Ronde di Andora em 2011, quando se acidentou.

Estas provas são fascinantes, mas perigosíssimas.

Um piloto que "camela" para chegar à F1, lugar onde hoje alinham apenas 20 almas em seu grid, não pode correr esse tipo de risco, absolutamente desnecessário.

Ah, mas o cara pode se arrebentar trocando a lâmpada do quarto do filho, caindo da escada...

Ok, mas um atleta de alto rendimento, um esportista que chega ao topo em sua carreira, não pode dar sopa para o azar.

Erro duplo, aliás, de Kubica e da Renault, que à época avalizou sua participação na prova italiana.

Uma equipe de F1 deve preservar seus pilotos, por isso nunca entendi aquelas apresentações nababescas da Ferrari em Madonna del Campiglio, expondo seus pilotos a descidas de esqui na neve.

Kubica merecia atenção por parte da Renault F1. Um dos pilotos mais promissores de sua geração, e já com uma vitória no currículo, em 2008 pela BMW-Sauber.

Então, se de fato o polonês reunir condições para voltar à F1, será a reparação de uma das maiores besteiras da história recente da F1.

Kubica em 06 de junho deste ano, testando modelo da Renault de 2012, em Valência. Foto: Renault Sport F1/Divulgação



 

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No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

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