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Brendon Hartley nem esperava... E o chamaram para disputar um GP de F1. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Brendon Hartley nem esperava... E o chamaram para disputar um GP de F1. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Pois é, Brendon Hartley, vai chegar seu grande dia...

Ok, você já guiou carros de F1, mas nunca em uma corrida, ter aquela sensação de alinhar no grid, ver as luzes se apagando e acelerar.

Aos 27 anos, feliz da vida, guiando pela Porsche no Mundial de Endurance, parecia que este dia nunca chegaria para o neozelandês.

Para os padrões atuais da F1, em que os debutantes começam aos 18, 19, estrear por ela aos 27 anos é mais ou menos como gravar seu primeiro disco (Vinil ou CD) aos 45 ou ser pai aos 50.

Não é tarde demais, claro, mas é algo relativamente incomum, sejamos sinceros.

O presente foi dado ao "maduro" Hartley pela Toro Rosso, que anunciou que será ele que disputará o GP dos Estados Unidos, no próximo dia 15, em Austin, no lugar de Pierre Gasly, que estará disputando a decisão da Super Formula, no Japão.

Hartley já esteve vinculado à Red Bull (dona da Toro Rosso) em um passado não muito próximo, em 2008 (em exibições por algumas cidades), e em 2009, quando foi reserva da matriz Red Bull e da "filial" Toro Rosso.

Gostei da escolha da Toro Rosso. Parece ter sido um prêmio pelo jovem de outrora que ambicionava ser piloto de F1 e acabou precisando encontrar outros caminhos para sua vida profissional.

Mas, como nunca é tarde para quase nada, esta será uma chance e tanto para ele, que no ano que vem estará na Indy, pela Ganassi, ao lado de Scott Dixon, formando um time de neozelandeses.

Claro, suas chances de engrenar uma carreira na F1 são reduzidíssimas, salvo uma "zebraça" daquelas, uma vitória, por exemplo, debaixo de um temporal.

Fico imaginando, que nestes quase dez anos longe da F1 (ele andou testando a Mercedes em 2012), Hartley deva ter "desligado" a chave, "passado a régua", tentado esquecer a F1, até para não sofrer com a frustração.

É o que costumamos fazer quando gostamos muito de algo ou de alguém fora do alcance.

Uma forma de preservação.

Mas, sabem como é...

Isso me faz lembrar um saboroso verso do gaúcho Mario Quintana:

Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Em 30 de novembro de 2014, em Interlagos, no Porsche que dividiu com Timo Bernhard e Mark Webber nas 6 Horas de São Paulo. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

 

Mark Webber e Brendon Hartley atrás dos boxes de Interlagos, em 30 de novembro de 2014. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

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SOBRE O COLUNISTA

No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

"Marcos, nunca deixe de escrever!?

Durante o 2º grau, um... Saiba Mais

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